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Com queda de quase 8% nas últimas 24 horas, bitcoin perde o patamar de US$ 39 mil; confira o que mexe com o mercado de criptomoedas

Os analistas do mercado de criptomoedas já mantinham no radar uma preocupação com o mercado de contratos futuros de bitcoin (BTC). O volume negociado estava muito alto e uma liquidação-relâmpago poderia fazer o preço dos ativos digitais despencar a qualquer momento.
E o medo se tornou realidade na madrugada desta sexta-feira (21). Em 24h, foram liquidados cerca de US$ 730 milhões em contratos futuros em criptomoedas, dos quais US$ 295 milhões foram em bitcoin, de acordo com o CoinGlass.
Dessa forma, por volta das 8h20, a maior criptomoeda do mundo operava em queda de 7,96%, cotada a US$ 38.783,72 (R$ 210.370,52), o que representa um recuo de 8,01% nos últimos sete dias.
Em 2022, o preço do BTC já perdeu cerca de 16% do valor. Confira como anda o desempenho das demais criptomoedas do mundo:
| # | Nome | Preço | 24h % | 7d % |
| 1 | Bitcoin (BTC) | US$ 38.783,72 | -8,01% | -7,66% |
| 2 | Ethereum (ETH) | US$ 2.855,20 | -9,27% | -11,21% |
| 3 | Tether (USDT) | US$ 1,00 | 0,00% | 0,00% |
| 4 | BNB (BNB) | US$ 429,29 | -8,83% | -10,57% |
| 5 | USD Coin (USDC) | US$ 1,00 | -0,06% | 0,06% |
| 6 | Cardano (ADA) | US$ 1,23 | -8,99% | -3,07% |
| 7 | Solana (SOL) | US$ 123,69 | -9,54% | -15,79% |
| 8 | XRP (XRP) | US$ 0,6935 | -6,81% | -11,09% |
| 9 | Terra (LUNA) | US$ 77,94 | -5,51% | -1,63% |
| 10 | Polkadot (DOT) | US$ 22,56 | -8,20% | -15,89% |
Com isso, o mercado de fundos de índice (ETF, em inglês) da bolsa brasileira também segue relativamente positivo. Você pode clicar aqui para saber mais sobre cada um deles.
Confira o fechamento de ontem dos ETFs em criptomoeda da bolsa brasileira e o acumulado da semana até o momento:
Leia Também
| Ticker | Gestora | Preço | Variação (24h%) | Variação (7d%) |
| HASH11 | Hashdex | R$ 42,85 | -1,88% | -0,92% |
| ETHE11 | Hashdex | R$ 51,70 | -1,55% | -2,82% |
| BITH11 | Hashdex | R$ 55,52 | -1,33% | -0,50% |
| QBTC11 | QR Capital | R$ 14,67 | -1,65% | -0,47% |
| QETH11 | QR Capital | R$ 12,68 | -2,07% | -2,76% |
Os analistas do Glassnode destacaram na newsletter semanal do portal que o mercado de contratos futuros poderia “explodir” a qualquer momento.
Mas essa forte correção já era esperada por quem acompanha esse mercado de perto.
Os investidores de longo prazo consolidam o movimento de acumular criptomoedas há algumas semanas, o que, tradicionalmente, indica a proximidade de um momento de alta nos preços.
Existe uma expectativa geral dos analistas e entusiastas do mercado de que qualquer “gatilho” seja suficiente para fazer o mercado de criptomoedas disparar.
Contudo, vale lembrar que o investimento em criptomoedas é extremamente arriscado e que é recomendado colocar apenas uma pequena parcela do seu dinheiro nesses ativos.
A terça-feira (18) foi agitada para os ativos de risco, e tudo começou nos Emirados Árabes. O aeroporto de Abu Dhabi, capital do país, sofreu um atentado da minoria étnica houthis do Iêmen, que assumiu a autoria do ataque.
O aumento da tensão na região, principal produtora de petróleo no mundo, fez os preços da commodity dispararem pela manhã. O barril do Brent chegou a atingir os US$ 88, maior cotação desde 2014, e é negociado no patamar de US$ 87 no momento.
