Acionistas vão se beneficiar da nova política de dividendos da Copel
Novos parâmetros definidos pela empresa podem resultar em pagamentos significativos no curto prazo, segundo Goldman Sachs

A Copel (CPLE6) anunciou na quarta-feira (20) à noite a aprovação de uma nova política para pagamento de dividendos, movimento que pode resultar em “pagamentos significativos” no curto prazo, de acordo com o Goldman Sachs.
O conselho de administração da companhia elétrica estatal definiu que os repasses considerarão limites para a alavancagem financeira, medida pela relação entre a dívida líquida e o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês), e a preservação do fluxo de caixa disponível – sendo este o caixa gerado pelas atividades operacionais menos os investimentos realizados.
Considerando o nível de endividamento, a geração de caixa operacional e os investimentos, as propostas de dividendos regulares serão calculadas conforme os seguintes critérios:
- alavancagem abaixo de 1,5x = 65% do lucro líquido ajustado;
- alavancagem entre 1,5x e 2,7x = 50% do lucro líquido ajustado e;
- alavancagem acima de 2,7x = 25% do lucro líquido ajustado
A nova política de dividendos da Copel prevê ainda um aumento na frequência de distribuição de recursos aos acionistas, de uma vez para, no mínimo, dois eventos de pagamentos no ano.
Segundo a companhia, os recentes anúncios de pagamentos de dividendos, mesmo em relação às reservas de lucros, respeitarão os parâmetros estabelecidos pela nova política.
Só alegrias
Para os analistas Pedro Manfredini e Flavia Sounis, do Goldman Sachs, a mudança na política de dividendos é um “bom primeiro passo” da Copel e pode levar a pagamentos significativos no curto prazo, diante da perspectiva de que a empresa receberá um volume significativo de recursos oriundo da solução encontrada para os débitos relacionados ao risco hidrológico (GSF, na sigla em inglês) e os valores da venda da Copel Telecom.
Leia Também
Em setembro, o presidente Jair Bolsonaro sancionou o projeto de lei que coloca fim ao impasse entre o governo e as geradoras de energia elétrica em torno do GSF, fator que calcula a diferença entre a energia efetivamente gerada pelas usinas hidrelétricas e a quantidade mínima de eletricidade que uma hidrelétrica consegue garantir ao sistema. Após calculada a diferença, o valor a ser compensado é dividido entre elas.
Nos últimos anos, o regime irregular de chuvas e a entrada em operação de termelétricas e outros tipos de fontes fizeram com que essa conta gerasse déficits expressivos, com a situação sendo questionada pelas empresas na Justiça.
O Goldman Sachs não informou no relatório quanto a Copel pode receber de compensação pelo episódio.
No caso da Copel Telecom, a empresa vendeu sua subsidiária de telecomunicações em novembro por R$ 2,4 bilhões para o Bordeaux Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia.
ARRUMANDO A CASA
Advent ganha cadeira na Natura (NATU3): acionistas aprovam entrada da gestora e dispensam OPA
27 de agosto de 2026 - 19:14POR TRÁS DA TESE
Virada de chave da Nvidia (NVDC34) após o balanço: ação sobe mais de 8% e grandes bancos dizem que é hora de comprar
27 de agosto de 2026 - 13:45AMBIÇÃO GLOBAL
Votorantim S.A. faz troca de ações que a deixa mais perto da Nasdaq — mas não é a que você pensa
27 de agosto de 2026 - 13:03OFERTA PÚBLICA DE AQUISIÇÃO
O bilhete premiado de ONCO3 é para todos? Entenda decisão da CVM sobre oferta que exige preço quase 8 vezes mais que o valor atual
27 de agosto de 2026 - 11:15BALANÇOS
Salesforce dobra lucro e ação dispara 14% em Nova York; Nvidia supera projeções, mas investidores castigam papéis
26 de agosto de 2026 - 18:13LISTA NÃO ACABA
Mais uma: dona do Habib’s, Ragazzo e Tendall Grill entra em recuperação judicial com dívida de R$ 265,2 milhões
26 de agosto de 2026 - 18:05O QUE VEM AÍ
C&A (CEAB3) liga o modo “Full Power”: varejista planeja abrir até 80 lojas e acelerar investimentos até 2030
26 de agosto de 2026 - 16:15FOI ÀS COMPRAS
Desktop (DESK3) engorda portfolio com a compra total de outra empresa de internet, mas ação cai forte na bolsa
26 de agosto de 2026 - 13:00BANHO DE LOJA
O risco da blusinha: roupas da Shein estão ainda mais baratas, e desafio para Renner (LREN3), C&A (CEAB3) e Riachuelo (RIAA3) fica maior
26 de agosto de 2026 - 12:36ADOCICOU
Peso do El Niño na São Martinho (SMTO3) é menor do que parece: XP eleva recomendação e vê valorização de mais de 50%
26 de agosto de 2026 - 11:30SOB NOVA DIREÇÃO
O que a Ecopetrol reserva para a Brava Energia (BRAV3)? Executivo fala em diminuir dívidas, pagar dividendos e crescer
26 de agosto de 2026 - 10:47CONTRATOS PÚBLICOS RELEVANTES
O que sobrou da Oi (OIBR3)? Serviços terão fase de transição até o fim definitivo
26 de agosto de 2026 - 9:15VAI PINGAR NA CONTA?
Dividendos da Vale (VALE3): o gatilho que ainda passa despercebido, mas pode colocar mais proventos no bolso de quem tem as ações
26 de agosto de 2026 - 6:01AINDA NÃO É DESSA VEZ
R$ 12 bi fora da mesa (por enquanto): Bradesco nega acordo para compra da Amil, mas não fecha as portas para o negócio
25 de agosto de 2026 - 20:04SD EXPLICA
Crise das Casas Bahia (BHIA3): o que realmente aconteceu para levar a varejista à recuperação judicial?
25 de agosto de 2026 - 18:45QUEBROU
De novo: Oi (OIBR3) tem falência decretada pela Justiça pela segunda vez
25 de agosto de 2026 - 15:59VEM COISA BOA POR AÍ?
A declaração do CEO da Vale (VALE3) que fez as ações da mineradora subirem quase 2%
25 de agosto de 2026 - 15:38R$ 6 BILHÕES EM JOGO
O bilhete premiado de ONCO3? CVM julga oferta que pode pagar 10 vezes o preço atual da ação — mas só para alguns acionistas
25 de agosto de 2026 - 10:02MINORITY REPORT?
Do PABX aos drones com reconhecimento facial: como a Intelbras (INTB3) se reinventou e hoje usa a IA para ir além das câmeras de segurança
25 de agosto de 2026 - 6:07PENNY STOCK