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Boeing recomenda interrupção de voos com 777 após explosão de motor

Incidente ocorre menos de quatro meses após autoridades americanas liberarem retomada das operações do 737 Max

Boeing 737-800
Boeing 737-800 - Imagem: Shutterstock

Quando parece que a Boeing resolveu seus problemas, um novo aparece logo na esquina (ou nos céus). Dessa vez envolve as aeronaves 777, modelo que acomoda de 301 a 368 passageiros numa configuração de três classes, com alcance de até 17,4 mil quilômetros.

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No sábado (20), a turbina de uma aeronave do tipo 777 – que partiu do Aeroporto Internacional de Denver, no estado americano do Colorado, em direção a Honolulu, no Havaí, com 241 pessoas a bordo – explodiu logo em seguida a decolagem.

Apesar do incidente, com o avião soltando destroços no ar, ninguém ficou ferido no avião ou no solo.

Por conta da situação, a Boeing soltou comunicado no domingo (21) recomendando que as operações com aeronaves 777 que utilizam motores do modelo Pratt & Whtiney 4000-112 sejam suspensas até que as investigações das autoridades aéreas americanas sejam concluídas.

No comunicado, a empresa informa que existem 69 unidades em operação em todo o mundo. De acordo com dados levantados pela rede de televisão americana CNN, as únicas empresas aéreas que possuem esses aviões em suas frotas estão nos Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul.

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Assim como a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês), as autoridades japonesas também ordenaram a suspensão dos voos com a aeronave.

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O acidente com o Boeing 777 ocorre menos de quatro meses após a FAA liberar a retomada dos voos com aeronaves 737 Max.

As autoridades de todo mundo ordenaram a paralisação de voos com o modelo depois que a queda de duas unidades, entre 2018 e 2019, primeiro na Indonésia e depois na Etiópia, matarem 346 pessoas.

Os acidentes forçaram a Boeing a realizar uma revisão completa do projeto da aeronave. Uma investigação do Congresso americano concluiu que as quedas do 737 Max foram resultado de falhas da Boeing e falta de supervisão da FAA.

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