O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Entre mortos e feridos, um tipo específico de FIIs tem conseguido fazer frente aos ruídos políticos e fiscais que contaminam o mercado em 2021
Quem escreveu o roteiro do mercado financeiro neste ano não estava para brincadeira. Na trama da batalha pela rentabilidade, a pandemia foi antagonista da temporada — e outros vilões, como os ruídos políticos e fiscais e a reabertura fraca, se juntaram ao enredo.
Como parte do elenco principal, os fundos de investimento imobiliários (FIIs) não deixaram de ser afetados pelo pano de fundo negativo e, com o vilão particular que é o ciclo de alta da taxa básica de juros (Selic), sofrem duras baixas no combate.
O IFIX, índice que mede o comportamento dos fundos mais negociados na Bolsa, recuou 3,64% em novembro e acumula perdas de 10,16% em 2021. Apesar de ter esboçado uma reação no início deste mês, com poucos dias restantes antes da chegada de 2022 é improvável que o índice inverta o sinal ainda este ano.
Mas, entre mortos e feridos, um tipo específico de FIIs tem conseguido fazer frente aos adversários. Enquanto todos os segmentos sucumbem à batalha, os fundos de recebíveis imobiliários garantem uma valorização de 4,84% neste ano. Veja abaixo a rentabilidade acumulada:
| Segmento | Rentabilidade em 2021 |
| Recebíveis imobiliários | +4,84% |
| Híbridos | -4,92% |
| IFIX | -10,16% |
| Outros | -16,23% |
| Logístico/Industrial | -16,76% |
| Escritórios | -18,99% |
| Shoppings/Varejo | -19,36% |
| Fundos de fundos | -20,93% |
A explicação para o sucesso está ligada às armas que os FIIs de recebíveis imobiliários (CRI) escolhem na hora de partir para a conquista da valorização. Como são fundos de papel — ou seja, ativos que investem em títulos de renda fixa relacionados ao mercado imobiliário — eles formam uma aliança improvável com a Selic crescente.
A taxa básica de juros brasileira está em um novo ciclo de aperto, promovido pelo Banco Central na tentativa de conter a inflação, e fica cada vez mais poderosa: já são sete elevações consecutivas e a Selic já está no maior patamar em quatro anos.
Leia Também
A união é possível porque a rentabilidade dos CRIs está normalmente atrelada a indexadores que se alimentam desse cenário um tanto quanto caótico, como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) e o Certificado de Depósito Interbancário (CDI).
Por isso, não é surpresa que um dos membros dessa classe de ativos seja a recomendação preferida das corretoras para o último mês de 2021.
Com indicações de três corretoras, o Mauá Capital Recebíveis Imobiliários (MCCI11) desbancou o VBI CRI (CVBI11), que dominava a primeira posição do pódio há quatro meses.
Já a segunda posição ficou mais movimentada e mostra que, apesar das dificuldades, os analistas também enxergam oportunidades em outros segmentos de FIIs.
Cinco fundos diferentes garantiram um lugar entre os preferidos de duas corretoras cada, e ficaram com a medalha de prata. São eles: Bresco Logística (BRCO11), CSHG Real Estate (HGRE11), Hedge Brasil Shopping (HGBS11) TRX Real Estate (TRXF11) e Valora RE III (VGIR11).
Confira a seguir os três fundos preferidos de cada corretora entre os indicados nas suas respectivas carteiras recomendadas para novembro:
Entendendo o FII do Mês: todos os meses, o Seu Dinheiro consulta as principais corretoras do país para descobrir quais são suas apostas para o período. Dentro das carteiras recomendadas, normalmente com até 10 fundos imobiliários, os analistas indicam os seus três prediletos. Com o ranking nas mãos, selecionamos os que contaram com pelo menos duas indicações.
Que o último campeão do ano na seleção de FIIs do Seu Dinheiro seria um fundo ligado a recebíveis imobiliários já dava para imaginar. Mas as apostas se concentravam no VBI CRI, medalha de ouro por quatro vezes consecutivas.
Mas, em dezembro, o CVBI11 não chegou nem perto do pódio e, com apenas uma indicação, viu o primeiro lugar entre os favoritos das corretoras passar para o Mauá Capital Recebíveis Imobiliários (MCCI11). O fundo permaneceu no top 3 da Genial Investimentos e estreou entre as indicações principais de Guide e Santander neste mês.
Com 27 Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e 10 fundos de CRI no portfólio, o MCCI11 traduz bem a estratégia de se aliar à Selic e à inflação - dois dos maiores pesadelos para o mercado imobiliário - para surfar a alta dos juros.
Para se ter uma ideia do impacto das taxas, 76% do fundo é composto por ativos ligados ao IPCA e outros 6% ao CDI — que costuma acompanhar de perto as variações da Selic —, com taxa média de inflação +6,5% e CDI +3,7%.
