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Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances "O Roteirista", "Abandonado" e "Os Jogadores"

Cashback

Nem prévia com GMV bilionário segura ações da Méliuz. Hora de comprar ou vender CASH3?

Existem duas maneiras de avaliar a queda de Méliuz (CASH3): como uma oportunidade de compra ou um sinal de que está na hora de diminuir a exposição ao setor de tecnologia. O que pensam os analistas?

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
6 de outubro de 2021
16:04 - atualizado às 19:36
pessoa segura telefone celular com tela mostrando plataforma da méliuz (CASH3)
Mau momento do setor de tecnologia global acaba pensando nas ações da Méliuz - Imagem: Reprodução

A plataforma de cashback Méliuz (CASH3) registrou recorde no número de compradores e alcançou pela primeira vez um volume de vendas (GMV) bilionário no terceiro trimestre. Mas os dados da prévia operacional divulgada ontem à noite não foram suficientes para animar os investidores. Pelo contrário.

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As ações da companhia (CASH3) ficaram entre as maiores quedas do Ibovespa durante boa parte do dia e fecharam em baixa de 2,85%, a R$ 5,45.

Os números da Méliuz foram considerados positivos por analistas, mas o mau momento do setor de tecnologia global acaba pensando nas ações, que acumulam uma perda da ordem de 15% na semana.

Existem duas maneiras de avaliar a queda de CASH3: como uma oportunidade de compra ou um sinal de que está na hora de diminuir a exposição ao setor de tecnologia. O que pensam os analistas?

Os números da Méliuz

Antes de trazer a resposta, vamos aos principais dados da prévia operacional da Méliuz. O já mencionado GMV saltou 126% e atingiu R$ 1,4 bilhão no terceiro trimestre.

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Mesmo excluindo as aquisições realizadas pela companhia, o GMV chega a R$ 1,1 bilhão, um crescimento trimestral de 26% e de 72% em 12 meses.

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Outro dado acompanhado de perto pelo mercado é o de novos compradores na plataforma, que bateu recorde pelo segundo trimestre consecutivo e cresceu 189% em relação ao período de julho a setembro de 2020.

A nota negativa fica com a desaceleração no número de contas. A Méliuz encerrou o trimestre com 20,8 milhões de contas abertas, uma alta de 78% em 12 meses e de 10% em relação a junho deste ano.

Foram 30 mil contas por dia útil, contra 39 mil no trimestre anterior. A empresa atribui o ritmo à estratégia de priorizar o lançamento do novo cartão Méliuz, previsto para janeiro de 2022. Atualmente, a companhia tem um cartão “cobranded” com o Banco Pan.

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E então, comprar ou vender CASH3?

Para o Itaú BBA, a prévia da Méliuz veio acima do esperado diante da expectativa inicial de um avanço menor com a mudança na estratégia em cartões da companhia.

Além disso, os analistas destacaram o crescimento na base de compradores da plataforma de cashback. “Reiteramos a recomendação outperform [equivalente a compra].”

O Itaú BBA tem preço justo de R$ 10,70 por ação no fim de 2022 para CASH3, o que representa um potencial de alta de quase 100%.

Os números da Méliuz também superaram as expectativas da Empiricus, que tem uma perspectiva positiva para o desempenho da plataforma na próxima Black Friday.

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“As prévias da Méliuz nos surpreenderam e acreditamos que reafirmam a excelente execução do negócio e potencial de crescimento”, escreveu a analista Cristiane Fensterseifer.

Dados compilados pelo Trademap com recomendações de sete analistas apontam que quatro deles recomendam a compra de CASH3 e três indicam a manutenção dos papéis.

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