Ibovespa vai aos 105 mil pontos com exterior positivo e inflação americana dentro do esperado; dólar cai
Ainda hoje deve ocorrer a divulgação do Livro Bege, com as principais perspectivas do Federal Reserve para a economia americana
Eis que o dragão tinha o tamanho esperado. O índice de preços ao consumidor nos Estados Unidos (CPI, na sigla em inglês), divulgado agora pela manhã, veio dentro do previsto pelo mercado, possibilitando um respiro para as bolsas, os juros e o dólar.
A inflação americana foi de 0,5% em dezembro, um pouco acima da mediana das projeções, que era de 0,4%, mas fechou o ano de 2021 em 7,0%, em linha com o esperado. Trata-se da maior inflação ao consumidor nos EUA em 40 anos, o que vem motivando o Federal Reserve, o banco central do país, a promover um forte aperto monetário.
A falta de surpresas nesse indicador pernicioso, porém, anima os investidores nesta quarta-feira (12), dando espaço para um dia positivo mundo afora. Perto das 17h, o Ibovespa subia 1,77%, na máxima, aos 105.611 pontos, apagando as perdas do ano. O dólar à vista fechou em queda de 0,81%, a R$ 5,5348, num enfraquecimento global da moeda.
As bolsas europeias fecharam em alta, e as americanas também operam no azul. Há pouco, o Dow Jones subia 0,04%, o S&P 500 avançava 0,30%, e o Nasdaq tinha ganho de 0,36%. Os juros dos Treasuries, os títulos do Tesouro americano, tiveram suas quedas acentuadas após a divulgação do CPI em linha com o esperado.
Além da inflação e da política monetária americanas, os investidores seguem de olho no número de casos de covid-19, que continua a crescer pelo mundo. Na China algumas fábricas começaram a fechar devido a alta de casos, o que pode comprometer a retomada econômica de todos os países.
Em linha com os juros dos Treasuries e o alívio no dólar, os juros futuros locais caíram forte nesta quarta. Veja o fechamento dos principais vencimentos:
Leia Também
Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020
- Janeiro/23: queda de 12,037% para 11,86%;
- Janeiro/25: queda de 11,528% para 11,21%;
- Janeiro/27: queda de 11,452% para 11,19%.
Livro Bege não fez preço
A divulgação do Livro Bege, com as perspectivas do Federal Reserve para a economia dos Estados Unidos, não chegou a provocar reação dos mercados.
De acordo com o documento, as distritais do Fed relataram manutenção dos problemas nas cadeias produtivas e mercado de trabalho apertado, com reflexos nos preços de atacado.
Falando em juros e tapering…
Na tarde de ontem (11), Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, aliviou os temores dos mercados. Em seu discurso ao Congresso, o mandatário do banco central americano reafirmou o discurso duro contra a inflação, mas sem surpresas quanto a ata divulgada na semana passada.
Também disse que o início da redução do balanço patrimonial do Fed, com a venda ao mercado dos títulos adquiridos nos últimos anos, não deve começar em breve, mas apenas depois de três ou quatro encontros do comitê de política monetária da instituição.
Contudo, Powell não descartou uma elevação dos juros mais intensa do que o esperado até o final do ano — minha colega Carolina Gama conta tudo para você aqui.
Paralisação da China
As grandes fábricas chinesas estão fechando as portas para evitar um avanço da covid-19 no país, de acordo com informações do Valor Econômico.
Até onde se sabe, as plantas da Samsung Electronics, da Volkswagen e de uma fornecedora da Nike e da Adidas já fecharam os portões devido ao número de casos do coronavírus.
Sobe e desce do Ibovespa
Além da Petrobras, mineradoras e siderúrgicas, que continuam se beneficiando da alta do petróleo e do minério de ferro, as ações de varejistas, construtoras e operadoras de shopping centers são impulsionadas, nesta quarta-feira, pelo forte alívio nos juros futuros.
Esses setores são particularmente sensíveis às altas nas taxas de juros, por serem fortemente dependentes de crédito, e foram castigados no ano passado com a escalada das taxas no mercado futuro.
As ações da Multiplan (MULT3) também se destacam pela divulgação de boas prévias operacionais relativas ao quarto trimestre de 2021.
