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A gigante de bebidas registrou lucro líquido de R$ 3,6 bilhões no terceiro trimestre, alta de 50% e acima do esperado pelo mercado. Hora de comprar a ação?
O brasileiro voltou às ruas — e aos bares — com o avanço da vacinação e do relaxamento das medidas de isolamento. Essa é uma ótima notícia para a Ambev (ABEV3), e se reflete nos resultados da cervejaria divulgados na manhã desta quinta-feira.
A gigante de bebidas registrou lucro líquido (atribuído à companhia) de R$ 3,6 bilhões no terceiro trimestre. O resultado ficou acima do esperado pelos analistas e representa um avanço de 50% em relação ao mesmo período do ano passado.
A reação do mercado pode ser resumida no desempenho das ações no pregão desta quinta-feira da B3. ABEV3 disparou 9,40%, para R$ 16,65 — a maior alta do Ibovespa.
A empresa nunca vendeu tanta cerveja em um terceiro trimestre. O volume comercializado cresceu 7,7% em relação ao mesmo período do ano passado e ficou 20,8% acima do registrado no mesmo período de 2019.
Oito dos dez principais mercados da Ambev já crescem acima dos níveis pré-pandemia. No Brasil, a venda de cervejas avançou 7,5% em relação ao terceiro trimestre de 2020.
Foi um crescimento acima média da indústria pelo quinto trimestre consecutivo. Ou seja, a Ambev vem conseguindo superar a arquirrival Heineken, a única que conseguiu tirar o sono da companhia nos últimos anos.
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Tanto as marcas tradicionais como as novas e do segmento premium tiveram bom desempenho. As vendas de Skol, Brahma e Antarctica cresceram acima do terceiro trimestre do ano passado e de 2019. Já as marcas novas seguem representando 20% da receita da Ambev no país.
A Ambev também segue firme nas iniciativas do lado digital. A plataforma BEES, que atende bares e restaurantes, alcançou 85% dos clientes ativos da companhia.
O Zé Delivery atendeu mais de 15 milhões de pedidos, estável no trimestre, mas ainda assim um desempenho positivo se levarmos em conta o processo de reabertura da economia.
Outro destaque foi a Donus, a empresa de serviços financeiros (fintech) da Ambev, cujo volume de transações triplicou no trimestre, com o dobro da base de clientes em relação ao fim de junho.
Com o avanço nas vendas, a receita líquida da Ambev alcançou R$ 18,5 bilhões, uma alta de 18,5% na comparação com o terceiro trimestre do ano passado.
Parte desse aumento, contudo, teve como contrapartida margens mais apertadas, com uma queda 32,5% para 29,6%, uma das menores da história da Ambev, em consequência do aumento das despesas no período. Parte dos custos da empresa é dolarizada e vinculada às cotações das commodities.
O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) aumentou 7,8%, para R$ 5,5 bilhões.
Os analistas que acompanham a Ambev foram praticamente só elogios ao resultado, inclusive aqueles que não recomendam a compra das ações.
O Credit Suisse destacou a execução de vendas de alto nível da companhia e recorreram a Mark Twain para elogiar o balanço. “Eles não sabiam que era impossível, então fizeram”, escreveram, em relatório a clientes.
Para o Morgan Stanley, a Ambev deve enfrentar um ano mais difícil em 2022. “Mas vemos risco de alta em nossas premissas de volume neste momento.”
Confira a seguir a recomendação e o preço-alvo para as ações ABEV3:
Companhias em recuperação judicial ou cujo preço dos ativos é inferior a R$ 1,00 (penny stock) não são elegíveis, por exemplo
Na semana passada, a Allos recebeu, pela primeira vez, o rating AAA.br da Moody’s Local Brasil, com perspectiva estável;; a nota máxima indica que a companhia possui extrema solidez financeira e baixo risco de crédito
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