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Receita da companhia deve crescer 26%, chegando a US$ 112,3 bilhões, enquanto o lucro por ação seria de US$ 16,10 no período, alta de 56%
A Amazon (B3: AMZO34; Nasdaq: AMZN) deve apresentar um forte aumento no volume de vendas (GMV) de terceiros, em balanço do segundo trimestre. O mercado também espera um novo avanço da Amazon Web Services (AWS) — plataforma de serviços de computação em nuvem.
A receita da companhia deve crescer 26%, chegando a US$ 112,3 bilhões, de acordo com analistas do Credit Suisse. O consenso do mercado aponta para um lucro por ação de US$ 16,10 no período, o que representaria uma alta de 56% na base anual.
A gigante de tecnologia divulga os resultados na quinta-feira (29), em um momento em que a empresa prepara a troca de CEOs. O fundador da companhia, Jeff Bezos, deixará o cargo no terceiro trimestre deste ano, dando lugar para o atual CEO da AWS, Andy Jassy.
No segundo trimestre, a Amazon deve registrar um salto de 70% no volume de vendas internacionais de terceiros (3P), considerando uma base de câmbio neutra, chegando a US$ 29,3 bilhões, segundo o Credit Suisse.
A linha já havia avançado 76% no três primeiros meses deste ano; no segundo trimestre do ano passado, esse GMV cresceu 25%, lembram Stephen Ju, Tyler Seidman e Francoise Yoshida-Are, em relatório desta segunda-feira (26).
O volume de vendas de produtos próprios (1P) deve avançar 15% no período, na base anual, chegando a US$ 16,4 bilhões, ainda de acordo com as projeções do Credit Suisse. Há um ano, o avanço do GMV 1P foi de 39%.
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Nos Estados Unidos, o banco projeta um avanço de 13% do volume de vendas próprias, a US$ 34,5 bilhões, no segundo trimestre. Vendas de terceiros chegariam a US$ 62,9 bilhões, um aumento de 18%.
A receita da AWS deve crescer 28%, a US$ 13,8 bilhões, disseram os analistas do Credit Suisse. Há um ano, a receita da plataforma avançou 29% em relação ao ano anterior, sendo que nos três primeiros meses de 2021 a alta foi de 32%.
No primeiro trimestre, a AWS continuava sendo responsável por praticamente metade do lucro operacional da Amazon — a empresa fundada por Jeff Bezos tem outros dois principais segmentos.

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O Credit Suisse manteve a recomendação de compra para as ações da Amazon (AMZN), em relatório desta segunda. O banco elevou o preço-alvo para os papéis em 12 meses: de US$ 4000 para US$ 4850.
As ações da gigante de tecnologia eram negociadas a US$ 3701 nesta segunda, em alta de 1%. Acompanhe a cobertura de mercados do Seu Dinheiro.
A nova projeção para as ações da Amazon já considera que a empresa triplicou os investimentos na capacidade do e-commerce entre o primeiro trimestre de 2019 e os três primeiros meses deste ano, para cerca de US$ 10 bilhões.
"Nossas conversas com a empresa sugerem que ela também está adicionando recursos de entrega no meio e na última milha", disse o Credit Suisse.
Para o banco, a consequência do investimento acelerado será a retomada da expansão da entrega Prime em um dia (que atingiu apenas 50% antes da pandemia).
Os analistas da instituição veem a possibilidade de em breve a Amazon anunciar uma opção de entrega ainda mais rápida, visto que a empresa normalmente implanta novos ativos de abastecimento durante o terceiro trimestre.
A entrega Prime em um dia desencadeou a aceleração do volume unitário / crescimento do GMV para a Amazon - o que, na visão do Credit Suisse, deve continuar acontecendo neste ano e "provavelmente em 2022".
Em outras palavras, a Amazon deve entrar em um ciclo de 'colheita' de intensos investimentos, disse o banco.
Os analistas apontam que a empresa vai expandir sua margem operacional no segmento de comércio eletrônico, pode ter um crescimento de fluxo de caixa mais rápido do que o esperado anteriormente e ainda registrar alta nas receitas da AWS.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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