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Renan Sousa

Renan Sousa

É repórter do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney.

MERCADOS AO VIVO

Bolsa hoje: Ibovespa fecha em alta após ganhar força durante coletiva de Powell; dólar recua a R$ 5,02

Renan Sousa
Renan Sousa
15 de junho de 2022
9:05 - atualizado às 17:19

RESUMO DO DIA: As bolsas globais operam com cautela antes da decisão de juros do Federal Reserve. No Brasil, existe uma cautela extra, com a espera pela decisão de política monetária do nosso Banco Central. Para finalizar a cautela geral, o Banco Central Europeu marcou uma reunião de emergencia hoje, o que aumenta a aversão ao risco dos investidores. No radar, permanece os debates sobre o ICMS.

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Acompanhe por aqui o que mexe com a bolsa, o dólar e os demais mercados hoje, além das principais notícias do dia.

Ibovespa fecha o dia em alta de 0,73%, aos 102.806 pontos.

FECHAMENTO EM NOVA YORK:
  • Nasdaq: +2,50%
  • S&P 500: +1,46%
  • Dow Jones: +1,00%

O dólar à vista encerrou o dia em queda de 2,11%, a R$ 5,0260.

QUALICORP DISPARA

A retomada do apetite por risco dos investidores fez com que os papéis da Qualicorp (QUAL3) fossem os principais beneficiados nesta tarde. O mercado repercute o início da comercialização de planos de saúde daa Seguros Unimed na Grande SP, no Distrito Federal, Grande Salvador e São Luís.

JEROME POWELL: AO VIVO

“A economia americana está bem posicionada para lidar com taxas de juros mais elevadas”

JEROME POWELL: AO VIVO

Powell destacou que o objetivo do Fed não é gerar uma recessão e um efeito negativo no mercado de trabalho, apenas levar a inflação de volta ao patamar de 2%.

JEROME POWELL: AO VIVO

Para Powell, o futuro da política monetária está ligada a fatores que não são possíveis de se prever, como a guerra na Ucrânia, a economia chinesa e a alta dos preços das commodities.

JEROME POWELL: AO VIVO

Após Powell mencionar que a próxima reunião estará entre um aumento de 0,50 pp e 0,75 pp, os mercados em Nova York ampliaram a alta e agora acumulam ganhos de mais de 2%.

JEROME POWELL: AO VIVO

Para os diretores do Federal Reserve, a alta de 0,75 ponto percentual deve ancorar as expectativas de inflação em 2% – uma das principais metas do Fed -, apesar de ser consideravelmente alta e incomum.

O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, abriu a sua coletiva de imprensa mandando um recado sobre o nível muito alto da inflação e a margem apertada do mercado de trabalho. O compromisso do Fed em utilizar todas as ferramentas possíveis para controlar a alta dos pesos pesa sobre os índices em Nova York, que passaram a operar no vermelho.

Você pode acompanhar a coletiva de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, à partir das 15h30 no link abaixo.

https://www.youtube.com/watch?v=Azr9FRuFED0

O Federal Reserve acaba de elevar os juros norte-americanos em 0,75 ponto percentual, em mais uma escalada na atuação do BC contra a inflação.

A mudança no discurso da instituição já era esperado pelo mercado após a divulgação do  último indicador de inflação mostrar uma pressão maior do que a projetada.

Após a divulgação, as bolsas em Nova York desaceleraram a alta e o Ibovespa acompanhou. Os investidores agora aguardam a coletiva de imprensa de Jerome Powell.

A agência de risco S&P reafirmou o rating de BB- do Brasil, com perspectiva estável. Segundo a agência, as perspectivas de longo prazo para crescimento do país permanecem baixas.

Faltando pouco menos de uma hora para a divulgação oficial da decisão de política monetária do Federal Reserve, o Ibovespa e as bolsas americanas desaceleram o movimento de alta expressivo visto mais cedo.

