Esquenta dos mercados: Bolsas no exterior reagem ao alívio da covid-19 na China e sobem pela manhã; Ibovespa acompanha PEC que pode gerar até R$ 7,5 bi em novos gastos
A proposta de reajuste para juízes e procuradores acontece em meio à greve dos servidores do Banco Central e Receita Federal

A volta do apetite de risco dos investidores tomou conta das bolsas no exterior nesta terça-feira (17). O alívio da covid-19 na China, bem como a tentativa de recuperação das perdas da última semana, mantém os índices em campo positivo hoje.
Além disso, o alívio também veio dos Estados Unidos, com o “resfriamento” das falas de dirigentes do Federal Reserve, o Banco Central americano, sobre a defesa da alta dos juros. Jim Bullard e Loretta Mester entendiam que o aperto monetário da próxima reunião deveria ser mais agressivo — hawkish, no jargão do mercado.
Mas ambos recalibraram seus discursos ontem e entendem que um avanço de 50 pontos-base nos juros podem ser suficientes, descartando uma alta de 75 pontos-base por enquanto.
Por aqui, a bolsa local precisa digerir mais um dia de debates em torno do Orçamento. Uma PEC que prevê o aumento de benefícios para juízes na ativa e aposentados deve captar cerca de R$ 7,5 bilhões das contas públicas — e isso pode agravar ainda mais a greve dos servidores, que conta com a adesão de novas categorias nesta terça-feira.
No pregão da última segunda-feira (16), o Ibovespa fechou o dia em alta de 1,22%, aos 108.232 pontos. Já o dólar à vista encerrou a sessão com um recuo de 0,12%, a R$ 5,0516.
Confira o que movimenta bolsa, dólar e Ibovespa nesta terça-feira:
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Bolsas lá fora esquecem a cautela
As principais praças pelo mundo operam em terreno positivo hoje, deixando de lado a aversão ao risco gerado por problemas externos aos índices.
Começando pelo fechamento da Ásia e Pacífico, as bolsas por lá encerraram a sessão em alta, após Xangai, uma das maiores cidades chinesas, anunciar a retomada gradual das atividades como comércio e circulação de pessoas após mais de duas semanas em lockdown.
Com isso, as preocupações envolvendo a desaceleração da economia chinesa se dispersaram por enquanto, o que levou os investidores a uma busca por barganhas.
Esse fator também estimulou uma abertura positiva na Europa, que saltou pela manhã com a perspectiva de retomada da demanda chinesa.
Por último, os futuros de Nova York também registram fortes ganhos antes da abertura da sessão por lá.
Um Fed para aliviar minha bolsa
Quem toma conta do noticiário nesta terça-feira é o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, que participa de evento do The Wall Street Journal hoje. O chefe da autoridade monetária deve seguir os passos de Bullard e Mester em uma tentativa de acalmar os mercados.
Os investidores aguardam um posicionamento mais claro para a alta de juros nos Estados Unidos. O posicionamento menos contracionista — ou dovish — anunciado pelos representantes do Fed ontem fez com que os títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries) caíssem nas primeiras horas do dia.
Foi bem, mas não o bastante
Entretanto, isso não foi suficiente para manter o otimismo e os juros dos T-bonds operam em alta de até 1,30%. Vale lembrar que o retorno desses títulos já opera próximo às máximas.
Dessa forma, os investidores acompanham hoje as falas de representantes do Federal Reserve, na tentativa de encontrar maiores direcionamentos sobre a política monetária do país. Além disso, analisam de perto a participação de Janet Yellen, Secretaria de Tesouro dos EUA, em evento na Bélgica.
Ibovespa e Orçamento
Voltou à pauta local os debates sobre a PEC do Quinquênio, proposta que prevê um adicional de 5% de salário a cada cinco anos, tanto para juízes e procuradores na ativa quanto aposentados.
Nos cálculos do Estadão/Broadcast, se aprovada da maneira como está, a PEC deve custar cerca de R$ 7,5 bilhões aos cofres públicos por ano. O privilégio havia sido extindo em 2005, mas voltou à pauta com uma possível sinalização de que Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente do Senado, traria a proposta para novos debates.
Mas ainda há greve
A movimentação acontece em meio a greve de servidores do Banco Central e da Receita Federal por reajustes salariais e criação de um plano de carreira dentro das instituições. Nesta terça-feira, funcionários do Tesouro Nacional, analistas do comércio exterior e outros setores também cruzam os braços pelas mesmas exigências.
O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), havia anunciado um aumento linear de 5% para o funcionalismo, mas recuou e preferiu esperar pelos desdobramentos da greve.
Fique de olho na bolsa hoje
A temporada de resultados chega ao fim e com ela os balanços da noite da última segunda-feira devem refletir no desempenho de algumas ações hoje. Relembre algumas ações que podem movimentar o dia aqui:
- Nubank (NUBR33) registra prejuízo menor do que o esperado no 1T22, mas inadimplência dispara. Veja os destaques do balanço
- Magazine Luiza (MGLU3) deixa lucro para trás e registra prejuízo líquido de R$ 161,3 milhões no primeiro trimestre; confira o que derrubou o Magalu
- Lucro do IRB Brasil (IRBR3) cresce 58% no 1T22, mas busca pela credibilidade perdida ainda está longe do fim
Agenda do dia
- Bélgica: Secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, participa de evento do Fórum Econômico de Bruxelas (6h15)
- FGV: IGP-10 de maio (8h)
- Estados Unidos: Vendas no varejo de março (9h30)
- Estados Unidos: Produção industrial de fevereiro (10h15)
- FGV: Monitor do PIB (10h15)
- Estados Unidos: Presidente do Fed, Jerome Powell, participa de evento do WSJ (15h)
Balanços lá fora
Antes da abertura: Walmart (Estados Unidos)
Entram Cury (CURY3) e C&A (CEAB3), saem São Martinho (SMTO3) e Petz (PETZ3): bolsa divulga terceira prévia do Ibovespa
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