O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Brasil tem frustrado expectativas, mas gradualismo da política monetária dos países desenvolvidos pode recolocar emergentes no jogo em 2022
Ao passo em que nos aproximamos do final do ano, mais e mais investidores começam a se fazer a seguinte pergunta: o que acontecerá em 2022?
Considerando isso, nas próximas semanas veremos diversos bancos de investimentos, casas de análises e gestores de patrimônio publicando suas principais expectativas para a próxima janela de oportunidades, fazendo previsões para o crescimento econômico e descrevendo as possíveis trajetórias para os ativos financeiros.
Por enquanto, entre as previsões destaca-se um sentimento acima da média de incerteza.
O contexto pós-pandêmico, confesso, tornou o exercício particularmente difícil para os financistas, como este que vos escreve.
Por exemplo, as projeções para 2020 e 2021 tiveram que ser descartadas rapidamente, à medida que os países fechavam e abriam suas economias, enquanto um nível sem precedentes de estímulos era injetado nos mercados.
Agora, entendo que as próximas temáticas guardam relação com a inflação, a política monetária dos países desenvolvidos, o patamar de crescimento desregrado entre as diversas regiões do mundo e o ritmo de aceleração dos resultados corporativos.
Leia Também
Deixo claro que há um grau significativo de incerteza econômica ainda no radar dos investidores mais relevantes, especialmente no que diz respeito à alta dos preços e como os formuladores de políticas podem responder a ela.
Por exemplo, uma resposta muito agressiva pode ser demasiadamente prejudicial para uma economia em recuperação e igualmente danoso para os ativos financeiros.
Sobre este tema, meu entendimento é semelhante ao de alguns economistas. Nos países desenvolvidos, como nos EUA, em que a inflação encontrou em sua última divulgação o ponto mais alto em 30 anos, acredito ser válido uma desaceleração, ainda permanecendo acima da meta de 2% ao ano da autoridade monetária.
Ou seja, a realidade da inflação, embora normalize, será diferente dos últimos dez anos. Isso serve para a Europa e outras regiões também relevantes do globo.
Aceitar essa nova realidade, que é acompanhada de mais crescimento econômico, será fundamental para que tenhamos uma abordagem mais gradual em relação ao aperto monetário subsequente (juros mais altos nos EUA apenas entre o final de 2022 e o início de 2023).
Contudo, as restrições recentes de oferta (gargalos nas cadeias de suprimentos) que prejudicaram o crescimento e elevaram a inflação em 2021 podem facilmente persistir ou piorar.
Em tal cenário, teríamos um crescimento mais fraco e uma inflação mais alta. Consequentemente, a julgar pelas comunicações dos bancos centrais, haveria aperto mais agressivo da política, com o Fed, por exemplo, aumentando as taxas de juros no início da segunda metade do próximo ano.
Acredito que este último contexto ilustrado seja de menor probabilidade, mas não impossível. Entendo que tais restrições de oferta, de bens e do mercado de trabalho, podem voltar ao normal mais rapidamente do que o esperado. Assim, o mundo deve entregar um crescimento da ordem de 4,5% no ano que vem.
Na tabela abaixo, produzida pelo Goldman Sachs, podemos verificar algumas expectativas de crescimentos para os países mais relevantes do mundo.
Note que o Brasil deverá se frustrar bastante em termos de crescimento no ano que vem, depois de crescer algo como 5% em 2021 (já abaixo da média global de 5,9%).
Em grande parte isso se deve a uma política monetária mais apertada do que a média, em resposta à recente desancoragem de expectativas inflacionárias.
Se fizermos a lição de casa, o descompasso pode ser de fato algo esporádico, corrigindo nossa rota já em 2023, tendo em vista o nível de investimento contratado para os próximos anos.
O curto e médio prazo não parecem ser tão interessantes para investimentos no Brasil, mas isso parece que foi demasiadamente no preço também, o que nos tornou bastante baratos.
Desse modo, hoje embutimos um desconto que entendo ser exacerbado, mesmo para perspectivas de crescimento modestas. Em outras palavras, vale a pena ter ativos brasileiros.
