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Estadão Conteúdo

após prejuízos

Marca de cosméticos, Hinode se reestrutura e volta às origens

Consultores da empresa chegaram a comercializar café gourmet, granola e até iogurte em pó; entre 2017 e 2020, a operação encolheu quase R$ 900 milhões em vendas

Estadão Conteúdo
25 de junho de 2021
15:47
Batom, Maquiagem
Imagem: Shutterstock

Essencialmente uma marca de venda direta de cosméticos para as classes C e D, a Hinode está de volta às origens.

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Quatro anos atrás, os consultores da empresa chegaram a comercializar café gourmet, granola e até iogurte em pó, além de produtos de beleza. O objetivo era ampliar o leque de clientes, conquistando aqueles de maior renda.

Em 2017, a empresa faturou R$ 2,5 bilhões, com um avanço de mais de 1.000% em relação aos três anos anteriores.

Na época, o salto da companhia, fundada há 33 anos pela família Rodrigues na garagem de casa, na zona norte de São Paulo, chegou a incomodar as gigantes da venda direta, como Natura e Avon.

"Não estávamos estruturados para esse grande crescimento", admite o vice-presidente global de vendas e marketing, Eduardo Frayha.

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O reflexo do avanço desordenado nos negócios da empresa apareceu na falta de produto para entrega aos revendedores, na dificuldade de medir o desempenho dos negócios e de reter os consultores da venda direta. Resultado: entre 2017 e 2020, a operação encolheu quase R$ 900 milhões em vendas.

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Só depois de três anos seguidos de prejuízos, em 2020 foi a primeira vez que a empresa voltou ao azul e se manteve nessa condição no primeiro quadrimestre deste ano. Em 2020, o faturamento atingiu R$ 1,6 bilhão, com crescimento de 1,5% em relação ao ano anterior, mesmo com a pandemia.

Agora, a empresa quer reconquistar o consumidor das classes de menor renda. Para isso, vai ofertar produtos com valor médio entre 12% e 15% menor em relação ao que comercializava no passado recente. Essa mudança é um dos pilares da reestruturação que está em curso.

Frayha diz que a companhia vem arrumando a casa nos últimos dois anos. As quase mil especificações diferentes (SKUs) de produtos que comercializava, por exemplo, foram reduzidas a 425 no início do ano passado e recuaram para 329 em dezembro de 2020. Com isso, o café gourmet e outros itens saíram do mix.

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