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Em caso Brumadinho, ação civil pública pede R$ 54,7 bilhões; proposta da Vale foi de R$ 29 bilhões, abaixo do que os autores consideram viável para um acordo
A Vale confirmou, em nota, que as tratativas com o governo de Minas Gerais e as Instituições de Justiça em busca de um acordo no caso Brumadinho foram estendidas em 15 dias. Também foi definido que o pagamento emergencial, que se encerraria no próximo dia 31, foi prorrogado até o dia 28 de fevereiro de 2021.
A mineradora afirma que "considera fundamental reparar os danos causados de maneira justa e o consenso sobre o processo reparatório com os órgãos públicos, legítimos representantes do povo mineiro, é um importante passo para dar celeridade às ações".
Mais cedo, o governo do Estado de Minas Gerais informou que a Vale apresentou nesta sexta-feira, 29, uma nova proposta de acordo para reparar os dados socioeconômicos coletivos causados pelo rompimento da barragem da mineradora em Brumadinho, sem detalhar valores.
Em sua nota, o governo mineiro ressaltou que as instituições que representam o Poder Público "avaliam que há perspectiva de evolução nas negociações. Por isso, elas serão estendidas".
A decisão de estender as tratativas foi referendada por decisão do desembargador Gilson Lemes, presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.
A empresa, o Estado e instituições como Ministério Público e Defensoria Pública tentam chegar a um consenso em torno dos valores de reparação moral e material.
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