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Cálculo é feito com base em ferramenta desenvolvida com o objetivo de medir o impacto econômico de panes cibernéticas ao redor do mundo
Estima-se que o apagão ocorrido ontem no Facebook, no Instagram e no WhatsApp tenha custado algo em torno US$ 60 milhões apenas em perda de receitas para a empresa.
Em valor de mercado, o Facebook viu evaporarem nada menos que US$ 47,3 bilhões na Nasdaq, o que custou para Mark Zuckerberg a perda de uma posição no ranking de bilionários da Forbes.
Mais complicado, porém, é tentar estimar o custo do apagão para as pessoas e empresas que usam as redes sociais para fazer negócios.
Fomos então tentar descobrir quanto aquele tropeção na tomada ou o errinho básico de digitação no código-fonte pode ter custado para nós, meros mortais. E o prejuízo é grande.
O impacto econômico do apagão de ontem nas redes sociais mantidas pelo Facebook somente no Brasil é estimado em pelo menos R$ 130 milhões, mas pode ter passado de R$ 150 milhões.
O cálculo é feito com base numa ferramenta desenvolvida pela NetBlocks para medir o impacto de panes cibernéticas ao redor do mundo. A NetBlocks é um grupo dedicado a monitorar a liberdade de acesso à internet em tempo real.
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Com o Facebook, o Instagram e o WhatsApp fora do ar por um período de seis a sete horas, como ocorreu ontem, a ferramenta calcula que o impacto econômico da pane sobre a economia brasileira ficou entre US$ 24,67 milhões e US$ 28,79 milhões.
Levando-se em consideração a cotação oficial do dólar, que chegou ao fim da sessão de segunda-feira cotado a R$ 5,4546, o prejuízo provocado pelo episódio situa-se entre R$ 134,6 milhões e R$ 157 milhões.
Em escala mundial, usando-se os mesmos critérios, as perdas provocadas à economia global são estimadas entre US$ 968,5 milhões e US$ 1,13 bilhão, segundo a ferramenta da NetBlocks, que se baseia em informações do Banco Mundial e agências oficiais de estatísticas de todo o mundo.
Segundo Marco Antonio Araujo Junior, advogado especialista em direito do consumidor, o Facebook corre o risco de ter que indenizar usuários brasileiros que consigam comprovar prejuízos diretamente provocados pela pane.
"Há muito tempo o WhatsApp deixou de ser uma simples ferramenta de comunicação e passou a ser um serviço, com remuneração indireta, colocado no mercado de consumo. Pessoas e empresas que utilizam a plataforma como instrumento de trabalho ficaram impedidas de realizar suas atividades e podem ter tido prejuízos financeiros em razão disso. Se comprovados, o Judiciário pode condenar a empresa."
Marco Antonio Araujo Junior, advogado
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