Alguns representantes desses setores figuram entre as maiores altas do Ibovespa nesta quarta. Confira:
| CÓDIGO | AÇÃO | VALOR | VARIAÇÃO |
| IGIT11 | Iguatemi unit | R$ 17,37 | +7,75% |
| MULT3 | Multiplan ON | R$ 18,09 | +6,66% |
| AMER3 | Americanas S.A. ON | R$ 29,76 | +6,10% |
| POSI3 | Positivo ON | R$ 8,68 | +5,98% |
| LREN3 | Lojas Renner ON | R$ 24,65 | +5,98% |
Veja também as maiores baixas:
| CÓDIGO | AÇÃO | VALOR | VARIAÇÃO |
| LWSA3 | Locaweb ON | R$ 9,59 | -3,03% |
| SANB11 | Santander unit | R$ 30,49 | -2,96% |
| BIDI11 | Banco Inter unit | R$ 24,69 | -2,33% |
| CIEL3 | Cielo ON | R$ 2,04 | -1,92% |
| BBDC4 | Bradesco PN | R$ 20,06 | -1,33% |
Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal
Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais
3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley
O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar
Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro
Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira
Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?
No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%
LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro
Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana
R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista
Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias
Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana
O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo
Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques
Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas
Nem o ‘Pacman de FIIs’, nem o faminto TRXF11, o fundo imobiliário que mais cresceu em 2025 foi outro gigante do mercado; confira o ranking
Na pesquisa, que foi realizada com base em dados patrimoniais divulgados pelos FIIs, o fundo vencedor é um dos maiores nomes do segmento de papel
De olho na alavancagem, FIIs da TRX negociam venda de nove imóveis por R$ 672 milhões; confira os detalhes da operação
Segundo comunicado divulgado ao mercado, os ativos estão locados para grandes redes do varejo alimentar
“Candidatura de Tarcísio não é projeto enterrado”: Ibovespa sobe e dólar fecha estável em R$ 5,5237
Declaração do presidente nacional do PP, e um dos líderes do Centrão, senador Ciro Nogueira (PI), ajuda a impulsionar os ganhos da bolsa brasileira nesta quinta-feira (18)
‘Se eleição for à direita, é bolsa a 200 mil pontos para mais’, diz Felipe Miranda, CEO da Empiricus
CEO da Empiricus Research fala em podcast sobre suas perspectivas para a bolsa de valores e potenciais candidatos à presidência para eleições do próximo ano.
Onde estão as melhores oportunidades no mercado de FIIs em 2026? Gestores respondem
Segundo um levantamento do BTG Pactual com 41 gestoras de FIIs, a expectativa é que o próximo ano seja ainda melhor para o mercado imobiliário
Chuva de dividendos ainda não acabou: mais de R$ 50 bilhões ainda devem pingar na conta em 2025
Mesmo após uma enxurrada de proventos desde outubro, analistas veem espaço para novos anúncios e pagamentos relevantes na bolsa brasileira
Corrida contra o imposto: Guararapes (GUAR3) anuncia R$ 1,488 bilhão em dividendos e JCP com venda de Midway Mall
A companhia anunciou que os recursos para o pagamento vêm da venda de sua subsidiária Midway Shopping Center para a Capitânia Capital S.A por R$ 1,61 bilhão
Ação que triplicou na bolsa ainda tem mais para dar? Para o Itaú BBA, sim. Gatilho pode estar próximo
Alta de 200% no ano, sensibilidade aos juros e foco em rentabilidade colocam a Movida (MOVI3) no radar, como aposta agressiva para capturar o início do ciclo de cortes da Selic
Flávio Bolsonaro presidente? Saiba por que o mercado acendeu o sinal amarelo para essa possibilidade
Rodrigo Glatt, sócio-fundador da GTI, falou no podcast Touros e Ursos desta semana sobre os temores dos agentes financeiros com a fragmentação da oposição frente à reeleição do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva
‘Flávio Day’ e eleições são só ruído; o que determina o rumo do Ibovespa em 2026 é o cenário global, diz estrategista do Itaú
Tendência global de queda do dólar favorece emergentes, e Brasil ainda deve contar com o bônus da queda na taxa de juros
Susto com cenário eleitoral é prova cabal de que o Ibovespa está em “um claro bull market”, segundo o Santander
Segundo os analistas do banco, a recuperação de boa parte das perdas com a notícia sobre a possível candidatura do senador é sinal de que surpresas negativas não são o suficiente para afugentar investidores
Estas 17 ações superaram os juros no governo Lula 3 — a principal delas entregou um retorno 20 vezes maior que o CDI
Com a taxa básica de juros subindo a 15% no terceiro mandato do presidente Lula, o CDI voltou a assumir o papel de principal referência de retorno
