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Fabricante de calçados quer acelerar distribuição e vendas no exterior; controle da operação ficará nas mãos da 3G Radar, gestora sob o guarda-chuva da 3G Capital
A expectativa chegou ao fim. Três meses depois do anúncio do memorando de entendimento para a formação de uma joint venture no exterior entre a Grendene e a 3G Radar, a fabricante de calçados e a gestora anunciaram na noite de ontem um acordo definitivo sobre o tema.
O aumento das vendas no exterior é visto como fundamental pela Grendene para manter o crescimento. Com a joint venture, a fabricante de calçados pretende acelerar a distribuição e a venda de seus produtos no exterior.
Os últimos detalhes da parceria foram fechados no último minuto. Assinado em 5 de julho, o memorando de entendimento estabelecia que a Grendene e a 3G Radar tinham exatos 90 dias para chegar a um acordo.
Segundo o anúncio feito no fim da noite de ontem, a joint venture terá sua sede no Reino Unido e será controlada pela 3G Radar.
Cada uma das partes aportará US$ 50 milhões, mas a gestora deterá 50,1% do capital social e três dos cinco membros do conselho de administração do negócio. Consequentemente, a Grendene terá 49,9% da sociedade e duas cadeiras no conselho.
Na esteira da combinação de negócios, a Grendene e a joint venture fecharam um acordo de distribuição e franquia destinado a regular a venda dos produtos da fabricante no exterior.
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Para quem não estiver reconhecendo a 3G Radar, ela encontra-se sob o guarda-chuva da 3G Capital, a gestora dos bilionários Jorge Paulo Lemann, Marcel Hermann Telles e Carlos Alberto Sicupira.
Detentora de marcas tradicionais como Melissa, Rider, Ipanema e Grendha, a Grendene já exporta parte de sua produção e tem conseguido um crescimento constante de suas vendas fora do Brasil.
No primeiro semestre deste ano, a fabricante de calçados obteve receita bruta de R$ 276,6 milhões com as vendas para fora. O montante representa pouco mais de um terço do total obtido no período.
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