A expectativa é que o banco central americano siga aumentando a magnitude do ajuste e amplie os juros em 0,75 ponto percentual

HORA DE COMPRAR IGUATEMI (IGTI11)

Embalada pela recuperação do apetite ao risco global e pela prévia dos indicadores operacionais de abril e maio, divulgada ontem, a administradora de shoppings Iguatemi avança na B3.

CONFIRA O QUE OS ANALISTAS ACHARAM DOS NÚMEROS

FECHAMENTO NA EUROPA
  • Frankfurt: +1,39%
  • Londres: +1,16%
  • Paris: +1,35%
  • Stoxx-600: +1,50%

Os mercados globais desaceleram a alta conforme nos aproximamos do horário da decisão do Fed. O Ibovespa se distanciou das máximas e estabilizou com ganhos de cerca de 1%.

SOBE E DESCE

Confira as maiores altas do pregão:

CÓDIGO NOME ULT VAR
NTCO3 Natura ON R$ 14,88 6,36%
PETZ3 Petz ON R$ 10,66 5,65%
CVCB3 CVC ON R$ 8,09 5,61%
BIDI11 Banco Inter unit R$ 10,13 4,97%
GOLL4 Gol PN R$ 9,99 4,61%

Confira também as maiores quedas:

CÓDIGO NOME ULT VAR
WEGE3 Weg ON R$ 23,86 -1,61%
CMIN3 CSN Mineração ON R$ 4,73 -1,46%
ALPA4 Alpargatas PN R$ 18,45 -0,97%
PETR4 Petrobras PN R$ 29,39 -0,71%
BRFS3 BRF ON R$ 13,07 -0,68%

O Ibovespa segue ganhando força antes das reuniões de política monetária marcadas para esta tarde.

SEGURANDO O RITMO

Assim como acontece na bolsa e no câmbio, o mercado de juros também opera com alívio, em compasso de espera pelas decisões de política monetária.

Nos Estados Unidos, a perspectiva é de um aumento de 0,75 ponto percentual, após a inflação de maio ter avançado mais do que o esperado. Por aqui, o mercado projeta uma elevação de 0,50 ponto percentual pelo Copom.

Confira como se comportam os principais vencimentos dos contratos de DI:

CÓDIGO NOME  ULT  FEC
DI1F23 DI jan/23 13,65% 13,68%
DI1F25 DI Jan/25 12,96% 13,05%
DI1F26 DI Jan/26 12,87% 12,93%
DI1F27 DI Jan/27 12,90% 12,95%
MUDANÇA DE COMANDO

Depois de trocar dois diretores do alto escalão, a Natura (NTCO3) anunciou mais uma mudança, dessa vez no seu comando máximo.

A gigante de cosméticos anunciou hoje o nome de Fábio Barbosa como novo CEO. O experiente executivo, que já ocupou a presidência do Santander Brasil e do Grupo Abril, entra no lugar de Roberto Marques, que passa para o conselho de administração.

Barbosa também será responsável por comandar um processo de mudança na estrutura do grupo. Além da Natura, o grupo é dono das marcas Avon, The Body Shop e Aesop.

As açõs da Natura lideram as altas do dia.

CONFIRA TODOS OS DETALHES

A perspectiva de que o Federal Reserve adote um tom mais duro na sua decisão de política monetária tem maltratado os mercados globais nos últimos dias, mas os momentos que antecedem a divulgação da decisão são de estranha calmaria, onde os investidores aparam as perdas dos últimos dias.

Na Europa, o Banco Central Europeu anunciou uma reunião extraordinária para implementar novos mecanismos de proteção à economia do bloco.

O Ibovespa, que também espera o fim da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) sobe mais de 1%, mesmo com a forte queda do minério de ferro na China, ainda repercutindo as dificuldades enfrentadas pelo país

O Ibovespa encerrou os leilões de abertura em alta de 1,03%, aos 103.035 pontos.

No mesmo horário, o dólar à vista caía 0,22%, negociado a R$ 5,1228.

BCE MUDA DE TOM CONTRA INFLAÇÃO

A expectativa com a reunião emergencial do Banco Central Europeu (BCE) confirmou as expectativas dos analistas.

