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O exterior positivo conseguirá manter a bolsa brasileira no azul? Confira
Tudo que é bom dura pouco. Assim foram as Olimpíadas, que fizeram os brasileiros entrarem no fuso horário de Tóquio, e a temporada de balanços, indo para seus dias finais. Confira os principais resultados desta terça-feira (03) clicando aqui.
As atenções do investidor brasileiro estão voltadas para Brasília, de onde saem os principais ruídos que interferem na bolsa. A instauração de um inquérito administrativo por parte do Supremo Tribunal Eleitoral (STE) contra Jair Bolsonaro deve aumentar a pressão em cima do presidente da República.
O envio da notícia-crime ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre supostas fraudes no sistema eleitoral e as constantes ameaças às eleições devem manter o presidente nas cordas. Enquanto isso, Paulo Guedes, ministro da Economia, deve participar de uma live sobre precatórios e é esperado algum comentário sobre os desdobramentos da reforma do Imposto de Renda.
Já Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, participa de outro evento online sobre a reforma administrativa. As tensões entre o Congresso e Bolsonaro devem atrasar os debates sobre as reformas estruturais, que precisam ser aprovadas em alguns meses, antes da eleição de 2022.
Como se não bastasse, o dado forte do dia fica para a produção industrial brasileira, divulgada ainda nesta manhã pelo IBGE. A mediana das expectativas ficou em 0,15% de crescimento, de acordo com os especialistas ouvidos pelo Broadcast.
No pregão de ontem, o Ibovespa conseguiu encerrar o dia no azul e manter os 122 mil pontos. Mas a terça pré-Copom pode injetar cautela nos mercados e segurar a bolsa no dia de hoje.
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Confira o que mais deve movimentar os mercados:
O teto de gastos está na mira do presidente da República, Jair Bolsonaro. Com a popularidade em baixa, Bolsonaro pretende trazer um “pacote de bondades”, que incluem aumento do valor máximo do Bolsa Família para R$ 300 e ajuda de R$ 500 para a qualificação de jovens no trabalho informal.
Segundo cálculos, as despesas extras deixam a margem das contas públicas mais apertadas e ameaçam o teto de gastos. O discurso de saneamento das contas públicas do Palácio do Planalto segue em xeque e deve ser observado de perto pelos investidores.
A China segue pressionando os mercados com o avanço da regulamentação, agora em cima de empresas de games e microchips. O grupo Tencent e outras companhias do setor estão na mira do governo de Pequim por oferecerem um “ópio espiritual" para a juventude.
Isso fez as ações do setor operarem no vermelho no pregão desta terça-feira (03) e puxou os índices da região para baixo.
A história foi mais tarde desmentida pelas autoridades da China, mas os investidores seguem de olho vivo no avanço regulatório no país. Depois das primeiras ameaças contra o setor de educação privada na semana passada, o setor de tecnologia e games passa a ficar no radar.
Os temores envolvendo a variante delta voltaram a pressionar os índices asiáticos, bem como a renovação do medo de um novo avanço regulatório da China. Nesse cenário, os principais índices da Ásia encerraram o pregão em baixa.
Na contramão, o tom é positivo nas bolsas europeias, apesar do fôlego curto. Os balanços do dia e a inflação ao produtor mostram um ritmo acelerado da recuperação econômica, apesar de os dados virem um pouco abaixo do esperado.
Já os futuros de Nova York apontam para um pregão de alta, sem maiores dados da economia americana pela frente.
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
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