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Não sei vocês, mas desde que a pandemia de coronavírus começou, minha vida e rotina mudaram tanto, que tem estado difícil fazer planos para o futuro e ter boas perspectivas, do ponto de vista pessoal e social.
Entrei no modo “um dia de cada vez”, já que ainda não temos uma data certa de quando as coisas vão realmente voltar ao normal. Tenho certeza que muita gente por aí também se sente assim.
No mercado local, ao menos no curto prazo, não tem sido diferente. A cada celebração por algum nó que se desata se segue um clima de cautela com a próxima preocupação.
Depois de comemorar a aprovação do uso emergencial de duas vacinas pela Anvisa, o mercado brasileiro passou a se inquietar com a logística de vacinação.
O pano de fundo da incerteza nova é uma incerteza antiga: o risco fiscal. Quanto mais a vacinação demorar, mais provável a necessidade de o governo lançar mão do auxílio emergencial mais uma vez. Afinal, conseguiremos ou não manter o teto de gastos?
Com o assunto “aprovação de vacina” fora do caminho, o mercado também pôde passar a se preocupar com o próximo grande tema da política nacional: a eleição para a presidência da Câmara, outro tópico que ameaça as contas públicas.
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Para completar, uma queda na popularidade do presidente Jair Bolsonaro também pode atuar como combustível para medidas populistas que pesem no lado fiscal.
Com tudo isso em mente, hoje a bolsa fechou em baixa, puxada pelas empresas de commodities, e o dólar subiu, na contramão do otimismo externo. A Jasmine Olga detalha todas essas questões na nossa cobertura de mercados.
• A tese de investimento da Petrobras para 2021 ganhou ainda mais força recentemente com a alta prevista para o barril do petróleo no ano, levando os analistas do Credit Suisse a ajustarem suas previsões para a companhia. Saiba mais.
• A XP Investimentos iniciou a cobertura da petroleira especializada em recuperação de campos maduros 3R Petroleum com uma recomendação de compra para as ações. Para os analistas da corretora, a empresa está reescrevendo o futuro dos campos maduros de petróleo no Brasil.
• De olho nas fintechs com capital aberto, os analistas do Goldman Sachs analisaram os papéis de PagSeguro, Stone, XP e Banco Inter, recomendando a compra de três dessas ações e a venda de uma. Saiba mais detalhes nesta matéria.
• A IMC, operadora da rede de fast food KFC no Brasil, foi denunciada pela empresa americana por quebra de contrato. A notícia derrubou as ações da brasileira na B3. Entenda o caso.
•A C&A anunciou uma parceria com o Enjoei, para ter uma vitrine especial dos itens da sua marca no brechó on-line. As peças farão parte do acervo do Enjoei, que cuidará da curadoria, promoção e logística de entrega.
• A Cyrela lançou 25 empreendimentos no quarto trimestre de 2020, totalizando R$ 2,873 bilhões, um aumento de 106% na comparação anual. Esse e outros números impressionaram os analistas que cobrem os papéis da empresa. Leia mais.
• O Inter contratou Felipe Bottino para a área de investimentos do banco, em um esforço para avançar na disputa entre bancos e corretoras. O executivo é um nome importante no mercado, com passagem pela Pi Investimentos, do Santander.
• O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse que não haverá prejuízo se a análise do projeto de lei de privatização da Eletrobras ficar para o segundo semestre de 2021. O texto, uma das prioridades do governo federal, foi enviado ao Congresso em 2019, mas não avançou.
• O Felipe Miranda volta no texto de hoje a falar sobre empresas de tecnologia que estrearam recentemente na bolsa e cita possibilidade de nós, como pessoas físicas, termos uma mentalidade de private equity. Entenda o que ele quer dizer.
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