Com os temores envolvendo o Oriente Médio e o petróleo, quem se beneficiou foram os títulos do Tesouro norte-americano, os chamados Treasuries. O retorno desses ativos cresceu pela manhã, o que retira o apetite de risco dos investidores.
O atentado aconteceu durante a madrugada no Brasil, o que fez a maior criptomoeda do mundo tocar os US$ 40 mil naquele dia, mas voltou aos patamares entre US$ 41 mil e US$ 42 mil nas sessões seguintes.
A corretora de criptomoedas (exchange) Crypto.com sofreu um ataque nesta semana e perdeu cerca de US$ 33,8 milhões (R$ 182,52 milhões) em unidades de ethereum (ETH).
Na terça-feira desta semana, a corretora havia paralisado as negociações dos usuários alegando “movimentações estranhas” nas contas. Depois foi constatado que houve um ataque hacker e o dinheiro dos clientes desapareceu.
Nós entramos em contato com a assessoria da Crypto.com no Brasil e não há maiores informações sobre a perda de moedas dos clientes brasileiros.
O CEO da Crypto.com, Kris Marszalek, usou sua conta no twitter para comentar o ocorrido.
“Como parte de nosso processo, agora que o relatório do incidente foi publicado, nossa equipe está entrando em contato proativamente com os reguladores para discutir o incidente e nossa resposta”
Os investidores estão a poucos dias da reunião do Fomc, que decidirá sobre a alta nos juros, e a cautela começa a tomar o cenário geral dos ativos de risco.
Serão dois dias de reunião, na próxima terça (25) e quarta-feira (26). Com uma alta nos juros, os retornos dos Treasuries, os títulos do Tesouro americano, devem se valorizar e roubar recursos de ativos de risco, como ações e criptomoedas.
A mineração de criptomoedas sempre foi um “calcanhar de Aquiles” do bitcoin, mas o cenário está mudando.
O uso de energia renovável na mineração cresceu no último trimestre de 2021, segundo o último relatório do Bitcoin Mining Council (BMC), e atingiu os 58,5% do total.
A pesquisa se concentrou em três métricas: mix de energia sustentável, eficiência tecnológica e consumo de eletricidade.
A mineração de criptomoedas é uma atividade descentralizada, mas o BMC faz uma estimativa, baseada nos dados de grandes empresas do setor, como a Bit Digital, BitFury, Bitfarms, Atlas Mining, e outras organizações.
O Banco Central da Rússia anunciou na última quinta-feira (20) uma proposta de banimento de atividades de mineração e negociação de criptomoedas. A autoridade monetária ressalta os perigos à estabilidade financeira do país e afirma que os ativos digitais, como o bitcoin (BTC), são pirâmides financeiras.
Você pode saber mais sobre o possível banimento das criptomoedas do país governado por Vladimir Putin no nosso Instagram, aproveite para nos seguir (basta clicar aqui).
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E a nova proibição fez a Rússia se junta a países como China, Egito, Iraque, Catar, Omã, Marrocos, Argélia, Tunísia, Bangladesh e outros quarenta e dois países, incluindo Argélia, Bahrein, Bangladesh e Bolívia, de acordo com um relatório resumido de 2021 da Biblioteca Jurídica de Congresso americano, publicado em novembro.
Contudo, um país consegue banir oficialmente criptomoedas, mas não seu uso.
O bitcoin e as demais moedas digitais nasceram para substituir o dinheiro controlado por instituições financeiras e Bancos Centrais, focada na negociação pessoa a pessoa (peer-to-peer, ou P2P, em inglês).
Em outras palavras, é difícil banir e fiscalizar o uso das criptomoedas no dia a dia.
É difícil de pensar em 2022 sem pensar nas propostas que tramitam no Congresso Nacional — tanto aqui quanto nos Estados Unidos — e como isso afeta o preço das criptomoedas. Confira o nosso último Papo Cripto com a representante da Binance no Brasil, Mayra Siqueira:
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