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Negócio foi visto pelos participantes do mercado financeiro como ruim para a incorporadora e excelente para a produtora HengTen
A ampla diversificação dos negócios do Grupo Evergrande tem seu lado positivo. Diante da crise de liquidez que transformou o conglomerado chinês na incorporadora mais endividada do mundo, essa diversificação amplia o leque de possibilidades de desinvestimentos para mitigar a situação.
Mas há negócios e negócios. A Evergrande anunciou de ontem para hoje um acordo para a venda de sua participação na HengTen Networks, uma produtora de filmes e plataforma de streaming cujas produções têm alcançado excelentes resultados comerciais nos últimos anos na China.
O mais recente esforço da Evergrande para levantar recursos para quitar suas dívidas deve render o equivalente a US$ 273,5 milhões.
O valor representa uma pequena fração dos mais de US$ 300 bilhões devidos pelo conglomerado, mas não foi isso que fez o acordo ser visto pelos participantes do mercado financeiro como ruim para a Evergrande e excelente para a HengTen.
A incorporadora topou vender sua participação de cerca de 18% no capital da produtora para a Allied Resources com um desconto de 24% em relação ao preço de fechamento das ações da HengTen na quarta-feira.
Enquanto as ações da Evergrande recuaram 5,7% hoje na bolsa de valores de Hong Kong, os papéis da produtora saltaram quase 25%.
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Seja como for, de desinvestimento em desinvestimento, a Evergrande segue quitando suas dívidas na última hora, evitando assim a oficialização de um calote.
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
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