Investidores amanhecem cautelosos após decisão do BC de retirar o forward guidance
Além disso, o mercado aponta seus holofotes para a decisão da taxa de juros da Europa e os pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos.

Depois da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que decidiu manter a taxa Selic em 2% ao ano e retirar o forward guidance, os investidores amanhecem cautelosos, digerindo a decisão dos diretores do BC e apontando seus holofotes para a decisão da taxa de juros do Banco Central Europeu (BCE) e os pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos.
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Brasília também deve estar no radar, com o mercado dando atenção a possíveis movimentações de Jair Bolsonaro para aumentar sua popularidade via gastos públicos e a eleição na Câmara dos Deputados, que se aproxima.
Por volta das 08h20, os índices futuros norte-americanos operavam em alta. As principais praças europeias estão operando de forma mista, registrando desde -0,41% a 0,25%.
Repercussão da decisão do Copom
A notícia que deve dar o tom do dia no mercado é a decisão do Banco Central de manter a Selic em 2% ao ano. Ontem, o Copom decidiu também derrubar o forward guidance.
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O mercado majoritariamente esperava que o BC mantivesse a Selic em 2%. A expectativa no caso vinha nas entrelinhas, com o forward guidance - que indicava que a taxa permaneceria baixa por um longo tempo.
O Comitê disse que a retirada do instrumento não implica mecanicamente uma elevação da taxa de juros. Para o Copom, a conjuntura econômica continua a prescrever estímulo "extraordinariamente elevado frente às incertezas quanto à evolução da atividade".
Segundo o Copom, as próximas decisões dependerão da análise usual do balanço de riscos para a inflação prospectiva.
Após dificuldades encontradas pela vacinação em larga escala no País, o otimismo deu lugar à cautela. O Ibovespa registrou queda de 0,82%, aos 119.646,40 pontos. O dólar, por sua vez, terminou o dia em queda de 0,63%, a R$ 5,3118.
Passou o ponto
Donald Trump passou raiva e vexame, mas no fim, passou o ponto. A Casa Branca tem um novo morador e ele é o presidente Joe Biden, juntamente com sua vice-presidente, Kamala Harris.
Em seu discurso de posse, Biden confirmou tudo o que o mercado esperava: reafirmou seu compromisso com a democracia e com o combate da covid-19, o que inclui o pacote de US$ 1,9 trilhão e um esforço de ampliação da campanha de vacinação no país.
Além disso, Janet Yellen, ex-presidente do Federal Reserve e que assume o Tesouro americano, discursou na terça-feira no Congresso e também confirmou os acenos para estímulos maiores.
O Nasdaq e o S&P 500 chegaram a marcar novos recordes intraday, enquanto o Dow Jones também flertou com as novas máximas. Contudo, no Brasil, ficamos fora da festa.
Agenda do dia
A agenda desta quinta traz a divulgação das decisões de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) às 09h45 e do Banco do Japão (BoJ) às 20h30.
Destaque ainda para indicadores de auxílio-desemprego e construção de moradias nos Estados Unidos, ambos às 10h30.
No Brasil, o Tesouro faz leilão de títulos prefixados às 11h.
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