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A divulgação de outros dados econômicos ao longo da semana deve colocar ainda mais pressão da decisão do Fed e do BC brasileiro
Depois de uma semana marcada por dados da inflação, tanto aqui como nos Estados Unidos, quem deve tomar o protagonismo agora são os Bancos Centrais. Teremos uma “Super Quarta”, com decisões de política monetária do BC brasileiro e do Federal Reserve, o BC americano.
Mas antes disso, ainda devem ser divulgados outros dados que vão colocar ainda mais pressão sobre as instituições financeiras. Nesta segunda-feira (14) teremos a divulgação do IBC-Br, considerado uma prévia do PIB brasileiro, além do indicador de inflação por faixa de renda do Ipea.
O Boletim Focus de hoje também deve dar o tom da reunião da quarta-feira (16). No último relatório, a perspectiva de crescimento do PIB foi elevada para 4,36%, frente aos 3,96% da publicação anterior.
Além disso, a perspectiva de inflação também foi elevada. O IPCA passou de 5,31% para 5,44%, segundo o relatório da última segunda-feira (07). De acordo com a última publicação do IBGE, o índice de preços disparou e atingiu a maior alta para o mês de maio, superando as estimativas mais pessimistas.
Mesmo assim, a expectativa do mercado é de que a Selic atinja o patamar de 5,75% e fique assim até o final do ano. Atualmente, a taxa está em 3,5% e, com mais 4 reuniões pela frente, o Copom terá bastante trabalho se quiser conter o dragão inflacionário.
O que podemos esperar da reunião do Copom desta semana? Victor Aguiar comenta o que esperar da decisão de política monetária no Instagram, às 9h30.
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O Banco Central americano também deve estar entre o fogo e a frigideira esta semana. Os dados de emprego do payroll chegaram a desanimar, mas os índices de inflação do país apontaram que a economia dos EUA ainda não está superaquecida.
Para esta reunião da Super Quarta, é esperado que a taxa de juros fique em 0,25%, com direito à clássica coletiva pós-FOMC do presidente da instituição, Jerome Powell. O Fed já afirmou que o momento inflacionário é transitório e que está pronto para agir caso os preços disparem.
Mas o investidor já está cansado de promessas e quer mais ações por parte da instituição. Por mais que os temores de um superaquecimento da economia na retomada das atividades estejam atenuados, ainda há um longo caminho para a recuperação no período pós-pandemia.
Neste cenário, os principais índices asiáticos encerraram o pregão de maneira mista, tendendo para a alta. As bolsas chinesas e de Taiwan não abriram em virtude do feriado local desta segunda-feira, o que reduziu a liquidez dos mercados.
Por outro lado, a Europa avança nesta manhã, com os investidores animados com o dado de atividade econômica da região. Os futuros de Nova York também apontam para uma abertura em alta, à espera da decisão do Fed na quarta-feira.
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