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Com o exterior negativo, o movimento de aversão ao risco se acentua nesta quinta-feira (19) no Ibovespa
Em meio a uma preocupação com a desaceleração da economia global e o avanço da variante delta, os sinais de que o Federal Reserve deve de fato reduzir sua política de estímulos monetários preocupa os investidores nesta quinta-feira (19). Durante a madrugada, os índices asiáticos fecharam em queda e as bolsas americanas amanheceram com perdas — o que impede que o Ibovespa se recupere totalmente das quedas recentes.
O noticiário local é fraco, mas existe muita tensão no ar ainda vindo de Brasília. Depois de chegar a cair abaixo dos 115 mil pontos, a bolsa brasileira agora pega carona com a melhora de humor em Nova York e sobe Por volta das 15h40, o Ibovespa subia 0,19%, aos 116.863 pontos. Esse desempenho encerra uma sequência de três quedas consecutivas.
O setor de commodities está mais uma vez sob pressão e impacta negativamente a bolsa brasileira hoje. O minério de ferro negociado em Qingdao, na China, teve uma queda de mais 13%, recuando ao menor nível desde 30 de novembro de 2020. A notícia impacta principalmente empresas como a Vale e as siderúrgicas.
Pesando as incertezas fiscais e o início da redução dos estímulos, o dólar à vista avança 0,45%, a R$ 5,3993, longe da máxima do dia. Depois de alguns dias de alta intensa, o mercado de juros parece se acomodar e opera em leve queda nos principais vencimentos. Os investidores também repercutem a participação do presidente do Banco Central brasileiro, Roberto Campos Neto, em evento.
O chefe do BC voltou a adotar uma postura rígida ao falar sobre a ancoragem das expectativas para a inflação dos próximos anos, mas se mostrou mais otimista com relação à situação fiscal do país. Durante a fala, os principais contratos de DI aceleraram a queda, o que beneficia a bolsa. Confira as taxas do dia:
Depois de apresentar dados sólidos no último trimestre, as perspectivas para a rede de atacarejo Assaí são positivas. A XP Investimentos, que tem uma recomendação de compra para os papéis, vê potencial de até 44% de alta para a companhia.
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Confira as maiores altas do dia:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VAR |
| ASAI3 | Assaí ON | R$ 17,54 | 5,28% |
| TOTS3 | Totvs ON | R$ 36,39 | 5,17% |
| WEGE3 | Weg ON | R$ 34,99 | 4,20% |
| LWSA3 | Locaweb ON | R$ 23,51 | 4,03% |
| ENEV3 | Eneva ON | R$ 15,94 | 3,98% |
Com o forte tombo do minério de ferro, as ações do setor de materiais básicos têm mais um dia de queda expressiva na bolsa. Além disso, pesa a leitura de desaceleração da economia global. Confira também as maiores altas:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| CSNA3 | CSN ON | R$ 37,09 | -5,55% |
| BRAP4 | Bradespar PN | R$ 63,33 | -5,45% |
| VALE3 | Vale ON | R$ 98,48 | -4,77% |
| USIM5 | Usiminas PNA | R$ 17,29 | -4,53% |
| YDUQ3 | Yduqs ON | R$ 24,28 | -4,48% |
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