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Empresa de soluções para o varejo cortou faixa indicativa das ações para R$ 16 e retirou a oferta secundária, em que acionistas atuais venderiam papéis
A empresa de soluções para o varejo Infracommerce teve de reduzir os valores pretendidos em sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) para viabilizar a abertura de capital.
A companhia lançou um novo documento com faixa indicativa entre R$ 16,00 e R$ 16,80 para os papéis (IFCM3) na oferta, depois de ter cortado o preço de R$ 22-28 para R$ 18.
A Infracommerce também excluiu a oferta secundária, de 29 milhões de papéis, em que os acionistas atuais venderiam uma fatia que possuem. A oferta primária, de 54 milhões de ações, segue a Instrução 476 da CVM, que prevê esforços de venda restritos — apenas para até 75 investidores institucionais.
A quantidade de papéis pode ser aumentada com um lote suplementar de 15% do total. Nesse caso, a oferta pode chegar a R$ 1 bilhão. No plano inicial, a companhia movimentaria cerca de R$ 1,9 bilhão.
O ajuste da empresa é feito em um momento em que as companhias têm encontrado mais dificuldade para encontrar investidores interessados nos papéis. As desistências neste ano já somam 30.
As ações da Infracommerce estreiam no Novo Mercado da B3 no próximo dia 4. Com o dinheiro captado, a empresa quer avançar em aquisições, pesquisa, desenvolvimento e despesas comerciais, além de pagamento de dívida.
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A Infracommerce diz ser referência na digitalização para B2C (venda para consumidores) e B2B (venda entre empresas). A companhia é responsável pela operação de e-commerce de Ambev, Motorola, Nike, entre outras.
A coordenação da oferta é de Itaú, BTG, Goldman Sachs e Morgan Stanley.
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O que explica esse desempenho é a emissão de ações da companhia, para trocar parte de suas dívidas por participação.
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