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A nova consolidação no setor de saúde mexeu com o segmento nesta quinta; a renúncia do CEO da Light pesou sobre as ações da empresa
Numa sessão marcada pela cautela dos investidores em relação à economia global, algumas ações negociadas na B3 destacaram-se do restante, reagindo ao noticiário corporativo intenso desta quinta-feira (30). No lado positivo, Hermes Pardini (PARD3) e Fleury (FLRY3) subiram mais de 15%, em meio à fusão das empresas; na ponta oposta, TC (TRAD3) e Light (LIGT3) tiveram desvalorizações intensas.
Mais cedo, o Fleury anunciou a compra da Hermes Pardini — a transação será fechada via troca de ações e pagamento em dinheiro aos detentores de papéis PARD3. Caso concluída, a junção dos negócios criará um gigante do setor de medicina diagnóstica com potencial para gerar mais de R$ 6 bilhões em receita por trimestre.
O mercado reagiu bem à notícia: analistas ponderaram que, juntas, as empresas terão mais poder de negociação com grandes grupos de saúde, como Rede D'Or-SulAmérica e Hapvida Intermédica. Nesse sentido, as ações FLRY3 fecharam o dia em alta de 16,10%, a R$ 16,30, enquanto os papéis da Hermes Pardini subiram 18,87%, a R$ 19,99.

No lado negativo, as ações do TC (TRAD3) registraram as maiores perdas de toda a bolsa nesta quinta, fechando o pregão em queda de 27,09%, a R$ 4,79. Mais cedo, o colunista Lauro Jardim, de O Globo, noticiou que a empresa estaria sob investigação da CVM — não há maiores detalhes quanto ao teor da suposta averiguação.
Em comunicado, o TC informou apenas que não recebeu qualquer notificação dos órgãos reguladores. O posicionamento oficial, no entanto, não foi capaz de evitar que os papéis da empresa mergulhassem às mínimas desde meados de maio.
ATUALIZAÇÃO: O TC entrou em contato com o Seu Dinheiro e informou que a CVM não abriu investigação contra a companhia e que o único inquérito em curso na autarquia no momento foi motivado pelo próprio TC. O jornalista Lauro Jardim também retificou a informação.
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Também entre as maiores baixas do dia, a Light (LIGT3) recuou 15,62% hoje, a R$ 5,78, após a renúncia de seu CEO — notícia considerada negativa pelo JP Morgan, dado o prestígio do antigo presidente junto ao mercado. Com sua saída, o banco americano diz que a tese de reestruturação da Light perde força, especialmente em meio às disputas tributárias que envolvem o setor.

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