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Troca de comando deve causar “queda drástica” nos papéis da petroleira e contaminar outras estatais de grande peso para a bolsa brasileira
Hoje não tenho razões para não ir direto ao ponto. Os próximos dias devem ser de tensão para a bolsa brasileira, principalmente para as ações da Petrobras e outras estatais. A crise também deve respingar no dólar e no mercado de juros futuros — ruim para quem títulos prefixados e atrelados à inflação no Tesouro Direto.
As projeções davam conta de que a semana já não seria fácil, com a falta de definição sobre o auxílio emergencial pairando sobre o mercado e levantando dúvidas sobre a saúde fiscal do país. Além disso, temos uma semana pesada, cheia de balanços corporativos pela frente.
Agora, com a ameaça de rompimento definitivo do presidente Jair Bolsonaro com a agenda liberal, as coisas devem ser ainda mais complicadas.
Na semana passada, tivemos apenas três dias de negociações, mas muita tensão. Além das questões que envolvem o auxílio emergencial e que mais uma vez foram adiadas, o descontentamento do presidente Jair Bolsonaro com o novo reajuste nos preços dos combustíveis tomou proporções inimagináveis.
Tomando as dores do consumidor final (e da classe dos caminhoneiros, que vira e mexe ameaça com a possibilidade de greve), o presidente ameaçou e disse que uma grande mudança estava por vir na estatal e que a fala do presidente da companhia, Roberto Castello Branco, sobre a Petrobras não ter nada a ver com os caminhoneiros, teria consequências.
Foi o suficiente para trazer à tona o temor da intervenção de Bolsonaro na estatal e a ação caiu 7% no pregão de sexta-feira. Com grande peso no índice, o desempenho negativo da companhia levou o Ibovespa a recuar 0,84% na semana.
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O mercado não vê com bons olhos o uso de estatais para fins políticos e, durante os dois primeiros anos do governo atual, sempre vivemos reagindo aos ruídos gerados pelo presidente envolvendo os comandos e ações tomadas pelas empresas estatais com capital aberto na bolsa, mas ele nunca tinha de fato dado um passo maior que a perna. Até a noite da sexta-feira.
O maior temor dos mercados realmente aconteceu e Bolsonaro fez uma intervenção. O presidente utilizou o Twitter para anunciar que o governo fará a indicação de um novo nome para o comando da Petrobras. O general e ex-ministro da Defesa Joaquim Silva e Luna, diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, foi o nome escolhido.
Se você quer ter uma ideia do que pode acontecer nos próximos dias, é só ver a reação dos papéis negociados em Nova York, que ainda operava no “after hours” quando o anúncio aconteceu. Os ADRs, títulos que replicam as ações da empresa em Wall Street, recuaram quase 10%, e o EWZ, principal ETF brasileiro negociado no mercado americano, recuou quase 4%.
A decisão final sobre quem comanda ou não a estatal não cabe ao presidente da República e sim ao conselho de administração da Petrobras, que tem a maioria dos membros indicados pelo governo, embora possuam independência de votos.
Uma reunião do conselho já estava marcada para a terça-feira (23) para decidir por mais um mandato do presidente Castello Branco antes de o Ministério das Minas e Energia solicitar a convocação de uma assembleia para apreciação do novo nome.
Ainda na sexta-feira, o analista Ilan Albertman, da Ativa Investimentos, disse que o julgamento sobre o indicado do governo ser ou não um bom nome para o comando da estatal é precipitado, mas na verdade é o movimento de interferência que conta mais.
“Eu acho que o nome é o de menos. A mensagem que se passa com esse processo é que o governo tem uma caneta na mão e uma caneta forte é muito ruim e tudo o que a Petrobras não precisava neste momento.”
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Carla Argenta, economista-chefe da CM Capital, aponta que uma das consequências do caso é que o mercado passa a questionar a disposição do poder executivo em não promover políticas populistas em detrimento da saúde da economia.
O momento é tentador para o uso de medidas que rendem popularidade no curto prazo, mas com efeitos negativos no longo prazo, diante da crise econômica com a pandemia do coronavírus — que está longe de acabar e preocupa com a disseminação de novas variantes.
Paulo Guedes, antes com imagem inabalável entre os investidores, não deve passar imune por mais essa turbulência. “Deve se questionar o poder que o ministro da economia tem dentro do governo, que mais uma vez terá que contornar uma medida que coloca a economia em segundo plano e a popularidade do presidente em primeiro”, completou a economista.
Segundo Ariane Benedito, economista da CM Capital Markets, o grande peso das ações da Petrobras na carteira teórica do Ibovespa faz com que o mercado fique sensível e o índice tenha dificuldade de se manter em alta.
A economista projeta uma linha de tendência máxima aos 120 mil pontos, com uma volatilidade que deve girar na faixa dos 117 mil e 119 mil pontos. “Com a instabilidade na governança corporativa da companhia, acredito que a força compradora movida pela desvalorização das ações vai ser pequena, logo, não é suficiente para inverter o cenário.”
A XP Investimento nem esperou a semana começar para rebaixar os papéis da Petrobras para venda, também revisando o preço-alvo. Segundo a corretora, "não há mais como defender" a companhia.
