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Ressegurador vai se reerguendo depois de 2020 difícil, marcado por prejuízo bilionário e fraudes contábeis
O IRB Brasil (IRBR3) segue demonstrando sinais de recuperação, registrando lucro pelo segundo mês seguido, ainda que o faturamento tenha recuado.
O ressegurador informou nesta quinta-feira (22) que fechou fevereiro com lucro líquido de R$ 20,8 milhões, ante um ganho de R$ 700 mil no mesmo período de 2020.
No acumulado do bimestre, o lucro líquido acumulado de R$ 38,8 milhões ante um prejuízo líquido no mesmo período de 2020 de R$ 131,3 milhões, sendo que no ano passado houve um ganho referente à venda de participação em shoppings centers no montante de R$ 169,4 milhões.
O desempenho representa um alívio para o IRB depois de um 2020 conturbado, marcado pela descoberta de fraude contábil, prejuízo bilionário e ver seu nome envolvido na tentativa de realizar a versão tupiniquim do episódio “Gamestop”.
A companhia está se recuperando, a ponto de a Susep, o órgão que regula do setor, ter encerrado o processo de fiscalização especial imposto por conta das fraudes contábeis.
A reestruturação iniciada em março do ano passado, com a chegada de Antônio Cássio dos Santos para ocupar o cargo de presidente do conselho de administração do IRB, começou a surtir efeitos na companhia.
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O resultado antes da incidência de impostos foi positivo em fevereiro e no primeiro bimestre, em R$ 29,3 milhões e R$ 59,3 milhões, respectivamente. Em 2020, o desempenho em fevereiro havia sido negativo em R$ 8,7 milhões, com prejuízo de R$ 199 milhões nos primeiros dois meses daquele ano.
Os prêmios emitidos pelo IRB, que representam seu faturamento bruto, totalizaram R$ 528,6 milhões, queda de 12,3% em base anual. Deste total, o montante de R$ 255,8 milhões veio do Brasil e R$ 272,7 milhões do exterior, redução de 5,4% e 17,9%, respectivamente.
No bimestre, o prêmio emitido atingiu o montante de R$ 1,3 bilhão, crescimento de 9,2% em relação ao mesmo período de 2020, sendo R$ 719,7 milhões no Brasil e R$ 622,5 milhões no exterior, crescimento de 46,7% e redução de 15,7% respectivamente, em relação ao mesmo período de 2020.
“A redução no exterior está em linha com a estratégia de re-underwriting amplamente divulgada pela companhia”, diz trecho do comunicado.
Os prêmios ganhos, o faturamento de competência, somaram R$ 537,2 milhões em fevereiro, queda de 1,7% em base anual, e R$ 948,1 milhões no primeiro bimestre, alta de 7%.
O índice de sinistralidade, calculado pela divisão entre as despesas de sinistros e prêmio ganho, foi de 70,7% em fevereiro, equivalente a uma despesa de sinistro de R$ 379,6 milhões.
No acumulado dos dois primeiros meses do ano, o índice de sinistralidade foi de 70,6%, equivalente a uma despesa de sinistro de R$ 669,6 milhões.
O fundo Phoenix, do empresário, comprou a Emae em leilão em 2024, no processo de privatização da companhia, e tentava barrar a operação.
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