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Quando eu comecei no jornalismo econômico, meu editor na ocasião — um carioca “da gema”, como se dizia antigamente — me deu um conselho que valeu durante um bom tempo:
“Bolsa, câmbio e juros. Se você entender o funcionamento desses três mercados vai estar na frente da maioria dos jornalistas”, ele disse, carregando nos “esses” na hora de falar. De fato, o universo dos investimentos sempre gravitou em torno desses três grandes mercados.
Com o passar dos anos, acabei me aprofundando mais na bolsa e nas notícias que influenciam as empresas que têm ações listadas na B3 e até escrevi um romance (Os Jogadores) com histórias inspiradas no mercado.
Quando ouvi falar em bitcoin pela primeira vez, ainda no começo da década passada, achei que aquilo ficaria restrito ao universo dos aficionados por tecnologia.
Foi apenas ali em 2017, no primeiro grande pico de valorização das criptomoedas, que fui atrás de mais informações sobre aquele admirável (e temido) mundo novo.
Ao melhor estilo “Narciso acha feio o que não é espelho”, o mercado financeiro tradicional também rejeitou a tecnologia inicialmente. Mas aos poucos começa a se render à inovação.
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Com a entrada de grandes investidores institucionais, o bitcoin passa por uma nova disparada que ninguém sabe ao certo onde e se vai parar. Apenas neste ano, a cotação quase triplicou de valor.
Só que a criptomoeda mais conhecida do mercado é apenas a face mais visível desse universo. O Renan Sousa preparou uma reportagem com cinco moedas digitais que subiram mais que o bitcoin em 2021 e você precisa conhecer.
Por falar em mundo novo, a queda dos juros aqui no Brasil nos obrigou a pensar fora da caixa. No caso, ter uma parcela da carteira em investimentos fora do país. Na coluna Décimo Andar deste mês, o Caio Araujo apresenta os REITs, que são a versão norte-americana dos nossos fundos imobiliários, e mostra como você pode lucrar com eles, inclusive sem precisar ter conta no exterior.
O mercado recebeu de maneira positiva a manutenção da política monetária do Fed e o discurso do presidente da instituição, Jerome Powell. O Ibovespa pegou carona no otimismo e subiu 1,39%, aos 121.052 pontos. O dólar registrou o menor valor desde fevereiro, e caiu 1,82%, a R$ 5,3616.
O que mexe com os mercados hoje? Os principais indicadores do dia devem ser o PIB e dados da inflação nos Estados Unidos, enquanto as bolsas repercutem positivamente o discurso de ontem à noite de Joe Biden. No Brasil, o STF julga medida que pode devolver impostos para empresas — mas que pode custar R$ 229 bilhões aos cofres públicos.
Vem aí mais uma fusão no varejo, mas essa dentro de casa. As Lojas Americanas e a B2W fecharam um acordo para a combinação operacional das duas empresas, que culminará em uma listagem nos EUA, prevista para o início de 2022. O movimento torna as varejistas mais comparáveis às concorrentes Via Varejo e Magalu.
Quem também vai abrir capital, mas na B3, é a unidade de cimentos da CSN. A siderúrgica iniciou estudos para uma oferta de ações dessa frente de negócios, após o bem-sucedido IPO da CSN Mineração. Confira os detalhes.
A CSN Mineração, por sua vez, divulgou o primeiro balanço após ir à bolsa em fevereiro: lucro líquido de R$ 2,363 bilhões no primeiro trimestre. O resultado representa uma alta de quase seis vezes sobre a base anual.
Árvores não crescem até o céu, mas o que dizer das gigantes de tecnologia nos EUA? A Apple registrou lucro líquido de US$ 23,6 bilhões em seu segundo trimestre fiscal, em um crescimento de 110% na comparação anual. Já o Facebook apresentou lucro de US$ 9,5 bilhões no primeiro trimestre, uma alta de 94% ante igual período do ano passado.
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