Com essa composição ele garantiu uma alta de 0,7% no mês passado. Apesar de modesto, o percentual vale muito quando confrontado com a queda de 3,64% do IFIX.
Outro ponto forte destacado pelas corretoras é a diversificação da carteira, com alocação em segmentos mais resilientes, como o logístico e o comercial. Essa qualidade permitiu que o fundo atravessasse o auge da pandemia de covid-19 com 100% de adimplência, conforme ressalta o Santander.
A alocação mais recente do FII foi de R$ 330 milhões no CRI WT Morumbi, utilizando recursos de sua 5ª emissão de cotas. “O fundo ainda possui recursos em caixa que, em nossa visão, devem continuar sendo alocados rapidamente com excelentes retornos ao cotista”, diz a Genial Investimentos.
Além do portfólio estratégico, o Santander destaca o potencial de remuneração do MCCI11 e traz boas notícias para quem gosta de ver os rendimentos pingando na conta com frequência. “Estimamos um yield [indicador que mede o rendimento de um ativo a partir do pagamento de dividendos] atrativo de 11,5% nos próximos 12 meses".
Mais um mês difícil para o setor, mais uma tabela cheia de sinais negativos para o desempenho dos fundos recomendados em novembro.
Nem o campeão do mês passado, o VBI CRI, se salvou da avalanche de notícias ruins e recuou 3,75%. Mas, mesmo assim, passou longe das maiores quedas do período, que chegaram a mais de 14%.
Entre as menções honrosas, quem se deu melhor foi o Kinea Índice de Preços (KNIP11), que ficou entre os únicos três FIIs a registrarem ganhos, com alta de 0,62%. Veja na tabela a seguir o desempenho de todos os fundos dos top 3 das corretoras em novembro:
Antes de sair, confira três ações promissoras da bolsa no vídeo abaixo e inscreva-se no canal do Seu Dinheiro para mais conteúdos exclusivos sobre investimentos:
Segundo o banco de investimentos, o cenário macro mais favorável coloca o Brasil em evidência
Levantamento com assessores indica que apetite por risco permanece inalterado, com o sentimento pelo Ibovespa deteriorando na margem
Companhia inicia campanha de perfuração e aproveita cenário externo turbulento para ganhar tração no Ibovespa
Os mercados começaram a semana sob tensão geopolítica, com guerra no Oriente Médio elevando o preço do petróleo e dividindo investidores, enquanto falas de Galípolo reforçam cautela do BC
De acordo com o FII, a operação, que ainda depende do cumprimento de condições precedentes, com expectativa de fechamento até o fim de abril
Itaú BBA fez uma lista de ações que ganham e que perdem com a popularização do medicamento; confira o ranking
Do Caged ao Payroll, a semana será de temperaturas elevadas para a economia global; saiba como os indicadores e as tensões no Oriente Médio mexem com o seu bolso
Com o petróleo em alta e um carry trade atrativo, o BofA Securities aposta na moeda brasileira; confira os alvos da operação e como o cenário eleitoral pode ditar o ritmo do câmbio
Analistas se debruçaram sobre as diferenças das ações de shoppings e afirmam que a qualidade dos portfólios justifica o patamar de preços de cada papel
O setor caminha para uma redução no número de fundos imobiliários e um foco em veículos maiores, mais robustos e líquidos
Data máxima para investir nas ações da B3 e ter direito ao pagamento se aproxima; confira o valor por ação e o calendário para a renda extra cair na conta
Companhia reporta lucro de R$ 125 milhões no ano passado após prejuízo bilionário em 2024, enquanto resultado ajustado aponta perda de R$ 4,3 bilhões; veja os números
Durante evento FII Experience, gestores dizem que o mercado ainda não percebeu os valores patrimoniais desses ativos, que seguem descontados na bolsa
Apesar da fuga de US$ 44 bilhões dos emergentes, país atrai capital e pode se beneficiar quando o cenário virar; veja onde investir, segundo o banco
Em painel do evento Imersão Money Times, especialistas apontaram que a correção recente no mercado de IA abriu espaço para novos investimentos; veja como se expor
Movimento do dia vai além do noticiário da estatal — e ajuda a explicar o comportamento do setor
O empreendimento está localizado em Pernambuco e, atualmente, é ocupado por apenas uma inquilina
Companhias em recuperação judicial ou cujo preço dos ativos é inferior a R$ 1,00 (penny stock) não são elegíveis, por exemplo
Na semana passada, a Allos recebeu, pela primeira vez, o rating AAA.br da Moody’s Local Brasil, com perspectiva estável;; a nota máxima indica que a companhia possui extrema solidez financeira e baixo risco de crédito
Desde o início do ano, o papel da holding já saltou 17% — acima do Ibovespa, que sobe 13,7% em 2026