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Enquanto isso, o presidente da República deve se reunir com líderes dos três poderes para decidir rumos da pandemia
Hoje será um dia decisivo para o governo do presidente Jair Bolsonaro. A tão esperada reunião dos Poderes, que terá presentes ministros, ex-ministros, governadores, procuradores e líderes do Congresso e Supremo ocorre agora pela manhã desta quarta-feira (24).
Essa reunião já estava marcada no final da semana passada, mas dois fatores devem pesar ainda mais. O primeiro, o pior dia da pandemia no Brasil, quando mais de 3 mil vidas foram ceifadas pela covid-19. O segundo, o pronunciamento do presidente em rede nacional ontem pela noite, que foi acompanhado por panelaços e declarações falsas e distorcidas sobre o combate à pandemia.
Apesar da expectativa, os líderes do Congresso e do Supremo veem essa reunião com certo ceticismo, após, na segunda-feira (22), Bolsonaro afirmar que não precisa alterar sua política de combate à pandemia. Entretanto, os integrantes pretendem dar o tom de “ponto final” na paciência das instituições para com o presidente, e devem cobrar medidas concretas contra a covid-19.
Enquanto esperamos maiores detalhes sobre a reunião, veja o que mais é destaque para esta quarta-feira (24):
O Ibovespa encerrou o dia sem boas notícias para repercutir, e fechou em queda de 1,49%, aos 113.261 pontos. O dólar à vista chegou a recuar quase 1%, mas encerrou a sessão apenas com uma leve queda de 0,04%, a R$ 5,515.
O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou ontem a parcialidade do juiz Sérgio Moro no caso do triplex do Guarujá do ex-presidente Lula. Com isso, o processo foi suspenso e terá que começar do zero.
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O julgamento foi o motivo pelo qual Lula ficou preso por mais de um ano. Com isso, outros casos julgados por Sérgio Moro também podem ser anulados com base nessa decisão, como outros casos da Lava Jato, entre eles, do sítio de Atibaia, que transformou o ex-presidente em réu.
Do ponto de vista do investidor internacional, esse tipo de ação do STF traz insegurança jurídica ao país, em que decisões podem ser alteradas mesmo depois de concluídas. O ex-presidente Lula é um dos candidatos esperados para 2022 em oposição ao governo Jair Bolsonaro e a decisão pode reforçar a narrativa de sua base de apoiadores.
O presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano) e a Secretária do Tesouro, Janett Yellen, devem falar ao Senado dos EUA no fim da manhã de hoje. Eles têm dado explicações aos representantes do legislativo sobre a política da instituição financeira desde ontem (23), quando falaram à Câmara.
Powell disse avaliar que a recuperação da economia "progrediu mais rapidamente do que o esperado, e parece estar se fortalecendo". Mas ações de setores associados à perspectiva de recuperação da economia tiveram perdas, com preocupações com preocupações de uma nova onda de covid-19.
As bolsas da Ásia fecharam em baixa, com um maior temor de uma terceira onda de covid-19. A China retirou seus embaixadores de países Europeus, além de Canadá e Estados Unidos, em um movimento de reação contra as sanções econômicas impostas por eles. Confira como fecharam os principais índices:
Na Europa, o aumento de casos também aumentou o risco de paralisação da retomada econômica, e também operam em baixa. Por volta das 8h30, os principais índices se comportavam da seguinte forma:
Já em Nova York, os principais índices futuros apontam para um dia de ganhos na manhã de hoje. No mesmo horário, eles operavam da seguinte forma:
Confira os principais destaques para o dia de hoje:
Após o fechamento, as empresas Equatorial e JBS devem divulgar seus balanços.
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