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Ainda hoje, o Ibovespa precisa digerir a divulgação do IPCA-15, que deve subir com menos intensidade desta vez
A notícia que pegou todos os investidores no pé contrário nesta madrugada foi a troca da presidência da Petrobras (PETR4). A bolsa deve acompanhar a saída de José Mauro Ferreira Coelho, após passar cerca de 40 dias à frente da estatal brasileira.
O anúncio foi feito no fim da noite da última segunda-feira (23), com os negócios já fechados por aqui. No entanto, os recibos de ações (ADRs, em inglês) da Petrobras começaram o dia com fortes perdas de 12,55% no pré-mercado em Nova York.
Também hoje as ações da Petrobras começam a ser negociadas sem o pagamento de dividendos (dia conhecido como ex-dividendo), o que costuma gerar uma queda no valor do papel — e esse fato pode ter auxiliado no fraco desempenho dos ADRs da Petrobras.
Mesmo que a B3 compense esse ajuste, a volatilidade dos papéis da Petrobras irá refletir no desempenho da bolsa brasileira hoje, tendo em vista que os papéis da empresa estão entre os que têm maior peso no índice Ibovespa.
Por falar nele, o principal índice da B3 fechou a sessão de ontem em alta de 1,74%, aos 110.345 pontos. Por sua vez, o dólar à vista registrou queda de 1,41%, a R$ 4,8054, beneficiado pelo fluxo de entrada de capital no país.
Confira o que movimenta a bolsa, o dólar e o Ibovespa nesta terça-feira (24):
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Os investidores locais precisam ser como equilibristas de pratos para lidar com todas as notícias do dia. Além de a Petrobras em foco mais um dia, a redução da alíquota do Imposto de Importação (II), também anunciada ontem pelo governo, chama a atenção para a renúncia fiscal que ela carrega.
Serão R$ 3,7 bilhões em impostos que o governo abre mão para isentar mais de 87% dos códigos tarifários.
Como se não bastasse o quente noticiário do dia a dia, hoje acontece a divulgação do IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial.
Nas projeções dos especialistas ouvidos pelo Broadcast, o índice de preços preliminar deve avançar 0,45% na mediana das estimativas. Nos últimos 12 meses, o IPCA-15 deve avançar 12,04%, também na mediana.
Na última leitura, o IPCA-15 de abril ficou em 1,73% na comparação mensal, enquanto o indicador anualizado ficou em 12,03%.
A cautela voltou a dominar as principais praças internacionais nesta terça-feira. O fôlego se perdeu mais uma vez com a perspectiva de um aperto monetário mais intenso e desaceleração econômica global.
Começando pelo fechamento dos negócios da Ásia e Pacífico, as bolsas por lá encerraram a sessão com fortes quedas, na esteira das notícias nem tão positivas da covid-19 na China.
Enquanto isso, na Europa, os índices de gerentes de compras (PMIs, em inglês) do Reino Unido e da Zona do Euro vieram abaixo das expectativas. Esse indicador mostra se uma atividade está em expansão ou retração.
Em outras palavras, a economia europeia começa a dar sinais de fraqueza — e essa desaceleração é atribuída principalmente à inflação e à guerra na Ucrânia.
Por último, os futuros de Nova York apontam para uma abertura em terreno negativo, no aguardo da participação do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, em evento hoje.
O chefe da autoridade monetária dos Estados Unidos permanece dando sinais mistos para o mercado.
Ao mesmo tempo que o Fed iniciou o ciclo de alta nos juros atrasado em relação a outros países — como o Brasil, que percebeu a escalada de preços antes —, Powell faz um “morde e assopra” com o mercado: em um momento, adota um tom mais agressivo (hawkish) contra a inflação e, em outro, informa que o aperto monetário não precisa ser tão intenso.
A verdade é que o presidente do Fed entende que a economia americana está forte o bastante para aguentar um ciclo de juros mais elevados. Por isso, os investidores acompanham de perto cada palavra de Powell antes de cada decisão de política monetária.
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