TCU vê preço baixo e ameaça suspender venda de refinaria da Petrobras na Bahia
Uma semana após empresa assinar contrato com fundo de investimento Mubadala, ministro pede parecer para decidir se avaliza a venda

O Tribunal de Contas da União (TCU) apertou a fiscalização em torno da venda da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia.
Uma semana depois de a Petrobras assinar contrato com o novo dono - o fundo de investimento Mubadala, dos Emirados Árabes –, o ministro Walton Alencar pediu que sua equipe técnica apresente um parecer para decidir se suspende ou não a privatização da fábrica de combustíveis.
O receio do TCU é que a Rlam tenha sido vendida por um preço inferior ao seu valor de mercado.
O contrato de venda da refinaria para o Mubadala foi assinado no último dia 24, logo após o conselho de administração da Petrobras aprovar a conclusão do negócio. O fundo árabe vai pagar US$ 1,65 bilhão pela refinaria. Mas, segundo o ministro do TCU, a própria Petrobras havia definido um preço de US$ 3,04 bilhões como referência no processo de alienação do ativo.
No cálculo deste valor, a empresa já considerou a evolução da pandemia de covid-19, no ano passado, num cenário denominado "base", no qual são aplicadas "metodologia e premissas técnicas e econômicas mais robustas, criteriosas e sem viés pessimista ou otimista", de acordo com o Tribunal.
Leia Também
Diante da diferença entre o valor fechado com o Mubadala e o preço usado como referência pela Petrobras, o subprocurador-geral do TCU, Lucas Rocha Furtado, alertou o ministro sobre a venda da Rlam "a preços abaixo do seu valor de mercado". Alencar é o relator do processo de fiscalização da privatização das refinarias estatais.
Em seu comunicado no plenário, na sessão da última quarta-feira, o ministro citou o risco de o negócio ser concluído antes que o TCU apresente seu posicionamento. Disse ainda já ter recebido todas as informações necessárias da Petrobras para concluir sua avaliação. E deu um prazo de cinco dias úteis à sua equipe técnica para que apresente um parecer.
A visão de Alencar é que possíveis irregularidades na alienação da refinaria podem gerar "prejuízo ao interesse público". Podem também, avalia, comprometer o processo de venda de outras fábricas produtoras de combustíveis que pertencem à estatal.
Novas vendas
A Rlam foi a primeira refinaria a ser vendida pela Petrobras. Há ainda outras sete na lista de privatizações. O motivo da alienação, segundo a empresa, é realocar o investimento para setores considerados estratégicos, como o pré-sal.
A empresa fala ainda que conseguirá reduzir a dívida com esse dinheiro e que, com a iniciativa privada no segmento de refino, o governo não vai poder intervir nos preços dos combustíveis.
Desde que as negociações com o Mubadala foram concluídas, o negócio tem sido questionado pelo mercado. O Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) estimou a Rlam em US$ 3 bilhões, quase o dobro do que vai ser pago pelo fundo. O valor de US$ 1,65 bilhão está 35% abaixo do limite inferior projetado pelo banco BTG Pactual. Já a XP Investimentos avaliou que, com esse dinheiro, a Petrobras vai conseguir atingir uma parcela muito pequena das suas metas financeiras.
Em resposta, a Petrobras reiterou que a venda da Rlam ao Mubadala já foi concluída. Disse ainda que o desinvestimento "vem sendo acompanhado com proximidade pela equipe técnica do Tribunal de Contas desde o início, por meio de processo de fiscalização específico". E acrescentou que todas as informações sobre as fases das licitações são compartilhadas "de forma contínua e diligente com o órgão de controle".
As críticas levaram o atual presidente da petrolífera, Roberto Castello Branco, a distribuir uma carta aos funcionários, na última segunda-feira. A poucos dias de deixar o cargo, o executivo argumentou, no comunicado interno, que "não houve pressa exagerada, não houve aprovação ao apagar das luzes da atual administração" na assinatura do contrato com o fundo de investimento.
