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Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances "O Roteirista", "Abandonado" e "Os Jogadores"

Roxo ou laranja?

Inter aprova migração para a Nasdaq e vai competir com o Nubank pelos investidores em NY

Nubank e Inter serão listados em Nova York, mas darão acesso aos investidores brasileiros por meio de BDRs na B3; veja o que muda para o acionista do Inter com a migração

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
3 de novembro de 2021
12:09 - atualizado às 19:07
Sede da bolsa norte-americana Nasdaq reproduz o logo do Inter (BIDI11)
Sede da bolsa norte-americana Nasdaq reproduz o logo do Inter - Imagem: Reprodução Twitter

Inter ou Nubank? A rivalidade entre os dois bancos digitais vai mesmo virar um clássico internacional. Ao mesmo tempo em que o Nubank caminha para abrir o capital na Bolsa de Nova York (Nyse), o conselho de administração do Inter aprovou o plano de listar suas ações na Nasdaq.

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A mudança para a bolsa norte-americana permitirá que a família Menin mantenha as rédeas do Inter — que lá fora passará a se chamar Inter Platform. Isso é possível graças ao chamado "supervoto", que permite a distinção entre classes de ações.

Os papéis que serão negociados no mercado (classe A) darão direito a um voto cada. Já as ações da classe B, que ficarão nas mãos dos atuais controladores, garantem 10 votos cada.

Já no Nubank, essa relação é mais generosa para os fundadores do banco digital: as ações com "supervoto" darão direito a 20 votos cada.

O que muda para o acionista do Inter

A listagem de Nubank e Inter nas bolsas em Nova York não significa que os investidores brasileiros ficarão órfãos. Ambas as empresas manterão recibos de ações (BDRs) negociados na B3. O Nubank fará um IPO (oferta pública inicial, na sigla em inglês) com dupla listagem, aqui e na Nyse.

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No caso do Inter, que precisa fazer o processo de migração da B3 para a Nasdaq, os atuais acionistas que possuem units (BIDI11) do banco digital terão duas opções: trocar seus papéis por BDRs da Inter Platform ou receber R$ 45,84 em dinheiro.

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O valor é maior do que a cotação de fechamento de BIDI11 na segunda-feira (R$ 42,31), mas está bem abaixo das máximas alcançadas pelos papéis neste ano, acima de R$ 80. Hoje as units fecharam em alta de 5,37%, a R$ 44,58.

Já quem tem ações preferenciais (BIDI4), receberá um BDR para cada três papéis que possuir ou então R$ 15,28 por ação se preferir receber em dinheiro.

Para arcar com o pagamento dos investidores, o Inter vai contratar um financiamento de até R$ 2 bilhões. A mudança de bolsa ainda precisa ser aprovada em uma assembleia de acionistas do Inter, que foi marcada para 25 de novembro.

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O prazo para optar por receber em dinheiro ou BDRs vai de 26 novembro até 2 de dezembro — mais ou menos na mesma época em que as ações do Nubank devem estrear em Nova York.

Vale destacar, porém, que após essa data quem decidiu pelo dinheiro não poderá mais vender as ações do Inter na bolsa até a conclusão do processo de reorganização.

O fundo japonês Softbank, um dos principais acionistas do banco digital brasileiro, já fechou acordo para transformar a participação de 14,49% no Inter em ações classe A ou BDRs.

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