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Executivos do Nubank tocaram o sino de início do pregão da NYSE; com o salto da abertura, o banco do cartão roxo chegou a valer US$ 55 bilhões
Depois de uma longa espera, o Nubank (NU) finalmente estreou em Wall Street — e começou sua trajetória como empresa de capital aberto com o pé direito. O banco do cartão roxo, que já tinha precificado suas ações no teto da faixa indicativa do IPO, viu seus papeis dispararem mais de 30% no primeiro dia de negociação em Nova York. Os ativos reduziram o ritmo de ganho ao longo do dia, mas ainda fecharam a sessão com um ganho expressivo de 14,8%, a US$ 10,33.
Com o salto de hoje, o valor de mercado do Nubank já chega a US$ 47,6 bilhões (cerca de R$ 265 bilhões, pelo câmbio atual), consolidando sua posição como empresa financeira mais valiosa da América Latina — o Itaú Unibanco (ITUB4) vale US$ 37,9 bilhões, segundo dados da B3.
Aliás, falando na B3: caso estivesse listada na bolsa brasileira, o Nubank já seria a terceira maior empresa do mercado brasileiro, atrás apenas de Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3), cujo valor de mercado oscila perto dos US$ 70 bilhões.
Por aqui, o banco contará apenas com recibos de ações (BDRs), que acompanham o desempenho das ações em Nova York. Os ativos NUBR33 fecharam o dia com valorização de 19,81%, a R$ 10,04 — eles foram precificados a R$ 8,38 no IPO.
Mais cedo, os executivos do Nubank participaram da cerimônia de abertura do pregão na bolsa de Nova York (NYSE), tocando o tradicional sino que marca o início das negociações. "Ainda nos sentimos como no primeiro minuto desse jogo", disse David Vélez, CEO e fundador do banco. "Vamos continuar focados no consumidor, trabalhando duro para cumprir a nossa missão de colocar o usuário no centro".
O Nubank vendeu 289,15 milhões de ações em seu IPO, ao preço unitário de US$ 9,00 — a oferta, assim, movimentou US$ 2,6 bilhões. Como a operação foi 100% primária, todo esse dinheiro foi para o caixa da empresa; os recursos serão usados pelo banco para quatro objetivos principais:
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O Nubank é hoje um dos maiores bancos digitais da América Latina, com cerca de 3 mil funcionários e mais de 48 milhões de clientes no Brasil, no México e na Colômbia.
Seus clientes, hoje, são em sua maioria jovens (abaixo de 35 anos) de baixa ou média renda (classes C, D e E), um público historicamente mal atendido pelos bancos tradicionais ou simplesmente desbancarizado.
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