Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

ANDANDO COM AS PRÓPRIAS PERNAS

Powell manda novo recado aos investidores sobre aperto monetário nos Estados Unidos; saiba o que o chefe do Fed falou e por que isso importa

Em tom mais duro do que o usual, chefe do principal banco central do mundo vai à caça de uma inflação galopante em um movimento que afetará bolsas e empresas globais

Carolina Gama
11 de janeiro de 2022
14:55 - atualizado às 10:23
Imagem mostra Jerome Powell como grande estrela do mercado financeiro
Imagem: Shutterstock, com intervenções de Andrei Morais

Segurem-se em suas cadeiras: um aperto monetário mais agressivo nos Estados Unidos vem aí. Se alguém ainda tinha alguma dúvida disso, ela acabou hoje com o depoimento do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, ao comitê bancário do Senado norte-americano. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O chefe do principal banco central do mundo foi claro em seu recado aos investidores: se a inflação seguir em nível mais elevado do que o tolerável por mais tempo, o Fed não só vai elevar os juros, hoje perto de zero, como aumentará a taxa básica mais vezes do que o previsto. 

Ele foi além: com o fim das compras de ativos da era pandêmica, os juros vão subir o quanto for necessário para conter a inflação, e o balanço patrimonial do Fed - atualmente perto de US$ 9 trilhões - vai ser enxugado. 

Ao investidor, a mensagem é uma só: ninguém estará livre dos efeitos de um aperto monetário mais agressivo do que o esperado a considerar a menor a atratividade de mercados mais arriscados como Brasil, o aumento de custos para empresas e o impacto sobre as ações. 

Primeiro a surpresa, agora a certeza

As declarações de Powell desta terça-feira (11) estão em linha com a divulgação na semana passada da ata da reunião de dezembro. O documento, que pegou todo mundo de surpresa, indicou que a era de dinheiro farto promovido pelo Fed desde março de 2020, no auge da pandemia, está mais perto do fim do que se esperava. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Se tudo acontecer como previsto, as compras de ativos vão acabar em março, vamos elevar a taxa de juros e, na sequência, perto do final do ano, vamos equilibrar nosso balanço patrimonial”, disse Powell hoje aos senadores. 

Leia Também

“Esse é o cenário geral que vejo acontecer, mas o comitê não tem nenhuma decisão predeterminada”, acrescentou ele em um sinal de que se for preciso, o aperto monetário nos Estados Unidos pode ser maior e mais rápido do que o projetado para conter a inflação galopante. 

As últimas projeções dos participantes do comitê de política monetária do Fed - representadas pelo famoso gráfico de pontos ou dot plot - indicam que a taxa de juros, hoje na faixa entre zero e 0,25% ao ano - deve subir três vezes em 2022.

Essa é a média das projeções, mas alguns dirigentes do Fed já veem mais aumentos dos juros neste ano. E não só eles enxergam essa possibilidade. O Goldman Sachs, por exemplo, passou a prever quatro aumentos na taxa básica em 2022, adicionando um aumento em dezembro à sua previsão anterior de elevação em março, junho e setembro. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A economia norte-americana não precisa mais do nível de acomodação oferecido no auge da crise pandêmica. A recuperação do mercado de trabalho e a disparada de preços são sinais disso, mas ainda estamos longe do nível da política monetária considerada normalizada”, afirmou Powell. 

Andando com as próprias pernas

O que o Fed, a ata e Powell estão dizendo é que os mercados financeiros terão, a partir de agora, que andar com as próprias pernas. 

Quando anunciou, em novembro do ano passado, que acabaria com as aquisições de ativos até março deste ano, o banco central norte-americano estava soltando as mãos dos investidores ao deixar de injetar mensalmente bilhões de dólares na forma de compras de títulos lastreados em hipotecas ou mbs e títulos do Tesouro.

Como alguém que está aprendendo a pedalar, uma das rodinhas da bicicleta será retirada com o aumento da taxa de juros e a outra rodinha, quando o balanço patrimonial for enxugado. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na prática, a redução do balanço patrimonial significa que o Fed passará a vender títulos no mercado e não mais comprar, retirando mais bilhões de dólares que são usados para fornecer liquidez e condições financeiras extremamente favoráveis. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CLIMA BAIXO ASTRAL

A Selic não caiu como Fred Trajano esperava: CEO do Magazine Luiza (MGLU3) comenta balanço fraco e aposta em virada no 2T26

8 de maio de 2026 - 11:51

Em teleconferência nesta sexta-feira (8), o CEO do Magazine Luiza comentou sobre o cenário macro, que segue pressionando a empresa e é um dos grandes fatores pelos quais ele não topa entrar na guerra dos preços online

FIM DA SECA DE IPOS

Compass precifica IPO em R$ 28 e pode levantar cerca de R$ 3,2 bilhões; quem é a gigante do gás, que pode estar presente na sua casa

8 de maio de 2026 - 9:22

A companhia chega à bolsa com uma tese que mistura ativos regulados e previsíveis, como a Comgás, com a aposta de crescimento da Edge, braço voltado ao mercado livre de gás, GNL e biometano

VAI VOLTAR A BRILHAR

Por que este ex-economista do Fed aposta no ouro mesmo após o tombo com a guerra

8 de maio de 2026 - 7:30

Para muitos, o recuo do ouro sinaliza cautela. Mas para Benjamin Mandel, o metal precioso é uma convicção de longo prazo; saiba como investir na tese de maneira descomplicada

BALANÇO 1T26

“Não poderíamos estar mais preparados” — presidente da Azul (AZUL3) comenta impacto da guerra; aérea quase zera o prejuízo

