CEO da Copel sinaliza que interferências políticas são coisas do passado
Daniel Slaviero apresentou ao mercado os pilares que nortearão a nova política de governança corporativa da elétrica

Em teleconferência nesta quinta-feira, 21, o diretor-presidente da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel), Daniel Slaviero, apresentou ao mercado os pilares que nortearão a nova política de governança corporativa da elétrica, destacando que os administradores terão total independência do acionista controlador para tomar as melhores decisões de alocação de capital com transparência, disciplina e visão de médio e logo prazo.
A gestão da Copel pretende migrar a empresa para o nível 2 de Governança Corporativa da B3. Porém, o governo do Paraná condicionou essa migração à realização de oferta pública secundária de ações ou de Units, sendo que o valor mínimo esperado para venda é de R$ 73,00 ação, opção considerada legítima.
O governo paranaense também condicionou seu voto favorável à migração à realização de oferta pública em conjunto com o BNDESPar. A participação do banco soma 24%, mas a maior parte está na forma de ações ordinárias, pouco líquidas e de difícil venda. O Estado do Paraná possui 31,1% do capital da Copel (58,6% das ações ON) e poderia vender até 14,4% que ainda continuaria controlando a empresa com 16,7%.
Caso a oferta seja concretizada, a operação marcará o retorno da Copel ao mercado de ações, uma vez que desde 1997 a empresa não realiza nenhuma nova emissão de ativos.
Apesar das condicionantes, Slaviero comemorou as alterações no estatuto da Copel e disse que o eventual insucesso no processo de liquidação das ações do governo não prejudicará os avanços conquistados, como a busca por independência política nas decisões da companhia, melhor alocação de capital e visão de longo prazo.
"Simplesmente a companhia seguirá no Nível 1, mas todos os outros processos seguirão na estrutura da companhia, em especial da implementação da Unit. Estamos convencidos de que isso trará bastante liquidez e reforço para a companhia", disse ele. "Particularmente, seria muito bom migrar para o Nível 2 no sentido da governança", externou sua opinião particular.
Leia Também
O executivo reforçou que, diferente do que já ocorreu no passado, o represamento de reajustes tarifários na distribuída para atender demandas políticas "nunca mais será um assunto a ser tratado dentro da Copel", reforçando que nenhuma decisão será tomada sem a devida avaliação técnica e aprovação dos acionistas.
Segundo ele, tudo que foi apresentado faz parte de um plano maior de criação de valor da Copel. Em linha com as novas tendências do mercado financeiro, a remuneração dos executivos será atrelada ao atingimento das metas de ESG (Environmental, Social and Governance) - conceito que avalia a operações de empresas em relação aos impactos ambientais, sociais e a qualidade da governança. "Reforço o que esse processo foi conduzido de maneira técnica, independente e com total autonomia dessa gestão", disse o CEO.
BALANÇOS
Salesforce dobra lucro e ação dispara 14% em Nova York; Nvidia supera projeções, mas investidores castigam papéis
26 de agosto de 2026 - 18:13LISTA NÃO ACABA
Mais uma: dona do Habib’s, Ragazzo e Tendall Grill entra em recuperação judicial com dívida de R$ 265,2 milhões
26 de agosto de 2026 - 18:05O QUE VEM AÍ
C&A (CEAB3) liga o modo “Full Power”: varejista planeja abrir até 80 lojas e acelerar investimentos até 2030
26 de agosto de 2026 - 16:15FOI ÀS COMPRAS
Desktop (DESK3) engorda portfolio com a compra total de outra empresa de internet, mas ação cai forte na bolsa
26 de agosto de 2026 - 13:00BANHO DE LOJA
O risco da blusinha: roupas da Shein estão ainda mais baratas, e desafio para Renner (LREN3), C&A (CEAB3) e Riachuelo (RIAA3) fica maior
26 de agosto de 2026 - 12:36ADOCICOU
Peso do El Niño na São Martinho (SMTO3) é menor do que parece: XP eleva recomendação e vê valorização de mais de 50%
26 de agosto de 2026 - 11:30SOB NOVA DIREÇÃO
O que a Ecopetrol reserva para a Brava Energia (BRAV3)? Executivo fala em diminuir dívidas, pagar dividendos e crescer
26 de agosto de 2026 - 10:47CONTRATOS PÚBLICOS RELEVANTES
O que sobrou da Oi (OIBR3)? Serviços terão fase de transição até o fim definitivo
26 de agosto de 2026 - 9:15VAI PINGAR NA CONTA?
Dividendos da Vale (VALE3): o gatilho que ainda passa despercebido, mas pode colocar mais proventos no bolso de quem tem as ações
26 de agosto de 2026 - 6:01AINDA NÃO É DESSA VEZ
R$ 12 bi fora da mesa (por enquanto): Bradesco nega acordo para compra da Amil, mas não fecha as portas para o negócio
25 de agosto de 2026 - 20:04SD EXPLICA
Crise das Casas Bahia (BHIA3): o que realmente aconteceu para levar a varejista à recuperação judicial?
25 de agosto de 2026 - 18:45QUEBROU
De novo: Oi (OIBR3) tem falência decretada pela Justiça pela segunda vez
25 de agosto de 2026 - 15:59VEM COISA BOA POR AÍ?
A declaração do CEO da Vale (VALE3) que fez as ações da mineradora subirem quase 2%
25 de agosto de 2026 - 15:38R$ 6 BILHÕES EM JOGO
O bilhete premiado de ONCO3? CVM julga oferta que pode pagar 10 vezes o preço atual da ação — mas só para alguns acionistas
25 de agosto de 2026 - 10:02MINORITY REPORT?
Do PABX aos drones com reconhecimento facial: como a Intelbras (INTB3) se reinventou e hoje usa a IA para ir além das câmeras de segurança
25 de agosto de 2026 - 6:07PENNY STOCK
Ações abaixo de R$ 1,00: Viveo (VVEO3) é cobrada pela B3 e traça plano para regularizar papéis
24 de agosto de 2026 - 20:00TENTATIVA DE FÔLEGO
Agora é pra valer: Braskem (BRKM5) entra com pedido de recuperação extrajudicial com mais de R$ 50 bilhões em dívidas
24 de agosto de 2026 - 18:34ALERTA MACROECONÔMICO
“O juro é o sintoma, não a causa”: o que os CEOs dos maiores bancos do Brasil esperam da economia após a eleição
24 de agosto de 2026 - 14:20A HISTÓRIA DA CRISE
De gigante petroquímica a uma dívida de US$ 11 bilhões: como a Braskem (BRKM5) chegou às portas da recuperação extrajudicial
24 de agosto de 2026 - 14:04TROCA DE CADEIRAS