* As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
VENDE BRKM5, RECEBE DÍVIDA
OPA da Braskem (BRKM5) com data marcada: vale a pena trocar as ações pelo que o novo controlador oferece?
24 de setembro de 2026 - 12:32MAIS DE R$ 9 BILHÕES EM RECEITA
Yduqs (YDUQ3), dona da Estácio, anuncia fusão com a Afya e cria gigante em educação médica no Brasil; veja quanto cai no seu bolso
24 de setembro de 2026 - 9:02ALÉM DA PRIVATIZAÇÃO
Privatização da Copasa (CSMG3) chama atenção do mercado, mas Bradesco BBI tem ainda mais motivos para apostar em alta de mais de 38% para a ação
23 de setembro de 2026 - 16:21O PREÇO DA “GENEROSIDADE”
Petrobras (PETR4) caminha para um dos maiores dividendos do mundo. A ação ficou cara demais para comprar agora?
23 de setembro de 2026 - 14:25NOVO FILÃO DE CRESCIMENTO
Maior alta do Ibovespa hoje: Magazine Luiza (MGLU3) sobe na bolsa após decisão de agência do governo; entenda o que mexe com a varejista
23 de setembro de 2026 - 13:58GOVERNANÇA CORPORATIVA
O conselheiro é independente mesmo? Indicação pelo controlador é comum; saiba quando ela vira um problema para a empresa
23 de setembro de 2026 - 12:33SOB PRESSÃO
Braskem (BRKM5) vira campo de batalha: MP questiona processo e credores exigem que Petrobras (PETR4) e IG4 paguem parte da conta
23 de setembro de 2026 - 11:35PROVENTOS
Mais de R$ 600 milhões aos acionistas: confira quem tem direito a receber o JCP da Localiza (RENT4)
22 de setembro de 2026 - 19:27TERMÔMETRO DAS ELEIÇÕES
O mercado já escolheu seu cavalo eleitoral? Banco do Brasil (BBAS3) dispara 26% na bolsa, mas a conta não fecha só com as urnas
22 de setembro de 2026 - 17:03UM BOM NEGÓCIO?
Santander quer comprar seu papel SANB11 — mas o que o minoritário ganha ao trocar as ações por BDRs?
22 de setembro de 2026 - 14:16EXPANSÃO
Vale (VALE3) compra 30% da Ligga por R$ 972,36 milhões e prevê expandir capacidade em quatro vezes; qual o plano da mineradora?
22 de setembro de 2026 - 14:01ABRE E FECHA
JBS (JBSS32) fecha capital e J&F quer ser aberta no Brasil: o que muda para o investidor em ações e debêntures na B3
22 de setembro de 2026 - 11:43DE A PARA B
Entre JBS e J&F: o xadrez financeiro dos irmãos Batista na B3
21 de setembro de 2026 - 19:37PREPAREM O BOLSO
Dividendos e JCP: empresas anunciam mais de R$ 600 milhões aos acionistas; saiba quem paga e quando receber
21 de setembro de 2026 - 19:13SINERGIAS
Fusão com a Afya pode turbinar lucro da Yduqs (YDUQ3) e deixar ação mais barata, segundo Itaú BBA; veja o possível prêmio
21 de setembro de 2026 - 17:41A PENEIRA DOS BANCÕES
Itaú, Bradesco ou Banco do Brasil: BofA escolhe seu favorito na B3 — e deixa uma ação de escanteio
21 de setembro de 2026 - 15:57ALÉM DAS FRONTEIRAS
Petrobras acena com descobertas de gás na Colômbia. Aonde a estatal quer chegar?
21 de setembro de 2026 - 14:04ACESSO AO MERCADO DE CAPITAIS
J&F, dos irmãos Batista, pede registro de companhia aberta na CVM: entenda o plano da gigante para ser mais que uma holding
21 de setembro de 2026 - 11:04MAIS UM PASSO
Braskem (BRKM5) vai deixar a B3? CVM dá sinal verde para OPA. Saiba o que isso significa para os acionistas minoritários da petroquímica
21 de setembro de 2026 - 10:42MARGEM EQUATORIAL