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Sem maiores indicadores para o dia, os investidores acompanham palestras de Campos Neto, Paulo Guedes e Arthur Lira hoje
A agenda vazia é a panela do diabo. A livre adaptação do velho ditado seria uma boa definição para a sessão de hoje no Ibovespa. Ao longo da semana, o principal índice da bolsa brasileira perdeu a maior parte do fôlego do rali que o levou de volta à marca dos 113 mil pontos.
De grão em grão, entretanto, o Ibovespa continuou recuperando terreno pouco a pouco nos últimos dias. Assim, a bolsa brasileira vem registrando altas discretas mesmo diante de um cenário no mínimo desafiador.
A temporada de balanços das maiores empresas da bolsa terminou na segunda-feira, a agenda da semana não ajuda e levanta uma questão: até quando o Ibovespa vai sustentar a alta sem gatilhos que afastem da cabeça dos investidores a possibilidade de realizar os ganhos de mais de 10% acumulados de 15 de julho até ontem?
Na ausência de indicadores e de eventos corporativos relevantes, a tendência é que em algum momento o Ibovespa caminhe a reboque das bolsas estrangeiras. E isso não é muito bom hoje.
Os índices futuros de Nova York encontram dificuldade para sair da linha d’água em um dia no qual os investidores repercutem a ata da última reunião do Fomc, o comitê de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).
Nesse cenário, as bolsas internacionais tentam segurar o viés de alta pela manhã. Ainda que limitados, os índices futuros de Wall Street avançam, enquanto as praças na Europa tentam firmar um único sinal.
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Confira o que movimenta as bolsas, o dólar e o Ibovespa nesta quinta-feira (18):
No documento publicado na tarde de ontem (17), os diretores do Fed admitem a necessidade de continuar aumentando os juros para controlar a inflação — ainda que a economia desacelere.
E isso definitivamente não é bom.
Entretanto, eles indicam a possibilidade de diminuir o ritmo da alta dos juros. Mas isso só vai acontecer se os indicadores econômicos previstos para as próximas semanas nos Estados Unidos sustentarem tal decisão.
Enquanto a divulgação desses números não ocorre, permanecem no radar falas de representantes do BC americano ao longo do dia. Os investidores buscarão um sinal mais bem definido do futuro dos juros por lá.
Enquanto isso, a campanha eleitoral segue em meio à divulgação de notícias com potencial de mexer com os mercados. Uma reportagem do portal Metrópoles revela que empresários apoiadores do presidente Jair Bolsonaro passaram a defender abertamente um golpe de Estado caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja eleito em outubro.
A discussão transcorreu em um grupo de WhatsApp que reúne empresários do porte de Luciano Hang (Havan), Afrânio Barreira (Coco Bambu), José Isaac Peres (Multiplan), José Koury (Barra World Shopping), Ivan Wrobel (W3 Engenharia) e Marco Aurélio Raymundo (Mormaii).
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) acionou hoje o Supremo Tribunal Federal (STF) contra os empresários.
Ciro Gomes, candidato do PDT à Presidência da República, sugeriu um boicote dos consumidores a produtos e serviços em punição a esses empresários.
Ao mesmo tempo, a Polícia Federal pediu a prorrogação de um inquérito contra Bolsonaro por considerar que o presidente cometeu crimes ao fazer uma associação falsa entre a vacinação contra covid-19 e o desenvolvimento da aids.
Ainda nesta quinta-feira, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irá a um evento em Minas Gerais, onde apoia Alexandre Kalil (PDT) para o governo de Minas Gerais.
Do mesmo modo, o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) irá para São José dos Campos, para uma motociata em apoio a Tarcísio de Freitas (Republicanos), seu apadrinhado para São Paulo.
Já Ciro Gomes dedica a manhã para a Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
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