Tudo isso, claro, feito sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco, e a devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas.
Além disso, ainda há espaço para mercados emergentes derivado do crescimento chinês.
Se a China conseguir sustentar uma oferta robusta, todos os mercados emergentes terão a possibilidade de serem reaquecidos, até mesmo porque todo o universo de emergentes se mostra descontado, contando com pouca alocação dos principais investidores do mundo.
No gráfico abaixo, também do Goldman Sachs, conseguimos ver algumas coisas interessantes.
De fato, um dos pontos-chave a considerarmos é o fato de que a volatilidade das ações chinesas permaneceu bastante elevada. Basicamente, as pessoas ainda temem as ações chinesas, o que pode gerar maior lentidão em obter retornos em mercados emergentes.
Entretanto, se considerarmos o gradualismo da política monetária dos países desenvolvidos, entendo que investimento em mercados emergentes, como o Brasil, pode ser um jogo em 2022.
Numa segunda-feira qualquer em dezembro, taças ao alto brindam em Paris. Estamos no 9º arrondissement das Galerias Lafayette, a poucas quadras do Palais Garnier. A terra do luxo, o templo do vinho. Mas, por lá, o assunto na boca de todos é o Brasil. Literalmente. O encontro marcou o start do recém-criado projeto Vin du Brésil, iniciativa que […]
Expansão de famosa rede de pizzarias e anúncio de Trump também são destaque entre os investidores brasileiros
O estrangeiro está cada vez mais sedento pelos ativos brasileiros, e o fluxo que tanto atrapalhou o Ibovespa no passado pode finalmente se tornar uma fonte propulsora
Veja por que o BTG Pactual está transformando FIIs em fiagros, e qual a vantagem para o seu bolso; a bolsa brasileira também irá reagir após o recorde de ontem na Super Quarta e a dados dos EUA
Por isso, deveríamos estar preparados para um corte da Selic nesta SuperQuarta — o que, obviamente, é muito diferente de contar com isso
Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central, explica por que a Selic não deve começar a cair hoje; confira a entrevista ao Seu Dinheiro
A primeira Super Quarta do ano promete testar o fôlego da bolsa brasileira, que vem quebrando recordes de alta. Alianças comerciais e tarifas dos EUA também mexem com os mercados hoje
A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic inalterada, mas seja mais flexível na comunicação. Nos EUA, a coletiva de Jerome Powell deve dar o tom dos próximos passos do Fed.
Metais preciosos e industriais ganham força com IA, carros elétricos e tensões geopolíticas — mas exigem cautela dos investidores
Sua primeira maratona e a academia com mensalidades a R$ 3.500 foram os destaques do Seu Dinheiro Lifestyle essa semana
Especialistas detalham quais os melhores mercados para diversificar os aportes por todo o mundo
Foque sua carteira de ações em ativos de qualidade, sabendo que eles não vão subir como as grandes tranqueiras da Bolsa se tivermos o melhor cenário, mas não vão te deixar pobre se as coisas não saírem como o planejado
A disputa entre títulos prefixados e os atrelados à inflação será mais ferrenha neste ano, com o ciclo de cortes de juros; acompanhe também os principais movimentos das bolsas no Brasil e no mundo
No ritmo atual de nascimentos por ano, a população chinesa pode cair para 600 milhões em 2100 — menos da metade do número atual
Evento do Seu Dinheiro tem evento com o caminho das pedras sobre como investir neste ano; confira ao vivo a partir das 10h
Mercado Livre e Shopee já brigam há tempos por território no comércio eletrônico brasileiro, mas o cenário reserva uma surpresa; veja o que você precisa saber hoje para investir melhor
A presença de Trump em Davos tende a influenciar fortemente o tom das discussões ao levar sua agenda centrada em comércio e tarifas
Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida
O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje
A Eucatex é uma empresa que tem entregado resultados sólidos e negocia por preços claramente descontados, mas a baixa liquidez impede que ela entre no filtro dos grandes investidores