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Ricardo Gozzi

É jornalista e escritor. Passou quase 20 anos na editoria internacional da Agência Estado antes de se aventurar por outras paragens. Escreveu junto com Sócrates o livro 'Democracia Corintiana: a utopia em jogo'. Também é coautor da biografia de Kid Vinil.

A REFORMULAÇÃO CONTINUA

Em busca de recuperar a credibilidade, IRB anuncia novo CFO

Willy Otto Jordan Neto assumirá a posição assim que sua posse for autorizada pela Susep

Ricardo Gozzi
19 de outubro de 2021
9:33 - atualizado às 10:26
Tela de celular mostra logotipo do IRB Brasil RE com gráfico ao fundo
Imagem: Montagem: Seu Dinheiro/ Shutterstock

A IRB Brasil Re (IRBR3) deu mais um passo na busca por recuperar a credibilidade dos investidores ao anunciar a seleção de um novo diretor Vice-Presidente Financeiro e de Relações com Investidores.

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Willy Otto Jordan Neto assumirá a posição de CFO assim que sua posse for autorizada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), informou a IRB em comunicado.

O atual CFO da empresa, Werner Romera Süffert, seguirá na função até que a posse de Jordan Neto seja autorizada.

O currículo de Jordan Neto

Jordan Neto tem graduação em Economia pela PUC-Rio e mestrado pela EPGE/FGV. A IRB ressalta a experiência de mais de 20 anos de seu novo CFO na gestão de empresas financeiras e não financeiras.

Ele tem passagens pelos altos escalões do Banco Luso Brasileiro, da Cetip e do Banco Pan, além de ter trabalhado na Suzano, na SAB Trading e no Itaú.

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Crise de credibilidade

A escolha de um novo CFO é o mais recente capítulo da saga do IRB na tentativa de recuperar sua credibilidade junto aos agentes do mercado financeiro.

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Em setembro, a resseguradora elegeu seu primeiro diretor-presidente efetivo em seis meses. Empossado no início deste mês, Raphael Afonso Godinho de Carvalho sucedeu Wilson Toneto, que permaneceu na companhia como diretor vice-presidente técnico e de operações da empresa.

Coleção de polêmicas

O IRB atravessa uma crise profunda há mais de um ano e meio. Os papéis ON (IRBR3) da resseguradora acumulam perda de mais de 80% desde fevereiro do ano passado, quando eram cotados acima dos R$ 40 por ação.

As ações da empresa de resseguros chegaram ao fim do pregão de ontem a R$ 5,22. Hoje, IRBR3 era uma das únicas altas no Ibovespa na primeira hora de pregão, avançando 1,5%.

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A derrocada do IRB começou quando a corretora Squadra publicou uma carta que abriu o caminho para a descoberta de fraudes contábeis bilionárias.

Não bastasse a fraude, em março do ano passado, diretores do IRB declararam falsamente que a Berkshire Hathaway, holding que concentra os investimentos do bilionário Warren Buffett, teria aproveitado a queda após o escândalo denunciado pela Squadra para comprar ações da resseguradora.

Mais recentemente, no início de 2021, os papéis do IRB voltaram a ser envolvidos em polêmica depois que pequenos investidores deram início a um movimento para emular no IRBR3 um movimento similar (short squeeze) ao que impulsionou as ações da GameStop no início de 2021.

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