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Já o lucro líquido da estatal de distribuição de energia recuou 65,72% em base anual, para R$ 964,6 milhões no trimestre
O lucro líquido recorrente da Eletrobras (ELET3 e ELET6) atingiu a marca dos R$ 3,7 bilhões no terceiro trimestre, o que representa um avanço de 69% sobre o mesmo período do ano passado. Mas foram os muitos efeitos extraordinários no balanço que acabaram chamando mais a atenção do mercado.
As ações da estatal (ELET3 e ELET6) aparecem entre as maiores quedas do Ibovespa nesta quarta-feira, recuando mais de 4% cada.
Segundo a Eletrobras, o resultado do terceiro trimestre deveu-se principalmente à contabilização dos contratos renovados pela Lei 12.783/2021, como resultado do reperfilamento do componente financeiro de R$ 4,8 bilhões da Rede Básica Sistema Existente (RBSE). A empresa também contabilizou R$ 4,2 bilhões relativos à repactuação do risco hidrológico (GSF, da sigla em inglês), além da reversão de impairments de R$ 454 milhões.
Do ponto de vista contábil, o lucro líquido da Eletrobras no trimestre foi de R$ 964,561 milhões, queda de 65,72% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Os efeitos positivos da renovação dos contratos foram impactados por R$ 9,4 bilhões em provisões para contingências, sendo R$ 9 bilhões referentes a incremento no empréstimo compulsório, um passivo que remonta aos anos 1960.
Entre julho e setembro, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) totalizou R$ 5,6 bilhões, alta de 186,15%.
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A receita de vendas da Eletrobras atingiu R$ 9,956 bilhões no período, 50,25% superior ao mesmo intervalo do terceiro trimestre de 2020.
No período, a energia comprada para venda reverteu o valor negativo de R$ 563,925 milhões de um ano antes e totalizou R$ 2,360 bilhões. A estatal elétrica desembolsou R$ 627,476 milhões no terceiro trimestre do ano, uma alta de 18,80% na mesma base de comparação.
Já os investimentos realizados pela Eletrobras subiram 46,84% e somaram R$ 1 bilhão, sendo R$ 570 milhões no segmento de geração, R$ 375 milhões para os projetos de Angra 3 e R$ 139 milhões destinados à manutenção. Para a área de transmissão foram empregados R$ 378 milhões, sendo R$ 300 milhões destinados para reforços e melhorias.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
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