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Kaype Abreu

Kaype Abreu

Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros.

qual ação comprar

Mudanças no varejo alimentício abrem oportunidade para investidor, diz BTG

Compra do BIG pelo Carrefour e cisão entre Assaí e Pão de Açúcar motivaram analistas do banco a uma revisão das estimativas para o segmento

Kaype Abreu
Kaype Abreu
18 de abril de 2021
16:03 - atualizado às 16:04
Assaí (ASAI3)
Assaí (ASAI3) - Imagem: Shutterstock

A compra do Grupo BIG pelo Carrefour e a cisão entre Assaí e Pão de Açúcar podem promover um rearranjo no segmento de varejo alimentício que levará as empresas a abrirem unidades em novos municípios — e quem ganha é o investidor.

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Ao menos é o que indica um relatório do BTG Pactual, que lembra a ausência das gigantes em algumas cidades com a modalidade de "cash & carry" — aquela em que o cliente escolhe o produto nas gôndolas, paga e leva para casa.

O segmento de modo geral também é beneficiado pela inflação de "alguns itens", a exemplo de comida processada, segundo o BTG. Os analistas falam em "resiliência" do varejo alimentar em meio a uma reabertura econômica incerta.

O cenário desenhado é motivo para o BTG a retomar a cobertura de Assaí (ASAI3) e Grupo Pão de Açúcar (PCAR3). O banco também passou a recomendar a compra dos papéis do Carrefour (CRFB3).

Para os analistas da instituição, Assaí e Carrefour seriam as melhores opções para o investidor neste momento, de acordo com relatório divulgado na última semana.

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Por que Assaí agora

Segundo o BTG, o Assaí combina "sólido histórico", lucratividade e "bom valuation", de 18X PE (relação preço/lucro) em 2021. O preço-alvo para os papéis, com recomendação de compra, é de R$105 — fecharam a R$ 79,75 na sexta-feira (16).

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O banco considera que o Assaí deve até 2025 abrir 22 lojas por ano e expandir a área de vendas em 13% anuamente. "Como consequência, estimamos vendas brutas no critério CAGR de 17% entre 2020 e 2025", diz o relatório.

A margem bruta ficaria estável e a margem Ebitda chegaria a 7,8% e o Ebitda ajustado avançaria em média 18% por ano, com o lucro subindo 23%, segundo as projeções do BTG.

Carrefour ainda sem aquisição

Depois de ponderações gerais sobre o segmento, o BTG apresentou um novo preço-alvo para os papéis do Carrefour sem considerar a aquisição do BIG. Os analistas vêem o banco recuperando o desempenho da divisão financeira.

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O preço-alvo para os papéis é de R$27 — era de R$ 24 no relatório anterior. Na sexta-feira, as ações eram cotadas a R$ 23.

O banco considera um "pequeno risco" na integração dos negócios entre BIG e Carrefour por causa do tamanho das companhias.

A operação quando finalizada expandirá a presença do Carrefour para regiões como o Nordeste e o Sul. A empresa também atuará em um novo segmento, com o Sam’s Club — por meio de um contrato de licenciamento com o Walmart.

Analistas dizem esperar ganhos relacionados à maior densidade de vendas e "alinhamento de margem" para aumentar rapidamente a lucratividade da loja. O banco ainda elenca uma possível aceleração dos canais digitais.

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O que pode dar errado — para todo o segmento

O BTG também ponderou que as empresas ainda têm de lidar com desafios como um "grande número de fornecedores com forte marca e grande poder de barganha".

"O gerenciamento logístico e de estoque também são complexos, com um mix de produtos que varia de úmido, seco a perecível, não perecível e refrigerado, congelado, bem como a variedade de tipos de embalagens, incluindo vidros, latas e garrafas plásticas", diz.

Com uma expansão nacional e uma consequente exposição a diferentes sistemas tributários, as operações ficam mais complexas, dizem os analistas.

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