O problema de R$ 17 bilhões do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3), o efeito da guerra nos mercados, e o que mais você precisa saber para começar a semana
O Grupo Pão de Açúcar pode ter até R$ 17 bilhões em contas a pagar com processos judiciais e até imposto de renda, e valor não faz parte da recuperação extrajudicial da varejista

Hoje é o primeiro dia para entregar a declaração do Imposto de Renda 2026. Você é o tipo de pessoa que já está com tudo pronto para acelerar o processo e receber a restituição mais cedo? Ou deixa tudo para a última hora e descobre o valor a pagar ou a ser restituído apenas no fim do prazo? Independentemente do seu perfil, o Seu Dinheiro tem um guia completo para ajudar nesse momento.
O GPA também pode ter uma conta bilionária a pagar, mas só é possível saber qual será esse valor no final do processo. Esse valor está escondido debaixo do tapete, ou melhor, nas notas explicativas do balanço da varejista.
Uma coisa já é certa: esses possíveis gastos não fazem parte do plano de recuperação extrajudicial da empresa em curso, para a renegociação de R$ 4,5 bilhões em dívidas.
Mas esse outro custo é muito maior. São possíveis gastos com processos administrativos e judiciais, além de discussões sobre imposto de renda e acordos de indenização ligados a operações passadas.
O que assusta é o valor: R$ 17 bilhões. Além disso, como ainda não há definição sobre esses processos, esse valor não está provisionado.
A repórter Bia Azevedo conversou com gestores e advogados para entender o que são esses débitos, qual a origem do problema, e como isso está azedando a relação com os controladores. Confira nesta matéria.
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Esquenta dos mercados
A semana até começou com o mesmo roteiro das últimas — tensão, guerra e aversão ao risco. Mas, desta vez, o mercado encontrou um possível ponto de virada.
Depois de um fim de semana marcado por escalada — com ultimato dos Estados Unidos, ameaças do Irã e novos ataques de ambos os lados — o presidente norte-americano, Donald Trump, sinalizou uma mudança de tom.
Segundo ele, Washington e Teerã tiveram conversas “produtivas” e devem continuar negociando nos próximos dias, abrindo espaço para uma possível descompressão do conflito.
O alívio, ainda que inicial, bateu diretamente no petróleo. O Brent chegou a subir pela manhã, mas virou para forte queda ao longo do dia, mesmo ainda orbitando os US$ 100 por barril — um nível que segue sensível para inflação e juros no mundo todo.
A reação dos mercados veio na sequência. As bolsas asiáticas fecharam em queda, repercutindo o clima de aversão ao risco antes do sinal de trégua.
Já Europa e os índices futuros de Wall Street inverteram o tom e passaram a subir, acompanhando a melhora no humor global.
O pano de fundo continua sendo a política monetária. Na semana passada, Federal Reserve, Banco Central Europeu e Banco da Inglaterra mantiveram os juros inalterados, em meio às incertezas trazidas pela guerra — e qualquer alívio no petróleo pode voltar a influenciar esse cenário.
No Brasil, com a agenda esvaziada, o mercado deve seguir a dinâmica externa. O destaque do dia é o Boletim Focus, o primeiro após o início do ciclo de cortes da Selic.
Ao longo da semana, ainda entram no radar a ata do Copom, o IPCA-15 de março e a coletiva do presidente do BC, Gabriel Galípolo.
Do lado das empresas, a temporada de balanços reserva os resultados da Movida (MOVI3) e Even (EVEN3), no Brasil, e Agibank, no exterior.
Lá fora, o calendário de indicadores traz dados do Japão, com destaque para inflação (CPI) e indicadores de atividade (PMIs).
Outros destaques Seu Dinheiro
BOBEOU NA CURVA
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AÇÕES
Veja 5 ações para buscar lucrar na bolsa e superar o Ibovespa nesta semana, segundo Terra Investimentos. No acumulado de 12 meses, a carteira semanal recomendada pela corretora subiu cerca de 68%, contra apenas 36% do Ibovespa.
CENÁRIO AGRO
Guerra no Irã favorece grãos e pesa sobre as carnes, diz BB Investimentos — onde investir agora? Entenda como o conflito no Oriente Médio afeta soja, milho e frigoríficos — e onde pode estar a oportunidade nesse cenário, segundo o banco.
OS DESTAQUES DA SEMANA
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CRIPTOATIVOS
Criptomoedas no vermelho: o que explica a queda do bitcoin (BTC) na semana passada? Bitcoin, ethereum e solana caem no acumulado de sete dias. Confira o desempenho das criptomoedas neste domingo (22) e entenda o que está por trás da performance.
EQUILIBRANDO VÁRIOS PRATOS
O preço de cuidar: como a rotina doméstica impacta o crescimento de negócios liderados por mulheres. Sobrecarga doméstica e falta de tempo influenciam decisões e gestão das empresas, ao mesmo tempo em que abrem espaço para novas oportunidades de atuação.
AS MAIS LIDAS DO SEU DINHEIRO
Greve dos caminhoneiros: o dia que parou o Brasil; a coincidência na Lotofácil e o ‘prêmio de consolação’ do Wagner Moura: As mais lidas do Seu Dinheiro. Greve dos caminhoneiros e incertezas sobre o diesel dominam o noticiário, enquanto coincidência rara na Lotofácil e “prêmio de consolação” milionário no Oscar completam a lista das mais lidas da semana no SD.
HISTÓRIA DE UM SABOR
Um dos doces de chocolate mais apreciados do mundo tem origem em uma guerra ocorrida há mais de dois séculos e hoje movimenta mais de R$ 30 bilhões por ano. Escassez de cacau na Europa no início do século 19 levou um doceiro piemontês a misturar avelãs moídas com a intenção de fazer o chocolate render. O resto é história.
CÂMBIO
Dólar: apesar da forte alta na sexta (20), moeda encerra a semana em queda, a R$ 5,3092; veja o que mexeu com o câmbio. Forte alta na sexta-feira não evitou recuo no acumulado da semana, em meio à guerra no Irã, à pressão do petróleo e à reprecificação dos juros nos Estados Unidos e no Brasil.
O QUE FAZER COM OS PAPÉIS?
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ENTENDA
Parceria bilionária: Helbor (HBOR3) e Cyrela (CYRE3) se juntam para projeto do Minha Casa, Minha Vida; veja detalhes. Negócio de R$ 1,5 bilhão marca entrada mais firme da Helbor no MCMV, com divisão de riscos e reforço de caixa ao lado da Cyrela.
ATENÇÃO, ACIONISTAS
Proventos na veia: Totvs (TOTS3) pagará R$ 104,2 milhões em juros sobre capital próprio (JCP); veja detalhes. Empresa aprovou o pagamento de proventos milionários aos acionistas. Confira quem tem direito à remuneração e quando o dinheiro deve cair na conta.
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LA Open em São Paulo: veja como assistir, quem joga, qual a programação e mais. Novo Challenger 100 acontece no Jockey Club de São Paulo; torneio recebe “lendas do tênis” em partidas amistosas e brasileiros na chave principal.
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