O Conselho da autoridade monetária anunciou a criação para barrar os riscos de uma fragmentação da Zona do Euro. Além da nova ferramenta, o BCE criará uma flexibilidade no resgate do Programa de Compras de Emergência de Pandemia (PEPP, em inglês).

Mais detalhes em breve.

O Ibovespa futuro abriu em alta de 0,42%, aos 102.650 pontos.

O dólar à vista, por sua vez, cai 0,73%, cotado a R$ 5,0968.

PETRORECÔNCAVO (RECV3): MAIS DE R$ 1 BILHÃO EM OFERTA PRIMÁRIA

O termo “oferta primária” passou um tempinho fora do dicionário do mercado financeiro local.

Desde o início de abril, quando a bolsa brasileira virou para baixo em meio à piora dos mercados internacionais, não se ouvia falar em um follow-on de grande porte na B3.

Até agora, quando a PetroRecôncavo (RECV3) levantou mais de R$ 1 bilhão em uma oferta primária de ações.

Saiba mais sobre essa oferta na nossa matéria especial sobre o tema. 

BOLSAS PELO MUNDO

Os mercados acionários tentam reverter as perdas das sessões anteriores, ao mesmo tempo que a cautela com a Super-Quarta limita ganhos mais substanciais.

Confira:

  • Dow Jones futuro: +0,65%
  • S&P 500 futuro:  +0,83%
  • Nasdaq futuro:  +1,40%
  • Euro Stoxx 50: +1,33%
  • Xangai (China):  +0,50% (fechado)
  • Nikkei (Japão):  -1,14% (fechado)
  • Petróleo Brent: US$ 120,68 (-0,32%)
  • Minério de ferro (Dalian, China):US$ 129,07 (-3,18%)
ESQUENTA DOS MERCADOS

Bom dia! Os últimos dias das bolsas pelo mundo parecem muito com histórias em quadrinhos.

De um lado, o dragão da inflação precisa ser combatido por um herói à altura; do outro, a Super-Quarta com a divulgação da decisão sobre juros dos Bancos Centrais do Brasil e dos Estados Unidos deve movimentar os negócios nesta quarta-feira (15). 

Mas assim como o Superman, a Super-Quarta precisa medir sua força para não destruir tudo no combate contra o vilão

Estamos falando especificamente da alta de juros do Federal Reserve, uma verdadeira bomba atômica contra a inflação. 

A autoridade monetária norte-americana já havia descartado uma alta de 75 pontos-base nos juros nas reuniões anteriores.

Porém, o cenário mudou e o índice de preços ao consumidor (CPI, em inglês) norte-americano veio acima do esperado pelos analistas — o que deve exigir um esforço maior do BC americano contra a inflação.

Mas o aperto monetário também gera um efeito rebote de estagnação da economia.

Além disso, vale lembrar que os analistas já preveem uma recessão global após a pior fase da covid-19. 

Por aqui, a inflação reduziu o ritmo de alta, mas segue em patamares que fogem à meta do Banco Central.

Analistas do mercado entendem que a Selic deve terminar o ano em 13,75%, mas outros especialistas entendem que será preciso ir além disso.

Para a reunião desta quarta-feira, é esperado que o BC eleve os juros em 50 pontos-base, o que faria a Selic subir de 12,75% para 13,25%. 

Seja por aqui ou nos EUA, tudo dependerá da fala dos representantes das autoridades monetárias após o anúncio.

Hoje, teremos a coletiva à imprensa de Jerome Powell, presidente do Fed, após às 15h30 e maiores informações sobre o ciclo no Brasil devem acontecer após o fechamento dos mercados. 

Nesse contexto, o Ibovespa encerrou a sessão de ontem (14) em queda de 0,52%, aos 102.063 pontos. O dólar à vista avançou 0,38%, a R$ 5,1343.

Confira o que deve movimentar o dia para a bolsa, o dólar e o Ibovespa.  

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