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Ivan Ryngelblum

Ivan Ryngelblum

Jornalista formado pela PUC-SP, com pós-graduação em Economia Brasileira e Globalização pela Fipe. Trabalhou como repórter no Valor Econômico, IstoÉ Dinheiro e Agência CMA.

voltando ao normal?

IRB Brasil registra segundo mês consecutivo de lucro líquido

Ressegurador vai se reerguendo depois de 2020 difícil, marcado por prejuízo bilionário e fraudes contábeis

Ivan Ryngelblum
Ivan Ryngelblum
22 de abril de 2021
9:16 - atualizado às 17:56
Tela de celular mostra logotipo do IRB Brasil RE com gráfico ao fundo
Imagem: Montagem: Seu Dinheiro/ Shutterstock

O IRB Brasil (IRBR3) segue demonstrando sinais de recuperação, registrando lucro pelo segundo mês seguido, ainda que o faturamento tenha recuado.

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O ressegurador informou nesta quinta-feira (22) que fechou fevereiro com lucro líquido de R$ 20,8 milhões, ante um ganho de R$ 700 mil no mesmo período de 2020.

No acumulado do bimestre, o lucro líquido acumulado de R$ 38,8 milhões ante um prejuízo líquido no mesmo período de 2020 de R$ 131,3 milhões, sendo que no ano passado houve um ganho referente à venda de participação em shoppings centers no montante de R$ 169,4 milhões.

O desempenho representa um alívio para o IRB depois de um 2020 conturbado, marcado pela descoberta de fraude contábil, prejuízo bilionário e ver seu nome envolvido na tentativa de realizar a versão tupiniquim do episódio “Gamestop”.

A companhia está se recuperando, a ponto de a Susep, o órgão que regula do setor, ter encerrado o processo de fiscalização especial imposto por conta das fraudes contábeis.

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Se reerguendo

A reestruturação iniciada em março do ano passado, com a chegada de Antônio Cássio dos Santos para ocupar o cargo de presidente do conselho de administração do IRB, começou a surtir efeitos na companhia.

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O resultado antes da incidência de impostos foi positivo em fevereiro e no primeiro bimestre, em R$ 29,3 milhões e R$ 59,3 milhões, respectivamente. Em 2020, o desempenho em fevereiro havia sido negativo em R$ 8,7 milhões, com prejuízo de R$ 199 milhões nos primeiros dois meses daquele ano.

Os prêmios emitidos pelo IRB, que representam seu faturamento bruto, totalizaram R$ 528,6 milhões, queda de 12,3% em base anual. Deste total, o montante de R$ 255,8 milhões veio do Brasil e R$ 272,7 milhões do exterior, redução de 5,4% e 17,9%, respectivamente.

No bimestre, o prêmio emitido atingiu o montante de R$ 1,3 bilhão, crescimento de 9,2% em relação ao mesmo período de 2020, sendo R$ 719,7 milhões no Brasil e R$ 622,5 milhões no exterior, crescimento de 46,7% e redução de 15,7% respectivamente, em relação ao mesmo período de 2020.

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“A redução no exterior está em linha com a estratégia de re-underwriting amplamente divulgada pela companhia”, diz trecho do comunicado.

Os prêmios ganhos, o faturamento de competência, somaram R$ 537,2 milhões em fevereiro, queda de 1,7% em base anual, e R$ 948,1 milhões no primeiro bimestre, alta de 7%.

O índice de sinistralidade, calculado pela divisão entre as despesas de sinistros e prêmio ganho, foi de 70,7% em fevereiro, equivalente a uma despesa de sinistro de R$ 379,6 milhões.

No acumulado dos dois primeiros meses do ano, o índice de sinistralidade foi de 70,6%, equivalente a uma despesa de sinistro de R$ 669,6 milhões.

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