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Analistas avaliam que reestruturação levada a cabo pela companhia deu às ações um potencial de alta de 40%
Quando foi separada da estrutura da Petrobras (PETR4) em 2019, os analistas que acompanham o setor de combustíveis afirmavam que a BR Distribuidora (BRDT3) teria que passar por um extreme makeover para conseguir capturar a atenção de potenciais compradores.
Mesmo tendo uma posição dominante no setor, a estrutura da companhia era considerada ruim, com custos muito elevados e um desempenho operacional decepcionante, o que se refletia nas ações – os papéis da rede de postos de combustíveis fecharam 2020 com recuo de 24,2%, enquanto o Ibovespa apresentou alta de 2,13%.
Mas após passar por uma boa reestruturação, que solidificou os alicerces da empresa, a BR Distribuidora virou objeto de desejo do setor de combustíveis ao entregar, já em 2020, a rentabilidade que previa apenas para este ano.
Um dos que mais gostaram dessa nova cara da empresa foi o BTG Pactual, que passou a recomendar a compra das ações e estabeleceu um preço-alvo de R$ 27,00, que pressupõe um potencial de alta de 40% em relação aos valores em que os papéis estavam cotados antes da divulgação dos números de 2020.
“Com uma base de custos que está agora em linha, ou até melhor, que seus pares, melhoras na execução comercial que permitirão crescimento com qualidade indo adiante e as ações bastante subvalorizadas, nós finalmente vemos a BR Distribuidora sendo negociada a uma avaliação que acreditamos que mais do que acomoda os novos riscos do mercado de distribuição de combustíveis”, diz trecho do relatório assinado pelos analistas Thiago Duarte e Pedro Soares.
Para eles, com os papéis sendo negociados a um EV/Ebitda (indicador que mostra se uma empresa está sub ou supervalorizada) e um P/L (a relação entre o preço das ações e o lucro da empresa, que demonstra quanto os investidores estão dispostos a pagar pelo lucro potencial) de apenas 12 vezes, a relação entre risco e recompensa da BR Distribuidora “nunca esteve tão boa”.
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