Lucro líquido da Caixa salta 50% e vai a R$ 4,6 bilhões no 1º trimestre
Uma das responsáveis pela alta foi a contratação de R$ 12,9 bilhões em crédito consignado, maior valor para o período em dez anos

A Caixa Econômica Federal apresentou lucro líquido recorrente de R$ 4,6 bilhões no primeiro trimestre de 2021, 50,3% maior que no mesmo período do ano passado.
A carteira de crédito alcançou R$ 799,6 bilhões, com um avanço de 14,3% em um ano. O destaque foi para contratação de R$ 12,9 bilhões em crédito consignado, maior valor para o período em dez anos, segundo a Caixa.
[captacao]
Houve salto também para o crédito imobiliário, cujo saldo mais do que dobrou em um ano (+103,1%) e alcançou R$ 16,2 bilhões em contratações no período.
Outras linhas destacadas pela Caixa no balanço foram os empréstimos a pequenas e médias empresas, que saltou 125,9% em um ano, para R$ 49 bilhões, e o crédito concedido ao agronegócio, investida recente do banco, que encerrou março com saldo de R$ 8,7 bilhões em carteira, 47,1% maior que um ano antes.
A inadimplência acima de 90 dias ficou em 2,04% nos primeiros três meses deste ano, 1,1 ponto porcentual menor do que um ano antes.
Leia Também
Com minério de ferro e petróleo jogando contra, Vale (VALE3) vê lucro cair 53%, para US$ 1,255 bilhão
Petrobras (PETR4) confirma terceira descoberta de petróleo na Margem Equatorial
Efeito Pix
O número de clientes cadastrados no Pix, ferramenta de transferências instantâneas que foi lançada pelo Banco Central na virada do ano, somou 31 milhões de CPFs, ao fim do primeiro trimestre, número que a coloca na liderança entre os grandes bancos, de acordo com a própria Caixa.
A entrada em operação do Pix, porém, pôde ser sentida na perda de receitas administrativas verificada no primeiro trimestre deste ano.
Sem as tarifas que eram cobradas nas transações efetuadas por esse contingente de clientes que aderiu ao Pix, já que a ferramenta do Banco Central é gratuita para pessoas físicas, a receita com serviços encolheu 8,4% no trimestre, para R$ 5,68 bilhões.
Cortes de despesas
O banco também busca cortar despesas. Somente a economia com a devolução de 44 edifícios rendeu à Caixa R$ 119 milhões nos primeiros três meses do ano.
A quantidade de prédios administrativos utilizados pela Caixa já foi reduzida em 113, para um total 135 unidades. "Nosso objetivo é ter o mínimo de prédios administrativos e agências próprios", afirmou Pedro Guimarães, presidente da estatal.
O executivo indicou que pretende reduzir o número atual de prédios próprios a praticamente metade do atual, até o fim do ano. Nos três anos compreendidos entre 2019 e 2021, a poupança propiciada pela devolução de espaços é estimada em mais de R$ 400 milhões.
Além da economia por vir, a Caixa também terá dois reforços de peso no balanço deste segundo trimestre.
Segundo Guimarães, serão amortizados os ágios nas vendas das participações no Banco Pan, agora controlado pelo ex-sócio BTG Pactual, e na Caixa Seguridade, que teve sua oferta inicial de ações realizada em abril, na B3.
Caixa Seguridade
A Caixa Seguridade, holding de seguros da Caixa Econômica Federal, apresentou lucro líquido recorrente de R$ 431,7 milhões no primeiro trimestre deste ano, cifra 4,3% maior do que a vista um ano antes. Foi o melhor primeiro trimestre da história.
O crescimento foi ancorado na elevação das receitas de BDF (receita com distribuição e uso da marca) e corretagem. É a primeira divulgação de suas demonstrações financeiras como uma companhia listada em bolsa.
Na terceira tentativa de emplacar sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), a holding de seguros levantou cerca de R$ 5 bilhões na bolsa brasileira, no fim de abril.