7 de maio de 2026 - 12:58

Em teleconferência com analistas, Abhi Shah detalhou como a companhia está tentando se blindar da disparada nos preços dos combustíveis na esteira dos conflitos no Oriente Médio

FIM DO JEJUM

O que esperar da estreia da Compass (PASS3), o primeiro IPO da B3 em quase 5 anos e que pode movimentar até R$ 2,9 bilhões

7 de maio de 2026 - 9:31

A operação será 100% secundária, ou seja, os recursos irão para os acionistas vendedores, e não para o caixa da companhia

FII DO MÊS

Fundo imobiliário de shopping rouba a cena com dividend yield de 11% e lidera recomendações para investir em maio; confira o ranking completo

7 de maio de 2026 - 6:02

Analistas que indicaram o FII em maio ainda enxergam potencial de valorização nas cotas e geração de renda atrativa

VENTOS DE FORA

O que está por trás da subida de 4% da Vale (VALE3) hoje? BTG eleva preço-alvo

6 de maio de 2026 - 16:54

Com minério em alta e fluxo estrangeiro, papel recupera fôlego e acumula ganhos de dois dígitos em 2026

MERCADOS HOJE

Entre a paz e a pólvora: Ibovespa sobe no meio de um cabo de guerra que derruba o petróleo e a Petrobras (PETR4); dólar segue sob pressão

6 de maio de 2026 - 13:33

O estilo Trump de negociar traz alguma volatilidade aos mercados. De um lado, há fortes sinais de trégua. De outro, o republicano promete a pior ofensiva que o Irã já viu. Entenda como essas forças mexem com as bolsas aqui e lá fora

VOLATILIDADE NOS MERCADOS

Petróleo cai até 11% com possível acordo no Oriente Médio e puxa tombo de Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3)

6 de maio de 2026 - 12:48

Expectativa de trégua no Oriente Médio reduz prêmio de risco da commodity e pesa sobre ações de petroleiras na bolsa brasileira

BEM-VINDA AO CLUBE

Samsung atinge valor de mercado de US$ 1 trilhão e não é (só) pelos celulares; veja motivos

6 de maio de 2026 - 10:43

Conhecida pelos celulares, a Samsung é maior fabricante mundial de chips de memória de alta performance

AÇÃO DO MÊS

Três gigantes são as apostas dos analistas para navegar as águas turbulentas de maio; confira o ranking completo

6 de maio de 2026 - 6:00

Apesar de o horizonte mostrar a chegada de uma tempestade, há ações que podem fazer a carteira dos investidores navegar mais tranquilamente

A FONTE SECOU?

FII CACR11 fecha torneira de dividendos e derrete 42% na bolsa; entenda o que aconteceu e quando os proventos devem voltar a pingar

5 de maio de 2026 - 10:24

A gestora projeta que a retomada das vendas deve contribuir para recompor o caixa e viabilizar o retorno dos dividendos

COMPRAR OU VENDER?

O gringo saiu e a Vale (VALE3) sentiu: ações caem 3% com debandada estrangeira e pressionam Ibovespa

4 de maio de 2026 - 18:40

Ações da mineradora recuaram com aversão ao risco global, enquanto minério de ferro avançou na China; bancos seguem otimistas com dividendos

EQUILIBRANDO A EXPOSIÇÃO

RBVA11 em expansão: FII adiciona Estácio, PBKids e Pátio Maria Antônia no portfólio por mais de R$ 100 milhões

4 de maio de 2026 - 17:32

Apesar das transações, a gestão do fundo imobiliário mantém o guidance de R$ 0,09 por cota no semestre

TOP PICKS DE ENERGIA

Nem Cemig (CMIG4) nem Axia Energia (AXIA3): Safra dá veredito de compra para uma ação elétrica e diz quais são as favoritas do setor

4 de maio de 2026 - 16:55

O banco elevou uma ação elétrica de neutra para compra, e citou outras duas empresas do setor que são consideradas as mais promissoras

SEM AQUISIÇÃO POR COTAS

Quer lucrar com a corrida do e-commerce? BTLG11 lança emissão aberta ao investidor — e você deveria entrar, segundo a Empiricus

4 de maio de 2026 - 15:05

Considerando a receita dos novos imóveis, a casa de análise enxerga potencial de geração de valor no médio prazo

SEM PROPOSTA

CVC (CVCB3) em alta na bolsa: companhia de viagens nega ter recebido proposta de aquisição para OPA

4 de maio de 2026 - 10:42

O comunicado é uma resposta à notícia de que a controladora da Decolar considerava fazer uma oferta pela operadora brasileira de turismo

RECICLANDO O PORTFÓLIO

LOG (LOGG3) fecha maior venda da história com acordo de R$ 1,02 bilhão com FII do Itaú; veja os detalhes da operação

4 de maio de 2026 - 10:05

A operação envolve a alienação de 11 empreendimentos logísticos e reforça a estratégia de reciclagem de portfólio da companhia

SADIA HALAL

IPO de US$ 2 bilhões a caminho: MBRF (MBRF3) dá passo final para colocar uma gigante na bolsa; veja detalhes

4 de maio de 2026 - 9:11

A companhia anunciou que concluiu o acordo com o fundo soberano da Arábia Saudita para criação da Sadia Halal. O próximo passo é o IPO na bolsa de lá, com valor de mercado estimado ultrapassando os US$ 2 bilhões

NOVAS MÁXIMAS

Bolsas de NY renovam recordes com esperança em relação à guerra no Irã; Nasdaq fecha acima dos 25 mil pontos pela primeira vez

1 de maio de 2026 - 18:26

Balanços corporativos também mexeram com índices de ações norte-americanos; petróleo caiu com possível acordo entre Irã e EUA

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia