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2021-05-13T20:17:28-03:00
Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.
Digital em alta

Vendas do Magazine Luiza saltam 62% no trimestre; e-commerce é 70% do total

O Magazine Luiza mostrou crescimento nas linhas de receita, Ebitda e lucro; a participação do e-commerce nas vendas totais segue aumentando

13 de maio de 2021
20:17
Magazine Luiza
Imagem: Divulgação

O Magazine Luiza continua se expandindo. Há pouco, a varejista divulgou seus resultados no primeiro trimestre de 2021 e mostrou crescimento nas vendas, ganho de importância do e-commerce e aumento no lucro — números que, mais uma vez, superaram as expectativas do mercado.

As vendas totais do Magalu — incluindo as vendas nas lojas físicas, no e-commerce tradicional e no marketplace — chegaram a R$ 12,5 bilhões, alta de 62,8% em relação aos primeiros três meses do ano passado. A receita líquida da companhia saltou 57,7%, para R$ 8,3 bilhões.

É importante lembrar que o primeiro trimestre de 2020 foi parcialmente impactado pelo início das medidas de restrição por causa da Covid-19 — na época, o varejo ainda não estava tão focado no digital quanto hoje.

Vale destacar, também, que apesar de as lojas físicas terem ficado fechadas durante parte de fevereiro e março deste ano, o bom desempenho do e-commerce foi mais que suficiente para compensar esse efeito.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado mais que dobrou, para R$ 695,6 milhões; o lucro líquido ajustado do trimestre ficou acima das projeções e foi a R$ 81,5 milhões — entre janeiro e março do ano passado, o Magazine Luiza teve prejuízo de R$ 8 milhões.

Mesmo na comparação com o quarto trimestre de 2020 — período sazonalmente mais forte por causa das festas de fim de ano —, o Magalu não se saiu mal. Na ocasião, o Ebitda ajustado foi de R$ 523,8 milhões e o lucro líquido, de R$ 219,5 milhões.

As margens do Magazine Luiza

As margens do Magazine Luiza mostram uma pequena evolução na comparação anual, apesar do ganho de importância do e-commerce na empresa — um segmento que, historicamente, possui índices mais apertados.

Veja abaixo um resumo das margens do Magalu no trimestre:

  • Margem Ebitda ajustado: 5,2% (era 5,2% no 1T20 e no 4T20);
  • Margem líquida ajustada: 1% (era -0,2% no 1T20 e 2,3% no 4T20).

E-commerce cada vez maior

Olhando para o desempenho operacional, as vendas nas lojas físicas cresceram 3,7% na comparação com o primeiro trimestre de 2020, apesar de o indicador vendas mesmas lojas ter recuado 0,5%.

Mas a estrela do trimestre foi, sem dúvida, o e-commerce. As vendas na plataforma tradicional (1P) saltaram 121,5% em um ano, enquanto as vendas totais — incluindo o marketplace — subiram 114,4%. Com isso, a participação do e-commerce nas vendas totais do Magalu chegou a 70,3%.

"Nossa inspiração vem da China, onde plataformas progressivamente digitalizam a economia do empreendedorismo e integram uma miríade de produtos de serviços em superapps presentes nos smartphones de muitos milhões de consumidores", disse a companhia, no release de resultados.

Magazine Luiza e-commerce
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