Um santo remédio para as bolsas globais e outros destaques do dia
Já se passaram 18 meses desde que a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o coronavírus uma pandemia. Nesse meio tempo, vacinas foram criadas, testadas, aprovadas e mais de 6 bilhões de doses de imunizante foram administradas globalmente — o que representa 45% da população mundial com pelo menos uma aplicação. Embora nossos comércios, indústrias […]

Já se passaram 18 meses desde que a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o coronavírus uma pandemia. Nesse meio tempo, vacinas foram criadas, testadas, aprovadas e mais de 6 bilhões de doses de imunizante foram administradas globalmente — o que representa 45% da população mundial com pelo menos uma aplicação.
Embora nossos comércios, indústrias e fronteiras sigam em processo de reabertura, o vírus está longe de ser derrotado. A variante delta, por exemplo, assusta. Mais transmissível, principalmente entre os não vacinados, a ameaça de um retorno das medidas de isolamento social tem pairado sobre os mercados, muitas vezes limitando o impacto da recuperação das economias.
Se no passado comemoramos o avanço da criação das vacinas, hoje foi dia de o mercado financeiro celebrar o que pode ser um possível remédio contra a doença. A farmacêutica Merck anunciou que o molnupiravir “reduziu significativamente” os riscos de hospitalização e morte causadas pelo coronavírus.
As ações da companhia saltaram e puxaram novamente os setores mais atingidos pela pandemia, o que garantiu um dia de alívio para Wall Street, desviando a atenção dos indicadores que mostram uma aceleração da inflação americana, em uma semana recheada de índices fortes da atividade do país.
As bolsas americanas começaram o mês de outubro com altas superiores a 1%. E o Ibovespa acompanhou o movimento. Depois de cair mais de 6% em setembro — com o peso dos conflitos político-fiscais e a incerteza em torno da saúde financeira da incorporadora chinesa Evergrande — o principal índice da B3 começou outubro no azul, com uma alta de 1,76%, aos 112.899 pontos. Na semana, o recuo foi de 0,34%.
O dólar à vista acompanhou o bom humor e caiu perante as principais divisas, seguindo o alívio visto nos juros americanos. Por aqui, a moeda americana fechou o dia em queda de 1,42%, aos R$ 5,3691, num avanço de 0,47% na semana.
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COM O PÉ DIREITO
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'BOLSA' DE ATIVOS DIGITAIS
Te cuida, B3? Vórtx e QR Capital vão criar exchange de valores mobiliários digitais em blockchain com a bênção da CVM. Nova “bolsa” permitirá a negociação de ativos tradicionais, como debêntures e cotas de fundos, na forma de tokens, versões digitalizadas desses ativos.
PESANDO NO BOLSO
Etanol fecha setembro com nova alta e está 43% mais caro desde janeiro. Álcool registrou a maior alta entre todos os tipos de combustíveis no último mês, segundo levantamento da Ticket Log. Veja as variações dos preços do etanol e da gasolina nas diferentes regiões do país.
NA ONDA DO METEORO
Economia resiste, mas integrantes do governo defendem que PEC dos precatórios inclua mais uma rodada do auxílio emergencial. A medida acompanha também as discussões de como tirar do papel o Auxílio Brasil, nova política social sucessora do Bolsa Família.
PREÇOS EM ALTA
Visão de que inflação seria temporária já foi ultrapassada no mundo, diz presidente do Banco Central. No início do processo de alta dos preços, o BC indicou que considerava o choque temporário. A visão, porém, acabou mudando com a persistência da inflação.
PLANO A
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