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Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

Mercados hoje

Dólar encosta nos R$ 4,90 e Ibovespa sobe com otimismo renovado com a atividade econômica e reformas

Influenciada pelo bom humor internacional, a bolsa brasileira deve acompanhar o ritmo positivo enquanto digere os dados do Relatório Trimestral de Inflação

Jasmine Olga
Jasmine Olga
24 de junho de 2021
10:40 - atualizado às 16:27
Dólar em foco
Imagem: Shutterstock

Não vai ser dessa vez que o mercado financeiro irá aliviar a atenção dada aos pronunciamentos dos dirigentes dos bancos centrais pelo mundo. Na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil, a quinta-feira (24) é de novidades que têm poder para mexer com as expectativas do mercado. 

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Depois das perdas de ontem, as bolsas internacionais engatam um dia de recuperação, o que também favorece a bolsa brasileira. Por aqui, os investidores também estão otimistas com o andamento das reformas e as expectativas de crescimento. A potencial alta da Selic também é um dos pontos mais observados, ainda que o Banco Central tenha mostrado um discurso mais ameno do que tom duro da última ata do Copom. 

Esse fluxo positivo faz com que o câmbio tenha um dia de alívio significativo, levando o dólar a encostar nos R$ 4,90. Por volta das 16h, a moeda americana recuava 0,99%, a R$ 4,9139. Na bolsa, o Ibovespa tem alta de 0,48%, aos 129.043 pontos. 

A dança dos BCs

Começando pela Europa, o Banco da Inglaterra manteve o juros em 0,01% ao ano. Nos Estados Unidos, novos dados mistos da economia americana voltam a reforçar que é possível o cumprimento do discurso de apoio aos estímulos monetários do Fed, mas os investidores querem ouvir o que pensam os dirigentes, por isso, a atenção se volta para o discurso dos membros do Fomc, assim como tem sido nos últimos dias. 

No Brasil, hoje foi dia de divulgação do Relatório Trimestral de Inflação (RTI) pelo Banco Central. No documento, o BC brasileiro reforçou uma nova alta de pelo menos 0,75 ponto percentual na reunião de agosto e revisou para cima as projeções de inflação.

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A expectativa para o crescimento do PIB também foi elevada de 3,6% para 4,6%. Na coletiva de imprensa finalizada há pouco, o diretor de política monetária do BC, Fabio Kanczuk, e o presidente Roberto Campos Neto, falaram mais sobre a visão do Banco Central para a inflação. 

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Segundo Kanczuk, a última reunião do Copom teve como horizonte a inflação para 2022 e o próximo encontro deve ficar de olho nas projeções para 2023. Sobre o atual choque de preços, Campos Neto afirmou que as causas são temporárias, mas que o movimento pode ter uma duração mais persistente. 

O tom mais ameno do BC diminui as apostas de uma atuação mais forte do que 1 ponto percentual na próxima reunião, o que leva a curva de juros a passar por ajustes. Confira:

  • Janeiro/22: de 5,77% para 5,73%
  • Janeiro/23: de 7,31% para 7,24%
  • Janeiro/25: de 8,25% para 8,19%
  • Janeiro/27: de 8,63% para 8,56%

Agora vai?

No cenário doméstico, também fica em foco a possibilidade do andamento das tão aguardadas reformas estruturantes. Mais cedo, o presidente da Câmara, Arthur Lira, falou que acredita que a reforma administrativa pode ser aprovada na Casa até o começo de setembro. A partir daí, a pauta deve ser discutida no Senado.

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A reforma tributária também deve ter novidades. Segundo Lira, é aguardada para hoje a entrega de um projeto de lei que poderá alterar o imposto de renda para pessoa física e jurídica.

Dados mistos (de novo)

Agora pela manhã, tivemos uma nova bateria de dados da economia americana. O Produto Interno Bruto do 1º trimestre teve alta anualizada e 6,4%, em linha com as expectativas dos analistas. As encomendas de bens duráveis cresceram menos do que os 2,6% que eram esperados - 2,3% na passagem de abril para maio. Para finalizar, os pedidos semanais de auxílio desemprego chegaram a 411 mil. As projeções indicavam uma queda mais acentuada, de 380 mil. 

Sobe e desce

A JHSF lidera as altas do dia após receber autorização para operar voos internacionais no aeroporto Catarina.

A perspectiva de uma Selic mais controlada também favorece o setor de varejo, que vinha sendo penalizado nos últimos dias com a perspectiva de um freio no poder de compra.

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O setor de commodities também pega carona no anúncio do novo pacote bipartidário de infraestrutura dos Estados Unidos e sobe, puxando o Ibovespa, mesmo com o recuo do minério de ferro na China. Confira as maiores altas do dia:

CÓDIGONOMEULTVAR
JHSF3JHSF ONR$ 7,846,23%
MGLU3Magazine Luiza ONR$ 21,615,00%
LAME4Lojas Americanas PNR$ 22,404,58%
BTOW3B2W ONR$ 71,234,31%
GGBR4Gerdau PNR$ 30,963,93%

Confira também as maiores quedas:

CÓDIGONOMEULTVAR
BIDI11Banco Inter unitR$ 70,01-2,32%
LWSA3Locaweb ONR$ 27,12-2,31%
ECOR3Ecorodovias ONR$ 12,25-1,69%
ELET3Eletrobras ONR$ 45,77-1,57%
AZUL4Azul PNR$ 46,92-1,22%

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