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Autarquia investiga pregão de 21 de dezembro, quando papéis chegaram a se desvalorizar mais de 10% nos primeiros minutos do dia
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu um processo para averiguar uma movimentação atípica das ações da Via Varejo (VVAR3) em 21 de dezembro, segundo informações do jornal “Folha de S.Paulo”.
Na ocasião, os papéis teriam começado o pregão em queda de 10,8%, a R$ 15. Na sessão anterior, elas encerraram em R$ 16,82. Na mínima do período, as ações chegaram a tocar R$ 14,71, menor valor desde junho de 2020.
Segundo fontes ouvidas pela reportagem, os papéis da Via Varejo foram objeto de um leilão de abertura em 21 de dezembro, que durou até às 10h13, com um total de 1.475 negócios sendo registrados. Quando saiu do leilão, ele foi negociado por menos de três segundos – período em que gerou 177 negócios – e foi novamente submetido a leilão, às 10h34, que resultou em 2.283 negócios.
Apenas na primeira hora de pregão foram negociadas mais de 17 mil ações, cinco vezes acima do registrado em períodos semelhantes.
Uma fonte disse que as discrepâncias nos preços teriam sido uma operação comandada pela Necton Corretora. Outras fontes, porém, acreditam que algum operador enviou uma ordem de compra ou venda incorreta, o chamado fat finger (dedo gordo, em tradução livre).
Procuradas pela reportagem, a Necton preferiu não comentar e a Via Varejo não enviou posicionamento até o momento.
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A CVM disse que os fatos estão sendo analisados, mas que não trata de processos em andamento.
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