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Uma das razões para a alta é técnica: não haverá expediente bancário na próxima sexta-feira (30) e, com isso, as rolagens de contratos cambiais para a definição da taxa Ptax
Se está faltando gás para o Ibovespa na última semana do ano, o dólar à vista não enfrenta o mesmo problema e caminha para encerrar o segundo dia consecutivo em alta.
A moeda norte-americana chegou a registrar uma leve queda perto da abertura dos negócios no Brasil. Mas fechou o dia com ganhos de 1,48%, cotada em R$ 5,2866. Confira a nossa cobertura completa de mercados.
Uma das razões para a alta é técnica: não haverá expediente bancário na próxima sexta-feira (30) e, com isso, as rolagens de contratos cambiais para a definição da Ptax — taxa de referência para o câmbio calculada pelo Banco Central — estão sendo antecipados.
O impulso desse fator deve ser ainda mais forte a partir de amanhã. E, para evitar uma pressão maior sobre o câmbio e aumentar a liquidez, o BC já começou a fazer os tradicionais leilões e vendeu R$ 4 bilhões de dólares até agora.
Outro elemento por trás da alta do dólar são as incertezas políticas. A menos de uma semana da posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o mercado ainda aguarda a definição de quem estará à frente de todos os ministérios do futuro governo.
O convite à senadora Simone Tebet (MDB-MS) para o Ministério do Planejamento já foi aceito pela parlamentar e pelo partido, segundo informações do deputado Alexandre Padilha (PT-SP), futuro chefe das Relações Institucionais.
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A indicação deve ser formalizada por Lula em breve, mas ainda faltam outros 15 nomes para compor o governo. Pastas de destaque como a do Meio Ambiente e Agricultura permanecem indefinidas.
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