Em maio, suas ações acumulam alta de mais de 18% na B3, empurrando o valor de mercado da companhia para quase R$ 35,5 bilhões. A holding desembarcou na bolsa valendo cerca de R$ 29 bilhões.
CILADA NA BOLSA?
E agora, Nubank? Itaú BBA corta preço-alvo e alerta: o pior ainda pode estar por vir
29 de outubro de 2026 - 11:22NA MIRA DO BC
Mais uma liquidação: Banco Central tira do ar empresa que operava nos bastidores do Pix após encontrar “graves violações”
29 de outubro de 2026 - 9:34AQUECIMENTO PARA O BALANÇO
Vale (VALE3): lucro deve cair quase 50% no 3T26 com inimigo persistente roubando a cena. O que esperar do balanço de hoje?
29 de outubro de 2026 - 6:30RENEGOCIAÇÃO
Raízen (RAIZ4) consegue desconto de R$ 8,5 bilhões em dívidas tributárias; veja quanto a empresa terá de pagar
28 de outubro de 2026 - 18:26PERDEU O ENCANTO?
Itaú BBA deixa de recomendar compra de Bradesco (BBDC4), e ação cai forte; o que levou o bancão a perder o brilho?
28 de outubro de 2026 - 16:27O DILEMA DO BANCÃO
“O preço a pagar” para reduzir riscos: CEO do Santander revela plano para atingir ROE acima de 20%
28 de outubro de 2026 - 14:32BALANÇO AGRADOU
Caneta emagrecedora e dívida menor: os dois motores que fazem da Hypera (HYPE3) uma das poucas altas do Ibovespa hoje
28 de outubro de 2026 - 13:31REAÇÃO AO RESULTADO
Santander (SANB11) afunda mais de 5% após resultado fraco, mas analistas revelam ‘trunfo’ que pode salvar as ações da queda
28 de outubro de 2026 - 11:54OS BASTIDORES DA OPERAÇÃO
Por dentro da Shopee: 150 mil tipos de produtos, muitas mãos e uma corrida para fazer cada pedido chegar à sua casa
28 de outubro de 2026 - 10:46BALANÇO
Santander Brasil (SANB11) frustra no 3T26: lucro tomba 28% e ROE cai a 11,9%; veja os destaques do balanço
28 de outubro de 2026 - 6:16POTENCIAL DE ALTA
Maré favorável? Citi inicia cobertura da OceanPact (OPCT3) e vê espaço para alta de 48%
27 de outubro de 2026 - 17:06PRÉVIA DO BALANÇO
Lucro menor, calotes no radar e recuperação adiada: o que esperar do balanço do Santander Brasil (SANB11) no 3T26
27 de outubro de 2026 - 13:28FACA AFIADA
Citi manda vender Banco do Brasil (BBAS3) após eleições; veja o que colocar no lugar
27 de outubro de 2026 - 13:09SD ENTREVISTA
Agência com cara de hotel? A aposta do Bradesco (BBDC4) para atrair clientes endinheirados
27 de outubro de 2026 - 12:03APOSTA NO LUXO
Massagem, hotéis Fasano e descontos: a nova cartada do Itaú (ITUB4) e da JHSF (JHSF3) para conquistar os clientes ricos
27 de outubro de 2026 - 8:33VAI DE BOLSA
Após SpaceX (SPCX), Anthropic quer entrar no grupo do ‘IPO do trilhão’ com documento enviado à SEC
26 de outubro de 2026 - 14:45AQUISIÇÃO BILIONÁRIA
Itaú (ITUB4) desembolsa R$ 2,925 bilhões para comprar NeoSpace e fortalecer operação de inteligência artificial
26 de outubro de 2026 - 9:12AGORA VAI?
Oncoclínicas (ONCO3) avança em reestruturação e apresenta novo plano para renegociar R$ 5,7 bilhões em dívidas
23 de outubro de 2026 - 19:43MAIS UM RECORDE
Embraer (EMBJ3) tem novo recorde na carteira de pedidos, que totalizou US$ 35,7 bilhões no 3T26; veja os números
23 de outubro de 2026 - 16:48BARATA DEMAIS?