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Empresas deixam de disponibilizar site e aplicativo do Parler após invasão do Congresso dos EUA por manifestantes pró-Trump
A invasão do Congresso dos Estados Unidos por apoiadores do presidente Donald Trump não teve só repercussões no mundo político. Ela também está tendo efeitos no mundo corporativo.
Além de diversas empresas terem demitidos funcionários que participaram do ataque ao Capitólio, a Apple e o Google suspenderam de suas lojas a rede social Parler, sob a alegação de que ela não tomou medidas adequadas para evitar a disseminação de conteúdos incitando a violência.
A Amazon vai remover a empresa de seu serviço de hospedagem de sites. Em e-mail enviado à Parler e obtido pelo site BuzzFeed, a Amazon informou que “não pode oferecer serviços a um consumidor que é incapaz de efetivamente identificar e remover conteúdo que encoraja ou incita violência contra os outros”.
Em seu site, a Parler afirma ser um lugar em que o usuário pode “falar livremente e se expressar de maneira aberta, sem medo de ser retirado da plataforma por conta de suas visões”. A posição vinha atraindo pessoas com posições conservadores e extremistas de direita que alegam que as grandes plataformas censuram suas opiniões.
O CEO da Parler, John Matze, confirmou a decisão da Amazon e disse que a rede social deve ficar fora do ar “por até uma semana”. “Estamos fazendo o nosso melhor para mudar para um novo servidor, uma vez que temos muitos competindo por nossos negócios, mas Amazon, Google e Apple fizeram isso de forma proposital, como um esforço coordenado, sabendo que nossas opções seriam limitadas”, disse ele segundo o site Business Inisder.
O diretor-presidente do Parler chegou a discutir com o CEO do Twitter, Jack Dorsey, no sábado (9), por conta do banimento da plataforma.
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Após a decisão da Apple, Dorsey postou em sua conta no Twitter print screen dos principais downloads da App Store. Antes de ser banida, a Parler estava entre os aplicativos mais baixados. Mas ontem, já não estava mais no ranking. Junto com a imagem, Dorsey postou um emoji de coração.
No Parler, Matze respondeu ao postar um print screen da mensagem de Dorsey com a seguinte mensagem: “É, nós éramos número um [em downloads] até que a gangue inflamada das fake News no Twitter e seus amigos anti-competição vieram atrás de nós”.
* Com informações do Buzzfeed, Business Insider e agências internacionais.
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