O que fez o bitcoin disparar 20% e voltar aos US$ 72 mil? Três fatores explicam a arrancada
Liquidação bilionária de contratos futuros, medidas do Tesouro dos EUA para aumentar a liquidez e enfraquecimento do dólar deram combustível à maior criptomoeda do mundo nesta quinta-feira (20)

Nas últimas 24 horas, o bitcoin (BTC) saltou cerca de 12%, sendo negociado na casa dos US$ 72 mil na manhã desta quinta-feira (20), puxando consigo uma valorização generalizada no mercado digital. Nas primeiras horas do dia, a maior criptomoeda do mundo chegou a avançar cerca de 20%, dando uma trégua ao marasmo que marcou os últimos meses.
A arrancada começou na tarde de ontem (19) e pode ser explicada por três razões. A primeira é uma liquidação de US$ 2 bilhões em contratos futuros da criptomoeda, a maioria apostava na queda do BTC.
Para desmontar essas posições, é necessário que os investidores comprem mais criptomoedas para cobrir as perdas, o que tende a impulsionar o movimento de alta.
O que mais está por trás do salto do Bitcoin?
O segundo motivo está relacionado aos movimentos do Tesouro norte-americano para aumentar a liquidez global, o que tende a ser benéfico para ativos como as moedas digitais.
O órgão federativo anunciou ontem (19) que vai dobrar o volume de títulos de longo prazo que recompra dos investidores, incluindo papéis com vencimentos de 10 a 20 anos e de 20 a 30 anos.
A medida ficará em vigor entre 9 de setembro e 4 de novembro e significa que o Departamento do Tesouro vai ampliar sua presença no mercado de títulos de longo prazo, comprando um volume maior desses papéis dos investidores.
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O anúncio veio um dia após uma forte onda de vendas de títulos públicos, que provocou uma disparada dos juros globais. Essa movimentação refletiu a crescente preocupação dos investidores com a inflação e a trajetória fiscal dos EUA, em um cenário marcado por tensões geopolíticas e pela pressão dos preços de energia, impulsionada pela recente valorização do petróleo.
Assim, como terceiro motivo, vem a reação rápida dos mercados globais. O DXY, que compara o dólar a uma cesta de moedas fortes, caiu 0,9%, para cerca de 97,9, apontando um enfraquecimento da moeda norte-americana.
A combinação de um dólar mais fraco com a queda dos juros de longo prazo abriu espaço para a valorização de ativos fora dos Estados Unidos e de investimentos considerados mais arriscados, que costumam oscilar mais do que o mercado.
*Com informações Money Times
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