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Dia é marcado pela divulgação dos balanços de pesos-pesados do setor bancário nos EUA e indicadores econômicos importantes aqui e lá fora
O pacote de US$ 1,9 trilhão confirmado na noite da última quinta-feira (14) pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, deve ser a principal notícia para os mercados nesta sexta-feira (15).
No Brasil, os números da covid-19 continuam crescendo e devem preocupar os investidores. O dia também é marcado pela agenda carregada de indicadores aqui e lá fora, além da divulgação dos balanços de pesos-pesados do setor bancário nos EUA.
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Por volta das 8h, os índices futuros em Wall Street operavam em queda. Enquanto as principais praças europeias operam de forma mista e as bolsas asiáticas também fecharam de forma mista, com os investidores ainda avaliando os desdobramentos do pacote de Biden.
Desde quarta, o mercado financeiro começou a precificar positivamente um provável novo pacote de estímulos fiscais nos Estados Unidos no valor de US$ 2 trilhões.
Ontem não foi diferente. O índice Dow Jones e o Nasdaq chegaram a renovar as suas máximas intraday. Bom, isso até o The New York Times noticiar que o pacote na verdade deve ser de "apenas" US$ 1,9 trilhão.
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O mercado espera que o pacote inclua auxílio individual para os americanos, suporte aos estados e financiamento da distribuição de vacinas e, segundo o jornal, esses pontos realmente fazem parte do plano.
Mas, em vez de um cheque adicional de US$ 2 mil para os cidadãos afetados pela pandemia, o governo deve propor um auxílio de US$ 1,4 mil — que somado ao já aprovado US$ 600 totaliza US$ 2 mil.
A notícia foi suficiente para fazer com que as bolsas americanas devolvessem os ganhos e fechassem o dia no vermelho. O Nasdaq recuou 0,12%, o S&P 500 caiu 0,38% e o Dow Jones fechou em baixa de 0,22%.
O Ibovespa decidiu deixar de lado os ruídos políticos que poderiam limitar o seu movimento de alta e pegou carona no apetite por ativos de risco do exterior. O índice perdeu um pouco de força no fim do dia, com a piora do clima em Nova York, mas ainda assim fechou o dia em alta de 1,27%, aos 123.481 pontos.
O dólar começou o ano em disparada, mas após três dias de intenso alívio, acumula agora uma valorização de apenas 0,40% em 2020. Apenas ontem, a moeda caiu 1,9%, a R$ 5,2097.
O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, detalhou na noite de quinta-feira (14) seu plano de US$ 1,9 trilhão para ajudar os americanos a resistir ao choque econômico da pandemia do coronavírus.
A maior parte dos recursos será destinada a medidas para aliviar a situação dos americanos. A iniciativa prevê o pagamento de US$ 1.400 às pessoas, que devem se somar aos US$ 600 já aprovados em dezembro, segundo informações divulgadas em comunicado enviado pela equipe do democrata.
O pacote prevê ainda US$ 20 bilhões para a vacinação, com os recursos destinados aos governo locais. Biden propõe ainda gastar US$ 50 bilhões com testagem.
O plano traz ainda a previsão de gastar US$ 130 bilhões em infraestrutura para adequar as escolas aos protocolos da pandemia, de modo a realizar uma "reabertura com segurança".
Esta sexta-feira será agitada para o Brasil e os EUA no calendário de indicadores econômicos e corporativos. Por aqui, teremos a divulgação dos dados de varejo ampliado e restrito no Brasil em novembro, às 9h. Além disso, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) informa o Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) de janeiro.
Nos EUA, também saem dados de comércio, da produção industrial e da inflação ao produtor (PPI) de dezembro às 10h30. Ainda antes da abertura dos mercados, serão divulgados os balanços corporativos dos bancos J.P. Morgan, Wells Fargo e Citigroup.
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
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