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Nesta quarta-feira, o destaque do dia ficou por conta da ata do Fed, que trouxe uma revisão nas estimativas para a inflação nos EUA
O dólar até ameaçou avançar com mais ímpeto, mas reagiu bem à ata do Fed e terminou o pregão valendo R$ 4,8209, avanço de 0,18%. O euro seguiu o mesmo caminho e recuou 0,34%, negociado a R$ 5,1468.
Durante toda a manhã e por boa parte da tarde, a moeda norte-americana operou próxima dos R$ 4,85, na expectativa pela divulgação da ata referente ao último encontro do Federal Reserve. Após a divulgação, o dólar foi diminuindo a alta, na expectativa de que a autoridade monetária mantenha o ritmo de altas em 0,5 p.p por reunião.
No âmbito da política fiscal, chama atenção dos agentes econômicos um projeto de lei que fixa em 17% o teto para o ICMS sobre a energia elétrica e combustíveis. Para levar a proposta adiante, a Câmara dos Deputados propõe que a arrecadação dos Estados da federação seja complementada pela União.
Ainda na questão energética, a Aneel decidiu prorrogar por 15 dias as tarifas aplicadas pela Cemig. O reajuste, que deveria passar a valer no dia 28 de maio, ainda não foi aplicado, uma vez que a busca por soluções que amenizem o impacto no bolso do consumidor continua.
A decisão veio em um momento de mobilização no Congresso Nacional, que tem por objetivo a criação de medidas que tornem mais suaves os reajustes nas contas de luz.
Em Davos, o ministro da Economia, Paulo Guedes, comentou sobre o reajuste ao funcionalismo público, que tem sido cobrado por diversas categorias de servidores. Segundo ele, há espaço para um reajuste de 5% neste ano, mas as perdas salariais anteriores ao ano de 2022 não devem ser repostas.
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Durante o dia, o dólar operou no intervalo entre R$ 4,8643 e R$ 4,8058. Já o euro registrou mínima de R$ 5,1359 e máxima de R$ 5,1824.
Fora do Brasil, o grande destaque do dia foi a divulgação da ata do último encontro do FOMC, equivalente ao Copom norte-americano. Na reunião, os dirigentes da autoridade monetária revisaram suas expectativas de inflação para cima.
Além disso, foi traçado um plano para a venda de ativos, atualmente sob a guarida do Federal Reserve — a partir de 1º de junho, a autoridade começa a liberar US$ 30 bilhões em Treasuries todo mês, em um ritmo crescente. Depois será a vez dos títulos garantidos por hipotecas.
Outro tema que continua a chamar atenção dos investidores é a desaceleração na China, que tem enfrentado fechamentos na tentativa de combater o crescente número de casos de Covid que tem afetado regiões importantes do país.
Se por um lado os diversos estímulos oferecidos pelo governo chinês para amenizar os desdobramentos econômicos do enfrentamento ao vírus garantiram algum alívio aos ativos de risco por lá, por outro, as estimativas para o crescimento da economia vem sendo revisadas para baixo.
No Velho Continente, foi a vez de Fabio Panetta, que já passou pelo BC italiano e atualmente faz parte do conselho executivo do BCE, dizer que a entidade deve encerrar seu programa de recompra de ativos no terceiro trimestre. Mais adiante, a autoridade monetária deve começar a elevar os juros.
Também pudemos conhecer o desempenho da economia alemã no primeiro trimestre deste ano. Segundo os números divulgados pela Destatis, o PIB da Alemanha cresceu 0,2% na comparação com o último trimestre do ano passado. O número correspondeu às expectativas do mercado e confirmou as prévias que já haviam sido divulgadas.
Neste cenário, o DXY, índice que compara o dólar a outras moedas, com especial ênfase para o euro, registrou avanço, demonstrando que o dólar ganhou força no dia de hoje.
Acompanhe a nossa cobertura completa de mercados para acompanhar o desempenho de bolsa, dólar e juros hoje. Confira também o fechamento dos principais contratos de DI:
| CÓDIGO | NOME | ULT | FEC |
| DI1F23 | DI jan/23 | 13,42% | 13,42% |
| DI1F25 | DI Jan/25 | 12,28% | 12,30% |
| DI1F26 | DI Jan/26 | 12,11% | 12,10% |
| DI1F27 | DI Jan/27 | 12,09% | 12,06% |
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