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Kaype Abreu

Kaype Abreu

Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros.

prévias do segundo trimestre

MRV tem recorde em vendas líquidas, que chegam R$ 2,06 bilhões no segundo trimestre

Companhia queimou caixa com uma estratégia de antecipação da compra e estocagem de parte da matéria prima necessária para a construção de suas obras

Kaype Abreu
Kaype Abreu
15 de julho de 2021
19:51
Modelo do empreendimento 'Vale das Estrelas', da MRV, em Contagem (MG)
Modelo do empreendimento 'Vale das Estrelas', da MRV, em Contagem (MG). - Imagem: MRV

A MRV&Co registrou R$ 2,06 bilhões em VGV (Valor Geral de Vendas) vendido no segundo trimestre, um aumento de 27,5% frente aos três primeiros meses de 2021 e de 13,7% na base anual.

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O desempenho representa um recorde para a companhia. A empresa também registrou o maior volume de lançamentos de sua história: foram R$ 2,40 bilhões em VGV, equivalentes a 11,3 mil unidades.

O valor de lançamentos representa uma evolução de 5,4% no comparativo com o mesmo período do ano anterior e de 40,3% quando comparado com o primeiro trimestre, diz a a empresa.

O recorde inclui o lançamento de dois empreendimentos da AHS, nos EUA, um empreendimento da Urba em Campinas, além de um total de R$ 1,75 bilhão em VGV lançado para a operação de incorporação da MRV no Brasil.

"Com um land bank [banco de terrenos] total de R$ 66,5 bilhões, a plataforma habitacional da MRV&Co já está preparada para intensificar suas operações e alcançar o patamar de 80 mil unidades anuais, dentro dos próximos anos"

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MRV&Co, em comunicado

No segundo trimestre, a companhia seguiu com uma estratégia de antecipação da compra e estocagem de parte da matéria prima necessária para a construção de suas obras, buscando manter os preços e evitar interrupções.

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A estratégia, diz o grupo, resultou em um consumo adicional de caixa, impactando na geração do trimestre. A empresa queimou R$ 700 mil em caixa, um desempenho 99% melhor que o do primeiro trimestre.

"Adicionalmente, a alteração no normativo da Caixa Econômica Federal, que condiciona o recebimento da medição da obra ao registro do Financiamento à Construção, teve um impacto negativo na geração de caixa do trimestre".

Forte demanda

O MRV&Co é uma plataforma habitacional, composta pela MRV e quatro empresas. A MRV (Incorporação Brasil) apresentou, mais uma vez, forte demanda no segundo trimestre.

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A divisão registrou um volume de vendas similar aos últimos trimestres, totalizando 12.936 contratos assinados. O grupo diz que a MRV segue intensificando a implementação do processo de vendas garantidas, que atingiram 77% das vendas do trimestre.

Ainda no segundo trimestre, as vendas da Sensia Incorporadora, outra divisão do grupo, deram continuidade ao bom desempenho de vendas do primeiro empreendimento da marca, o Sensia Parque Prado, em Campinas.

O empreendimento atingiu a marca de 52% de vendas, "o que confirma a forte demanda do segmento de média renda e a assertividade do produto", disse a MRV&Co.

AHS e Urba

Na AHS, foram vendidos dois empreendimentos (Mangonia Lake e Lake Osborne) pelo VGV de US$ 78,5 milhões, representando um recebimento líquido de US$ 37 milhões e lucro bruto de US$ 17,8 milhões.

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Com a venda dos empreendimentos dois empreendimentos, pelo valor total de R$ 392,68 milhões, a AHS apresentou uma geração de caixa de R$ 167,1 milhões no trimestre.

"Trata-se do fluxo normal da AHS, em que há um consumo de caixa durante a construção dos empreendimentos para que, posteriormente, ocorra a geração de caixa no momento da venda", disse a empresa.

Na Urba, em junho foi lançado o Smart Urba Dunlop, na cidade de Campinas, com um total de 980 unidades e R$ 149 milhões de VGV.

"Confirmando a assertividade do produto, o lançamento foi um sucesso e registrou 46% de vendas em apenas 19 dias", disse o grupo.

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A VSO (vendas sobre oferta) da Urba atingiu 38% no segundo trimestre, mantendo-se estável em relação ao 1T21 e apresentando um aumento de 8 p.p. no comparativo anual.

Vendas garantidas

A MRV&Co retomou no ano passado a implementação gradual de vendas garantidas, processo em que uma venda efetuada só é contabilizada após o efetivo repasse do cliente ao banco financiador - o que remove possibilidade de distrato.

Segundo a empresa, devido à evolução da implementação do processo, um 2,4 mil vendas classificadas como vendas garantidas foram assinadas com os clientes, mas não repassadas ao banco financiador dentro do próprio trimestre.

"Com isso, o volume total de vendas registradas foi aquém do volume efetivamente vendido no período", disse o grupo. "Trata-se de um efeito natural da implementação das vendas garantidas". Vendas garantidas chegaram a marca de 77% no segundo trimestre.

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