O economista-chefe da Apex Partners, Arilton Teixeira, destaca o quão prejudicial é uma política de preços em que a empresa absorva o custo para lidar com problemas que o governo tem os instrumentos para atacar com a realização de reformas para liberar recursos para o orçamento.
“Colocar uma pessoa submissa ao presidente da República como presidente da Petrobras significa dizer que ele não vai parar. Toda vez que a companhia quiser reajustar preço vai ter que pedir permissão.”
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E o medo das coisas não pararem por aí deve contaminar também os papéis das outras estatais brasileiras e que, assim como a Petrobras, possuem grande peso. “Onde passa um boi, passa uma boiada. O que garante que ele vai parar na Petrobras? Você tem a Caixa, o Banco do Brasil, Eletrobras, isso só citando as maiores”.
O medo do mercado agora é de que a gestão profissional dessas empresas, ponto defendido por Guedes e que parecia o caminho seguido até agora, seja abandonado em benefício de gestões com fins políticos.
No sábado, quando conversei com o economista da Apex, ele afirmou que “mesmo que Bolsonaro faça alguma mágica durante o fim de semana, uma queda drástica da Petrobras é esperada”.
Mas, ao contrário do que muitos desejavam e projetaram, o presidente não tentou aliviar a barra ao longo do fim de semana. Na verdade, gerou uma série de novos ruídos que devem pesar negativamente no mercado.
Durante a participação em evento no sábado (18), o presidente disse que mais mudanças virão por aí e indicou que, como governante, precisa trocar peças que não estão dando certo. O presidente ainda disse que “Vamos meter o dedo na energia elétrica, que é outro problema também.”
“Semana que vem deve ter mais mudança aí... E mudança comigo não é de bagrinho não, é tubarão.”
Antes da bomba da Petrobras explodir, outra pauta de Brasília se preparava para dominar os negócios: a aprovação e andamento da PEC Emergencial, que deve permitir a retomada do pagamento do auxílio emergencial sem que o teto de gastos fique comprometido.
O assunto, que já se arrasta há tempos, acabou ficando para depois do carnaval. Na volta do feriado, a pauta foi mais uma vez deslocada para “a semana que vem”.
Na semana passada, quando dúvidas começaram a surgir sobre o andamento das pautas econômicas no Congresso, o ministro Paulo Guedes se reuniu com as lideranças do Legislativo — incluindo Arthur Lira e Rodrigo Pacheco, presidentes da Câmara e do Senado — para garantir que os temas devem seguir como prioridade.
Pacheco prometeu que a PEC Emergencial será pautada nesta semana, com a votação esperada para ocorrer na próxima quinta-feira (25). Na sexta-feira (18), o senador Marcio Bittar apresentou uma versão do parecer do texto.
O deputado Arthur Lira utilizou a oportunidade para garantir que os trabalhos não seriam paralisados com a prisão do deputado Daniel Silveira, que, por ter imunidade parlamentar, precisaria da confirmação da Câmara para seguir preso.
Durante o fim de semana, Lira mais uma vez atuou como “bombeiro” do governo, afirmando que as mudanças mais significativas para a economia e com potencial de mudar o cenário ainda devem ocorrer.
Com o grave abalo que aconteceu entre o casamento de Bolsonaro com o mercado, será preciso mais que palavras para reconquistar a confiança. “Não adianta falar, na lama já caímos”, comenta o economista da Apex Partners, “agora é preciso resolver os problemas que todo mundo está esperando desde 2019 e que podem destravar a economia e liberar recursos para ajudar a população mais carente”.
Segundo Teixeira, o presidente precisa admitir o erro, se colocar disposto a pressionar o Congresso para a aprovação das reformas, garantir que novas intervenções não serão feitas e convencer com atos.
“Achar que isso vai acontecer? Não acho. Ele já mostrou que não ataca direitos corporativos, principalmente das bases que ele defende, como militares e o funcionalismo público.”
Brasília deve ser o centro das atenções, mas existe mais coisas acontecendo por aqui e que podem movimentar as notícias nos cenários corporativos.
Mais de 15 empresas do Ibovespa divulgam os seus números nos próximos dias. Mas, dadas as circunstâncias, todos os olhos devem se manter voltados para a Petrobras.
O mercado está de olho nos desdobramentos da crise política, mas o que se espera é que a companhia apresente dados sólidos que mostram uma recuperação diante da crise do coronavírus.
Mas ela não é a única empresa de peso que mostra os seus números. Vale, CSN e Weg também prometem movimentar os negócios. Confira nesta matéria o que esperar para os resultados.
Ainda no campo das notícias corporativas, outra novidade que deve balançar os investidores na próxima semana é a notícia de que a B2W (BTOW3) e as Lojas Americanas (LAME4) consideram e estudam uma fusão de suas operações, mas ainda sem valores definidos.
Fique atento também ao andamento das negociações entre Hapvida (HAPV3) e Intermédica (GNDI3). As companhias prometem novidades para o fim de fevereiro e começo de março.
Além de tudo, teremos uma semana cheia de indicadores importantes para medir o nível de recuperação das economias globais. Confira a agenda completa.
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